Arquivo da categoria: Eu posso!
Hora de lembranças
Estou em garimpagem de minha vida de blogueira e achei muita coisa legal que me deu uma alegria enorme e uma vontade certeira de escrever.
Milton Primo, artista do recôncavo baiano, tomou a liberdade de musicar meu poema. Gostei muito da iniciativa dele na época e agora
Propontos Vigilantes do peso
A nova dieta do VP é o resultado do aprimoramento do próprio método. Eles reuniram em apenas quatro livrinhos os 12 anteriores e condensaram as melhores dicas para perder peso, o que funcionava de verdade a cada proposta e trazem novas contas, novas cotas, novas orientações.
Se repararmos bem, entenderemos que o VP (como no tempo das cores verde (livre), amarelo(atenção) e vermelho(cuidado, pare)) incentiva irrestritamente o consumo de frutas e verduras e legumes. São fibras naturais que dão mais saciedade e, sem dúvida, são melhor processadas pelo organismo. Amei! Adoro frutas e verduras e o novo método, com frutas, folhas e a maior parte de legumes e verduras valendo zero incentiva, nas horas de desespero e comilança ansiosa, a comermos o que é natural.
Proteínas valem muitos pontos e carboidratos também bem como bebidas alcoólicas (uma latinha de cerveja de 300 ml por 5 propontos!). O incentivo é que parte de carboidratos integrais valem menos (como o pão light) e , para quem já fez outras vezes (eu estava escolada) as novas contas são um desafio inteligente.
Eu gosto particularmente de estudar muito e dominar o método se torna um desafio.
A calculadora é complicada para a maioria, mas eu tirei de letra. Vão vender uma digital, mas ainda não está disponível na Bahia.
Não emagreci muito ainda e já inteirei a 5a semana. A culpa? Minha. Não anotei o que comi e tive de lá para cá uns chiliques de estresse que não dominei. Minha vida não andava tão boa assim e algumas situações familiares bem como aperto financeiro ainda têm me desequilibrado, além de um clima idiotamente chato no trabalho. Mas vai passar.
A greve da polícia veio a calhar, embora a cidade esteja em um estado lastimável e eu realmente lamente o que o povo baiano anda passando: terror e pânico. A insegurança é generalizada. Entretanto, os dias na caverna têm servido para que eu arrume minha cabeça e meu coração, supere alguns obstáculos internos e avance. Arrumei a alimentação, ganhei dose de autoestima, injetei na veia o ânimo necessário para malhar e fiquei longe do que não gosto.
Os ganhos são visíveis.
A academia me espera, estou malhando de novo e meu projeto é , além de voltar a ter o corpo que eu tinha em 2003, ter a alegria que me é peculiar e também virar desportista de vez (sonho antigo).
Se tudo der certo, malharei todos os dias e – quando conseguir, duas vezes diárias para compensar em 2012 o meu plano de malhar os 365. Janeiro foi meio furado, mas consegui uns dias. Daqui a pouco, cumpro a meta.
* * *
Estou perseverante.
Descobertas
Para emagrecer, não basta matricular na academia. Tem que frequentar.
Frequentando, tem que malhar.
* * *
Para emagrecer, não basta matricular no vigilantes do peso.
Tem que frequentar. Tem que anotar. Tem que controlar. Tem que fazer as contas. Tem que fazer escolhas. Tem que pesar para finalmente ficar mais leve.
Tudo que eu desejar
Todos os livros nos lugares. Hora das palavras explodirem na blogosfera de novo.
Faz mais de um ano que eu me mudei para esta casa. Foi em outubro de 2009. Coração arrasado. Separação iminente. Retornar à Ítaca não foi bem o que desejei após 9 anos de Odisséia. E carregava uma filha então e malas de frustrações. Sem dinheiro. Nenhum centavo. Sem amor. Arrependida de ter acreditado. Sem emprego. Opção justificada, mas estranha.
Passei exatos DEZOITO meses sem arrumar minha casa. As coisas estavam nos lugares, mais ou menos, mas sem amor, sem alegria, sem organização. Jogadas. Há tempo tento fazer a arrumação. A cada tentativa, sobravam tantas coisas que nem sabia o que fazer. Aparentemente melhor isto ou aquilo, a verdade para quem tinha olhos de fora era que aquilo não era um lar. Apenas um amontoado de peças desconexas.
