Tenho dó. Dó de todos aqueles que cometem injustiças. Muito mais do que dos injustiçados. Se um dia descobrirem a injustiça em si, o remorso será o melhor claustro.
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Graça
Acho muita graça de quem pensa que lendo as minhas palavras me tem nas mãos. Ei, psiu, a net é um espaço público.
100 dias para mudar a minha vida – Dia 54
Domingo.
Eu não dormi.
A festa na casa da amiga simplesmente me colocou em meu lugar de novo. Alegria, dança, vinho para mim e outros ares alcoólicos distintos para os outros, amigos e, gente, eu mesma de volta.
Passei o dia inteiro com um risinho nos lábios. Sonhador. Feliz. Realizado.
Há mais entre o céu e a Terra, realmente.
Estrelinhas no ar.
Um novo tempo
E há o tempo de tomar o nosso corpo de volta,
de sorver em nós aquilo que nós sempre fomos,
de buscar o que parece esquecido,
de reorganizar,
de rever,
de redescobrir-se.
Alena Cairo
Constatação
De todas as saudades, a pior é a do que não foi.
Mistérios
Sozinha à noite: vontade de comprar perfume francês.
Muitos.
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Ao menos o meu cheiro alenta.
Tesão na alma
Não adianta. Corpo passa. Conversa fica.
Tsc tsc
Quem pensa que o óbvio está sendo dito, não sabe o valor das lacunas em silêncio.
Sinto muito
… por todo mundo que pensa que sabe tudo. Ainda mais de mim.
Desejo
Há cinco anos, o love em questão me ‘prometeu’- para conquistar – que me levaria para conhecer qualquer celebridade que eu quisesse. Acho que ele se encantou com minha pouca idade face à sua e à experiência. Bem visto que não me conhecia. Fiquei a pensar…
Celebridade… ? Celebridade…? Celebridade…?
Ao que lhe respondi:
- Sinceramente? Eu só tinha vontade mesmo era de passar um dia inteiro bem calma, sentada numa poltrona de couro da sala de estar de Saramago em Lanzarote. Ele poderia não me dizer absolutamente nada, mas o momento já significaria uma vida inteira em palavras.
* * *
Por ocasião de sua morte, estive a me recordar do episódio. E anotei em minha coleção de raridades: mais um sonho frustrado.
Controvérsias
Nietzsche, em Para além do bem e do mal, já sugere:”Falar muito de si mesmo pode ser também um jeito de se esconder”. Completo que o silêncio desmedido pode também ser um pedido de socorro latente.
Boicote à mulher
Existem muitas formas de se destruir uma mulher. Muitas.
Uma delas consiste em dia após dia boicotar sua auto-estima, depreciá-la parte a parte, diminuí-la em tudo que sabe fazer, compará-la e menosprezá-la com frases sarcásticas e tiranas.
Bombardeada, muitas vezes ela se esquece de si mesma, carente que esteja de um amor que nunca virá. Não deste homem. E vai entristecendo, silenciosamente a cada aquiescência, tecendo a teia em que ela mesma se perderá. Noutras vezes, brada alto, grita também, despeja os dejetos de sua alma estropiada, de sua auto-estima vilipendiada em ofensas que buscam responder às grosserias que a agridem no cotidiano comezinho. Assim também ela se perde. Perde-se de si mesma.
“Você não sabe gerenciar uma casa.” “Você é a pior dona-de-casa que eu já vi”. “Sua empregada é a pior e mais incompetente com que já lidei.” “Você é tão boa mãe que dorme de tarde e deixa seu filho com a babá.” “Seu trabalho é fútil”. “Seu hobby é imbecil, é perda de tempo”.”Para que vai fazer este curso? Não adianta mesmo…” “Isso não vai gerar dinheiro…” “por que saiu de casa?” “Não estava aqui na hora em que precisei”. “Não conto com você”. “Você nunca faz quando é para mim…” ” Vou dormir feliz porque seu time perdeu”.
Se ela não perceber, envereda-se nesta rede de sutis ou explícitos boicotes que, inevitavelmente, a conduzirão, simplesmente, à infelicidade. É que assim, aquiescendo, ela pode esquecer que os parâmetros são outros, esquecer que quem ama cuida, é parceiro, zela por ela e deseja-lhe o progresso, a ascensão, a vitória sem sair do seu lado e apoiá-la nos momentos difíceis e delicados a que a vida expõe toda mulher.
Este boicote é um crime. Mata em vida. Incapacita. Traumatiza. E os efeitos são muito perversos. Às vezes incuráveis.
Projeto mais importante da semana
Arranjar um tempo para fruir a existência, lembrar que eu estou grávida e simplesmente fazer nada de útil.
Fortuna
Existem umas coisas boas destinadas a acontecer conosco a que, muitas vezes, nós não damos atenção e deixamos passar ao largo. Mas é incrível esta força que elas parecem ter: dão a volta no quarteirão e nos surpreendem de frente.
Pois é.
Foi assim nesta semana.
Bibliomancia ou conselho de orkut
Eu estava navegando no blog da minha amiga Soll e acabei parando em outro blog por causa de uma mensagem que ela deixou no meu orkut. Era para abrir um livro que estivesse perto sem escolher a obra, na página 161, e copiar a quinta frase completa que eu encontrasse. Já havia feito isto à tarde, porque fui visitar o blog de Guigo, que comentou aqui.
A minha frase foi: “LEVANTOU A ALAVANCA DA MÁQUINA PARA CIMA”, do Minimanual compacto de redação e estilo (não fraudei, peguei mesmo o primeiro livro) . Por coincidência ou mistérios ocultos da bibliomancia, eu li o que estava pensando em fazer: levantar a alavanca da minha máquina para cima. Ando estressada e meio sem vontade de fazer um monte de coisas. Acho que é muita saudade da vida peregrina que eu tinha, sem âncora em Salvador.
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Ahahahaha…
a leitura do meme e a procura da frase aconteceram logo depois de eu postar que atingi 33,3 % da minha meta. Achei engraçada a frase no fim das contas.
Falácia que atormenta algumas mulheres
O príncipe beijou a princesa.
Eles se casaram.
E foram felizes para sempre.
Logo as que não se casam não poderão ser felizes, quanto mais para sempre.
Proibido ser mulher
É proibido ter passado.
É proibido ser quem você é.
É proibido não ser virgem.
É proibido ter amado.
É proibido ter morado junto.
É proibido ter sentido desejo.
Na mente, no corpo, no sexo.
É proibido gozar.
Gozar é feio.
Mulher não goza.
Mulher não trepa.
É proibido fazer dieta.
É proibido fazer escova.
É proibido pintar as unhas de vermelho.
É proibido usar decote.
É proibido receber os amigos em casa.
É proibido ter casa se não se casa.
É proibido sair à noite sozinha, voltar para casa tão tarde.
Mulher não deveria beber.
Mulher não deveria saber.
Mulher não deveria querer.
Nem trabalhar.
Nem pagar suas contas.
Nem trepar.
Mulher abaixa a cabeça.
Mulher fala manso.
Mulher não diz palavrão.
Mulher não sente tesão.
Mulher é educada.
Mulher é mosca morta.
Mulher não se vinga.
Mulher não grita, não quebra prato, não se irrita.
Mulher não bebe muito.
Mulher não bebe cerveja.
Mulher nem bebe.
Só água, sucos e coquetéis sem álcool.
Mulher não vai ao estádio.
Mulher não vê jogo.
Mulher não anda em bar.
Mulher não conta piada.
Mulher é a piada na cabeça de machistas anacrônicos de plantão.
Conte-me outra.
Se assim é,
não posso ser uma mulher.
Mulher, meu caro, é tudo que se quer.
Ser.

