Publicado por: Alena Cairo em: 18 Outubro, 2007
Mês passado, fui convidada a um casamento. É. Um casamento. Enquanto me arrumava… meu deus, as pessoas ainda se casam!
foto: Alena Cairo
O noivo e a noivinha em questão moravam juntos. A lua-de-mel já fôra há uns quinhentos anos. Ainda assim, ainda que convivendo, ainda que conhecedores das mazelas do estar juntos, ainda que cientes das faces não maquiagem da mulher e das flatulências e arrotos masculinos, ainda assim, sem unha pintada, sem tênis novo e com muitas disputas pela privada, eles se reuniram na tradicionalíssima igreja. É. É verdade.
foto: Alena Cairo
Casalzinho bonitinho e interessante. Um verdadeiro amor. Chá bar moderninho, convite divertido – que este photoshop faz é coisa, música ao vivo e até despedida em cantoria do noivo da vida de solteiro (um show à parte) divertiram convidados que presentearam o casal com lembrancinhas inúteis e verdadeiras utilidades (leia-se necessidades) domésticas.
Ambos: mesma profissão. Ponto positivo? Nem sei. Há tantas divergências nas convergências! Eles viajam muito. Ah, então é isso… Vai ver que não se conhecem ainda- dirão os céticos.
Sei não… sei não…
Era noite, eu estava toda prosa, de saltinho alto, felicíssima com meus cabelos soltos, dirigindo meu carro e minha vida até que o tarãran tarãran tan tan tan tan.. tan tan… ecoou naquele espaço soberbo da arte e aquele vestidão todo passou pela minha frente. Uma só lágrima ridícula umedeceu meus olhos de convicta mulher moderna e bateu então uma vontaaaade de representar também o papel!
Ahahaha… passou, passou. Pelo menos até o próximo sábado, quem sabe (?), quando vou novamente a outro casamento (epidemia?).
A melhor parte, sem sombra de dúvidas, além da carinha de felicidade da minha amiga e do seu respeitadíssimo marido abençoado por deus e bonito por natureza (mas que beleza!) , foi o buffet maravilhoso da Belle’s. Comi tanto que voltei cinderela para casa: eclair do vestido aberto para respirar.
fotos : Alena Cairo
18 Outubro, 2007 às 11:16 pm
Também sempre fico pasma: as pessoas ainda se casam? Conforme a idade chega (não pra mim, claro, e sim pros noivos), acho cada vez mais extemporâneo. Tipo ter 32 anos e casar na igreja. Mas isso, claro, sou eu, que não sou normal…
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Anna, tenho achado extemporâneo também… e as minhas amigas têm esta idade!!! Algumas têm casado com mais que isso… vale o sonho delas, deixa lá. O pior é o lance da Igreja . Depois de ler tanta coisa sobre o catolicismo, hum… não vejo com bons olhos, embora, juro, respeito mesmo e adoro ver os olhos de felicidade deste povo todo. Este casório não foi o único do ano e ainda irei a muitos outros – uns três pelo menos. Epidemia sim.