- Minha mãe… às vezes , triste, me pergunto se ela realmente existiu… Noutras, saudosa, não tenho dúvida nenhuma pelo seu gigantismo.
- Ela sorria, trabalhava, suava,
- Ela cantava, ninava, consolava.
- Ela fazia carinho, ralhava se fizéssemos ou pensássemos besteiras (sim, ela lia os nossos pensamentos).
- Ela não chorou na nossa frente, ela não mostrou dor, não mostrou medo. Não foi fraca nem pequena: super heroína de nossa história.
- Um dia, vi que minha mãe ia morrer e quis que fosse logo ou fosse eu. Descobri então como é ruim pedir a morte de quem eu amava tanto. Mas ela, gigante, já não vencia o câncer. Na última noite, saí do hospital, peguei as meninas e fui para a nossa casa. Banho e sono: todas dormindo porque eu sabia que só assim ela iria embora. Às 4h55, o telefone tocou. Fechei os olhinhos apertados como quando eu tinha medo. Rezei por ela um Pai Nosso e uma Ave Maria. Levantei-me e precisei abreviar a cara de desespero de minha prima assistente social: talvez a pior vez em que deu a derradeira notícia. Eu disse as palavras que ela engoliu.
- Depois de tudo encaminhado, nenhuma lágrima até então. Meu coração sangrava eterno. Eu sabia que a falta seria para sempre. Um dia, anos antes, entendi: a minha avó velhinha chorava. Perguntei-lhe o porquê das lágrimas e ela me disse: ô, minha neta, hoje eu acordei com saudades de minha mãe. Eu nem conhecera a bisavó, mas percebi que se minha avó ainda chorava por ela, quarenta anos após sua morte, a falta era eterna. Como a que eu sentiria.
- Eu descobrira, no tempo em que eu nem sonhava que a minha mãe morreria, na biblioteca empoeirada da faculdade, a canção do poeta que para sempre estaria em mim:
- Para sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.Carlos Drummond de Andrade
"Roubei o poema e a declamação de Drummond acima desta página: clique aqui.
Esta música é também um lamento… Clique na canção POEMA, leia sua letra e ouça a canção. Basta seguir o link.
Poema
Cazuza
FrejatEu hoje tive um pesadelo / E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo / E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho /E lembrei de um tempo Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço, um consoloHoje eu acordei com medo / Mas não chorei nem reclamei abrigo / Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro /
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim / E que não tem fimDe repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado / Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

Alena,
os seus textos estão cada vez mais se superando, esse é o seu melhor estilo: A EMOÇÃO. Adoro lê-los quando vc expurga seus sentimentos, traduzindo em palavras a emoção. Parabéns pela linda homenagem à sua mae.
Nanda, :^*
Alena que linda e emocionada mensgem, deve ser uma dor grande essa perda, beijos carinhosos.
Nem tem o que dizer…
Valeu, essas palavras são úteis, pois prepara.
Beijão
Oi
lindo
esse dia não
Feliz dias das Mães
Bjos
Pingback: Anônimo
Muito legalç !!!!e incrivel o peso da minha mae na minha vida ..ela me conforta, me guia me consola me faz cocegas, briga comigo !!!tudo isso e extremamente especial….nossa, relendo as coisas q comentei aqui em casa ficamos a manha toda…eu e ela nos olhamdo , lembtando e rindo …foi a arrumaçao mais especial q eu ja fiz !!!!!!!um beijo !!!!
Ex.ma Senhora
Depois da leitura do seu blog, que pesquisei ao acaso na net, deixe-me partilhar consigo a mesma pureza de sentimentos que tive, e por favor, leia sobre o enquadramento e a criação da “Maria de Fátima Moura – Associação para a Promoção e o Desenvolvimento Cultural”.
Maria de Fatima de Oliveira Moura
Mulher, mãe, professora, poetisa e pintora, o seu anonimato em vida foi sempre preenchido por laivos de excepcionalidade e por uma vontade permanente de se auto-superar. Caracterizada por um espírito de demanda, por uma profunda generosidade e por um inconformismo latente, procurou encontrar-se na solidão da sua escrita e na expressão da sua pintura e desenho. Por isso, o seu legado está carregado de humanidade, de intimismo e de sensibilidade.