Cosme e Damião

Dia 27 de setembro é dia de caruru na Bahia.
Cheguei à cozinha e minha empregada estava a rir solta… Indaguei-lhe qual era a graça e ela disse que fôra a conversa que ouvira no ônibus a caminho. Uma mulher assombrada conversava com a amiga sobre o medo que tinha do candomblé e ‘destas coisas malignas’. Dizia que a sua avó soubera pelos tios que, no candomblé, quando morre uma mãe de santo e fazem uma festa depois, a saia sai dançando sozinha. Sorri também. Lembrou-me dos livros de Jorge Amado.
Eu sou uma pessoa apaixonada por tradições, rituais e crendices, ainda que eu não creia em (quase) todas, burle rituais e subverta tradições. Na Bahia, hoje é dia de caruru. O sincretismo se encarregou de misturar a comida dos negros, as oferendas, aos rituais cristãos europeus. Por isso, hoje no meu estado só se fala em caruru.
Nas feiras, os preços dos camarões estão lá no alto, há cestos de quiabos espalhados por todos os mercadinhos e grandes supermercados e, logo mais, à noite, nas Sete Portas e na Feira de São Joaquim, haverá gigantescos carurus de não sei quantos mil quiabos para agradecer aos meninos as benesses que nos ofertam. As baianas também estarão em todas as esquinas hoje não só para vender seus quitutes, mas para oferecer um caruru gostoso à população em agradecimento às vendas do ano inteiro.
São Cosme e São Damião são invocados por católicos no mundo todo. Reza a lenda difundida desde o século V d.C. que as crianças gêmeas curavam enfermidades de pessoas e animais. São patronos dos médicos e farmacêuticos e também das crianças. Família baiana que se preza oferece um caruru anual aos gêmeos: se os têm também dentro de casa, então caruru é lei.
No tempo em que minha mãe era viva, ela oferecia a Cosme e Damião mais de um caruru por ano. Sempre havia no mínimo uns três: abril, julho e outubro. É que eles também são os padroeiros das doceiras e minha mãe, além de professora, era quituteira das melhores. Foi por isso que eu cresci vendo os santinhos na cabeceira do criado-mudo dela, em cima do mármore bege-bahia com os pratinhos de caruru, vatapá
feijão fradinho, arroz, xinxim de galinha, farofa de dendê e umas balinhas ou rapadura. E duas velinhas acesas, lógico. Sempre havia 7, 14 ou 21 crianças convidadas a comer. E quem vive na Bahia sabe: nem precisa conhecer estas crianças todas. Se o caruru é bem sucedido, se os gêmeos abençoaram, as crianças aparecem sempre.
Ironicamente, a oração a São Cosme e São Damião tem um trechinho assim:
“(…) medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma
contra a superstição e todas as práticas do mal (…)”
Sorrio porque na Bahia a oração não funcionou: a superstição faz parte do próprio culto aos meninos. Os ibejis, gêmeos amigos das crianças, são festejados no candomblé dia 27 de setembro e, por isso, a festa aqui ocorre um dia depois do calendário oficial dos santos. Os ibejis são crianças traquinas que podem desorganizar a vida de alguém, atrapalhar os caminhos, mas atendem sempre aos pedidos dos devotos que lhes oferecem doces e guloseimas. Por isso a tradição de dar o caruru com doces e de oferecê-lo sempre primeiro às crianças.
Há quem duvide da existência de Cosme e Damião e atribua o culto cristão ao sincretismo com uma antiga lenda grega: os filhos gêmeos de Zeus, Castor e Pólux.
Não importam as verdades, lendas e superstições agora. Porque eu estou a me preparar para seguir a tradição familiar que mantenho: dar o caruru de São Cosme e São Damião. Já arrumei o altar, acendi as velas e coloquei os santinhos. É só pedir saúde, fertilidade e deixar vir a mim as criancinhas.
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Esta imagem que abre o post lá em cima é dos santinhos de minha mãe.
Eu não sei, não…
… mas se tem uma lição que eu aprendi lá em casa foi que é melhor você ser feliz e arranjar logo, logo um motivo para isso. Ainda que tenha ficado sem internet e sem telefone fixo por dois dias, ainda que tenha ouvido grosserias às 9h30 da manhã de domingo -último dia deste feriado tão sem graça para mim, ainda que eu não tenha feito o que queria de verdade e ainda que tenha passado ontem por uma sessão de beleza com requintes de tortura medieval.
Sei lá, vai ver que meus pais liam Pollyanna ao invés da bíblia.
Aborrecimentos
Aborrecimentos ocorrem quando as coisas não acontecem como queremos, ocorrem quando as pessoas revelam faces que não nos são aprazíveis, aborrecimentos ocorrem quando o espelho nos cobra mais do que somos, mas a imagem refletida é apenas o que pode ser… Creio que nos aborrecemos porque vemos uma realidade diferente daquela que idealizamnos, daquela que sonhamos e isso é um problema nosso, isso é uma limitação nossa, sim, porque nós, seres humanos, sabemos o quão pouco somos, o quão pouco o outro é ou tem para nos dar e ambicionamos o máximo, as alturas…. nos escondemos em desculpas e sensações de que podemos ter mais, receber mais, sentir mais; egocentricamente nos vemos como o centro do universo e não o somos.
Não, o outro não é grande, é isso mesmo. Porque nós também não somos. Se um monge qualquer estivesse a ler este escrito ou um fazedor de slide xaroposo ia logo protestar que o outro é grande, que nós somos grandes, que somos imagem e semelhança de qualquer criador ou de um criador… mas não. Insisto. Nós somos falíveis, pequenos e sós. E nossas carências são do tamanho do universo inteiro. Um buraco negro que nos devora a todos e cospe depois em forma de lágrimas vilipendiadas o resto dos nossos sonhos.
Começar de novo
Rasgar o passado, jogar fora os papéis, doar as coisas que não usa, respirar fundo.
Abrir as janelas, encher a casa de flores e a vida das alegrias preciosas.
Viajar.
Rever os espaços.
Buscar o sonho.
Tudo de bom acontece
aqui e agora.
É muito bom…
… quando você se sente livre de muita idiossincrasia e de certas convivências.
Era vidro e se quebrou
Rezam as superstições que, quando uma energia negativa está pairando no ar, o vidro e os cristais captam-na e se partem. Por isso, crê-se que, quando se quebram copos em casa, é sinal de proteção: antes o copo.
Ontem, um vaso de vidro enorme que eu tenho há uns dez anos se partiu inteiro quando pus água (que também capta as energias). Fiquei feliz da vida! Minha intuição anda afiada. O meu desejo? Os vidros: que os raios os partam e deixem-me em paz.
É por isso que o olho grego é símbolo de proteção. O amuleto deve ser de vidro para canalizar o olho gordo, a inveja alheia. Os antigos acreditavam que ele se parte para proteger a pessoa. Pois eu trouxe quatro de Santorini. Não ficou um para contar história.
Mooooooooorram de Inveja
Esta pessoinha que vos escreve foi ao lançamento do livro Como é que chama o nome disso de Arnaldo Antunes aqui em Salvador. Mil contratempos ocorreram para me impedir de ir. Fui (que eu sou leonina).
Arnaldo autografou os livros e depois fez a leitura e declamação de alguns poemas bem ao seu jeito, às vezes grave, às vezes (en)cantador. A poeta (gosto mais de poetisa) Mônica Costa fez parceria ao ler os poemas e, logo em seguida, leu também a sua análise da obra à luz das teorias de diversos lingüistas e filósofos.
Antunes respondeu às perguntas de um auditório lotado e me fez literalmente viajar em seu discurso conexo, antenado e político. Delícia de noite!
Sem violão, guitarra ou qualquer outro instrumento que não os pés – para marcar as batidas das canções – e a voz, arriscou algumas músicas e poemas para o público (clap clap clap clap).
Eu, que não sou besta, não gastei minha vez perguntando nada… O que eu queria ali era maior do que qualquer informação. Disse-lhe, logo na entrada, a importância de sua canção Socorro na minha história e solicitei ao longo da noite através de dois bilhetinhos que a cantasse. Lá pelas 21h30, no finzinho do evento, quem ficou até o fim pôde ouvi-lo atender ao meu pedido e me ouvir cantar a música todinha enquanto o ‘cara’ fazia a sua interpretação genial da letra. Perdeu o fôlego? Os meus olhos encheram de emoção e vi os meus alunos calouros também curtindo com um carinho enorme o momento todo especial. (Um ‘pretensioso’ dueto (risos): eu na minha cadeira cantando para mim, lógico!)
Quem leu as primeiras páginas do A vida em palavras sabe que esta música foi a minha canção no primeiro semestre de 2006. A fase passou, a canção ficou.
Agora, com sabor mais especial ainda.
Ótimo momento…
… para ler e conhecer este livro aqui:
à venda nas livrarias.
Imagens dos sites :
http://www.seboraridades.hpgvip.ig.com.br/livros/imagem01.htm
Para confortar
Hoje, quando me sinto assustada, aprendi a não ceder ao desespero, a não me transformar num rolo compressor de ‘faz-de-conta que está tudo bem’ e a acolher a parte de mim que precisa de atenção.
Confessar a si própria os medos não é nada fácil, afinal o mundo e mesmo aqueles que amamos só exigem pessoas fortes, alegres, bonitas e vencedoras. Sem problemas.
Ficar triste, entender seus limites, traumas e medos é importante não para o mundo, mas para nós mesmas. Cansei de ser infalível há muito tempo, graças. Isso me restituiu a livre condição de ser humana.
É neste momento de reconhecimento de si que se dá o encontro com a liberdade.
De repente…
… a gente se lembra de quem é.
Crise e caos