Pela sua riqueza, torna-se quase obrigatório partilhar a multifacetada personalidade de uma pessoa de aparência frágil, mas forte. Efectivamente, será justo encerrar em nós, na nossa íntima vivência, o belo da Mãe? Será justo encerrar uma vida de beleza e constante pesquisa do etéreo, consubstanciadas em novas formas de encarar Deus e de alimentação? Será justo abafar o que poucos conheciam? Não me parece de todo justo. Deste modo, como abrir as portas à memória de uma pessoa que raramente aceitava a vivência padronizada e que transmitiu a sua profundidade para o papel, para as telas e para a cerâmica, que prolongou a sua personalidade nas suas criações de mobiliário bem como em arranjos florais Ikebane?
“Maria de Fátima Moura – Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural”.
As homenagens à vida e obra de Maria de Fátima Oliveira Moura começaram pouco depois do seu falecimento, a 10 de Dezembro de 2003. A sua pintura, desenhos e poesia estiveram em exposição em Viana do Castelo (Exposição de Pintura e Louça), na Casa da Cultura da Trofa (Exposição de “Desenho e Louça”) e em Angeja (“A Flor em Tela e Porcelana”), acolhendo a visita de centenas de pessoas.
A 23 de Janeiro de 2006, após a criação do website http://www.mariadefatimamoura.org, consolidou-se o tributo com a constituição da “Maria de Fátima Moura – Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural”.
Mais do que dar a conhecer a sua herança artística e cultural, a “Maria de Fátima Moura – Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural” pretende perpetuar a sua obra social, através do apoio a projectos e iniciativas de relevância local e regional e através do incentivo ao desenvolvimento cultural do País, nomeadamente nas áreas da Pintura e Desenho, com a atribuição anual de uma bolsa de estudo.
Por ter vivido com intensidade, por se ter distinguido pela sua entrega e dinamismo, por ter tocado indelevelmente no coração de todos os que a conheceram, Maria de Fátima de Oliveira Moura conseguiu imortalizar-se.
A criação de uma associação com o seu nome, vocacionada para a promoção e o apoio a manifestações artísticas e culturais, é um gesto imperativo para recordar e honrar uma vida que, acima de tudo, merece não ser esquecida.
A Associação “Maria de Fátima Moura – Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural”, é uma Associação privada, sem fins lucrativos, que se rege pelo disposto nos Estatutos, no respectivo Regulamento Interno e no Código Civil, que tem por objectivos:
a. Promover a realização de exposições, conferências, colóquios, congressos, encontros e workshops;
b. Apoiar e divulgar novos talentos nas áreas da pintura, gravura, escultura, literatura, cerâmica e do desenho;
c. Desenvolver iniciativas de promoção das raízes e tradições culturais portuguesas, possibilitando a preservação do património luso, devidamente documentado, permanecendo, dessa forma, ao alcance das gerações vindouras.
Desde a sua criação, e fruto da ampla divulgação da Associação e do seu Fórum (www.marforum.org) ocorrida, essencialmente através das várias possibilidades que a Internet oferece, foram já várias as iniciativas que, neste primeiros meses de existência, promovemos/apoiamos.
O seu primeiro evento público consistiu numa exposição que reuniu parte do legado de Maria de Fatima de Oliveira Moura, designado como “Exposição de Pintura e Desenho Livre”, tendo tido lugar no Posto de Turismo da Praça de Santiago, durante a primeira quinzena do mês de Fevereiro do corrente. O local escolhido para receber esta iniciativa não poderia ter sido mais feliz, situado no centro da cidade berço, o Posto de Turismo agrega a tradição secular da cidade à modernidade da arte contemporânea e das novas interpretações estéticas. Esta mostra recebeu dezenas de visitantes e contou com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães.
Também no âmbito da promoção de eventos, no dia 13 de Maio, e no sector do “Programa de Apoio a Novos Talentos”, promovemos a realização da exposição “Caminhos Percorridos”, que decorreu da instituição de várias parcerias.
Através de uma divulgação inicial do website de tributo à vida e obra de Maria de Fátima de Oliveira Moura, que ocorreu no Fórum Sanzala Angola, Jorge Miranda propôs a realização de uma primeira exposição da sua obra aqui no Norte.
Este evento foi possível, uma vez que a actual sede da Associação não se encontra dotada de espaços ajustados à realização de exposições, graças a uma parceria levada a cabo com a Casa Melo Alvim, que, na pessoa do Senhor Eng.º Francisco Laranjeira, a quem, desde já, dirigimos os nossos agradecimentos, disponibilizou o espaço de exposições da Casa, tornando, deste modo, concretizável a realização da presente exposição de Jorge Miranda.