Este é meu exato problema.
Embriago-me deveras estudando, adoro os livros, amo-os!
Vivo mil vidas na Literatura, sofro, choro, sorrio, amo para sempre e morro. Mas chega um dia em que me dou conta de que pode ser que a vida esteja passando e eu aqui…
O que fiz? O que faço? O que farei?

Não sou nenhum eremita. Saio, passeio, me distraio. Mas meus programas são tão torta com chocolate que eu apavoro quando vejo esta Bahia fervilhando de ensaios e festas mil. É difícil andar na contramão da história.
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Créditos das imagens: http://www.magazine-litteraire.com/images/045-01-108010.jpg
http://i5.photobucket.com/albums/y170/Nimby33/Eremita_Nimbypolis.jpg
Eu comigo
“Sei que fiquei suspenso
na árvore embalada pelo vento
durante nove noites inteiras;
fui ferido por uma lança e
oferecida a Odin,
eu mesmo a mim mesmo.”
(Poema rúnico de Odin)

I Ching
“Aquele que anda na verdade e é devotado em seu pensamento(…) é abençoado pelos céus (…) e não há nada que não o favoreça.”

Pássaros da prece
Encovado em ti mesmo,
cavando a ti mesmo,
desajeitado,
rígido,
um cadáver -,
soterrado por mil cargas
sobrecarregado por ti (…) “
Nietzsche
“Então, de hora em hora, amadurecemos,
de hora em hora, apodrecemos,
e nisto um conto se encerra.”
Shakespeare.

Alena Cairo
Alena Cairo
Alena Cairo