Quanto ao apoio na divulgação de eventos, a Convite, a Direcção da “Maria de Fátima Moura — Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural”, deu o seu contributo no que concerne à divulgação, do lançamento do 2º Livro de Américo Lisboa Azevedo, que ocorreu no dia 29/04/2006, nas instalações da escola de música Maiorf (cidade da Maia, junto ao Largo da Feira), bem como Integrado no evento “Encontros com o autor e a obra”, que decorreu durante a 1ª Feira do Livro da Maia, sita na Praça do Município, teve lugar outra apresentação do livro “Para Além do Olhar”, e também a convite do autor, foi com muita honra e prazer que, da mesma forma, divulgamos este evento.
Colaboramos, ainda, com a Associação “Os Amigos do Jornal D’Angeja”, na divulgação da II Feira Hobby-Arte de Angeja. Esta Feira Interactiva de Artesanato realizou-se nos dias 10 e 11 de Junho, na Praça da Republica de Angeja, e contou com a presença de 30 artesãos da Região.
Encontrando-se ainda a iniciar os seus primeiros passos na captação de Associados, esta Associação é gerida, actualmente e de forma provisória, pelos seus associados constituintes:
a) Fernando Augusto da Silva Serra
b) Luis Filipe de Oliveira Moura Serra
c) Maria Helena Monteiro de Oliveira Moura
d) Cristina Maria Novais Tavares da Silva Soares
e) Maria do Carmo Tinoco da Costa
f) Maria Teresa do Menino Jesus Lencastre da Silva Torres Vieira Pouzada
g) Dário Manuel Leite da Costa
Conta ainda com o apoio de Carla Susana Maia Azevedo, Olinda Maria Cardoso, Gilda dos Santos Correia Pinto e João Manuel Agorreta Alpuim Correia Botelho.
Luís Moura Serra
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que está sua voce a tudo lima quetar ou asiii gato amigas pemft ou as casar nome:
maro de elas paria grande ocina ou de guentudo a em fr oi hshshshshshs asoi um juju sala cv
Vc é uma pessoal q pensa.E isso hoje em dia é raro.Todos estão agindo no “automatico”.Me identifiquei com a perda da sua mãe.Você me fez chorar.E olha q a minha faleceu de câncer em 2000.Me lembro q na epoca escrevi um poema de nome “A Ultima das Mães”.
Ela me ensinou uma coisa q virou lei:O q vc tiver q fazer faça agora.Se vc deixar p/amanhã ou depois,pode ser tarde demais.
É isso…Parabens.
querida, estou lhe escrevendo com lagrimas nos olhos.perdi minha mae a 3 meses vitima de um cancer,ela uma mulher guerreira q amava a vida e seus filhos acima d tudo,mesmo com muito sofrimento no leito de um hospital brigava pela vida com serenidade para nao nos fazer sofrer.e em meio a tanto sofrimento chegamos ao ponto de pedir para q deus levasse ela e livrasse ela tanto sofrimento e ela so partiu quando nós falamos para ela q ela podia descansar em paz q nos iamos ficar bem e q amavamos muito ela.e assim ela foi morar com deus.ah!mas como machuca perder uma mae,como ela me faz falta.sofro muito por isso e nao consigo me conformar.desculpa por esse desabafo,mas estava precisando me abrir com alguem,beijos
“Tristeza, não tem fim…”
perdi minha mãe faz 14 dias,me sinto tão sozinha,sinto sua falta me pergunto por que,perdi meu porto seguro…
aqui meu namorado infelismente perdeu a mae em um asidente de carro q teve em contagem q a carreta passo em cima de muitos carros
antes de ontem de madrugada ela faleceu
nao tive palavras para o consolar
mais aqui tirei as palavras nessesaria
e sao:
as maes sao uma so e e o unico sentimento q realmente e verdadero e amor de mae
Perdi minha mãe aos 6 anos e ainda sinto muito a sua falta, sinto dores tão intensas em minha alma que jamais irão sarar. Hoje estou com 28 anos e ainda tento entender o por quê de Deus não ter me levado em seu lugar?????
Tenho um lindo filho que é tudo pra mim, mas confesso que tenho uma tristeza tão grande dentro de mim que me leva por diversas vezes a um vale profundo de dor, mas dói muito, parece que meu coração vai estourar de tanta dor.
Nem me fale…
Perdi minha mãe há 67 dias, a dor é grande, aumenta a cada dia…as vezes parece que não vou aguentar, mas aí lembro de como ela foi guerreira (morreu de cancer tbm), e é no exemplo dela que busco forças! Sem dúvidas: minha mãe meu maior orgulho!!!!!