Meus móveis não combinavam – a casa era grande e antiga demais. Indesejada. As coisas estavam usadas, velhas, sem viço, quebradas. Paredes descascando, telhado furado, goteiras. Meus olhos tinham perdido a alegria de ver.
Um ano e seis meses em que eu não fui feliz aqui. Pensei em ir embora várias vezes. Tristeza e depressão. Sentia-me só apesar de Alice.
Montanha de dívidas.
Então, cinco meses após a mudança, tracei um plano: PROJETO MINHA VIDA DE VOLTA. Coloquei uma placa de isopor na parede em cima do computador e escrevi tudo, tudo que eu queria ter de novo e que já tivera um dia. Dei-me prazos. Quatro meses depois, as coisas já tinham mudado de configuração. Estava menos arrasada e DETERMINADA a ser FELIZ de novo. As coisas não foram fáceis. Atropelavam-se. Mas eu tinha arranjado dois empregos bons e feito a opção pelo melhor. De volta à ativa e o projeto de ficar um ano com minha filha realizado. Eu queria a sensação de dedicação à maternidade e alcancei.
Alice não teve festa de aniversário. Embora recebesse dez vezes mais que eu quando ela tinha um ano, o pai não patrocinou o segundo ano dela. O primeiro foi por minha conta. Chateadíssima fiquei. Mas para tudo tem solução. Terá. E também uma lição. Já aprendi.
Troca-troca de babás, até uma ladra passou aqui. Outra achou que tinha o direito de governar minha entrada e saída de casa. Uma delas deslocou o bracinho de Alice. Houve a que chegou a esfaquear o namorado meses depois de sair daqui. Também uma antes me fez perder o trabalho por causa das faltas: não tinha com quem deixar o bebê e ela nunca chegava nas segundas-feiras. Houve a que fez Alice ter uma injustificada crise de gagueira. Outra era porca. Mais uma sem noções de higiene. Outra preguiçosa. Uma fuxiqueira. Outra mentirosa. Foram mais de 20. Por isso não me arrependo de trocá-las todas. Sempre vem alguém melhor e acredito mesmo que a decisão é certa. Agora começo a ter mais paz. Enfim.
Faltam pregos na casa, preciso trocar as brocas de minha furadeira e empunhá-la de novo. Fizeram-me crer indevidamente que existiam trabalhos que não eram femininos e, por conta de baixa autoestima e solidão, não pendurei os quadros, os espelhos, as fotos, os nichos, as prateleiras. Hoje, em minha lista de compras, escrevo pregos, buchas, brocas e um jogo novo de chaves de fenda. Voltei a quem eu sou, me sinto forte e disposta, feliz. E certa de que a furadeira e o que eu mais quiser poderei segurar.
Os problemas ainda me atropelam, mas eu já sei levantar porque fiz isso muitas e muitas vezes na vida. Perdi meu pai, minha mãe, meu avô, meu tio, minha avó e , por fim, a outra avó que tanto me foi inspiração e exemplo. Morreu também um primo. Parece que para lembrar sempre que a hora é agora, que o tempo é este e que a vida é minha. Fênix renovada a cada queda, a cada morte, tranquila pude escolher uma páscoa diferente para mim este ano.
Optei por mim.
Em três dias, acho que fiz muito do que me faltava há tanto tempo.
Estou alegre. Dou risada. Gargalho de novo. E abraço as pessoas. Ouço música. Brinco com as crianças. Tenho saudades dos meus já idos. Escolhi quem realmente valia para companhia nesta estrada da vida. Amigos que me são caros. Leio muito . De novo. Reencontrei a poesia. Voltei a escrever. A fotografar. A ter planos. A conhecer pessoas. A reencontrar pessoas. A ser referência de novidade e alegria.
E hoje à noite farei um brinde a esta que eu sou. Acompanhada de pessoas legais.
Eu não guardo amor
Eu não gosto desta história de se guardar amor. Eu não sou essa pessoa. Amor é para ser dado, oferecido, abraçado, transcedendo em carinhos leves e sorrisos sinceros. Amor que se guarda eu tenho a impressão de que vira egoísmo, delírio de egos confusos. Amor é oferta, é encontro, é o outro que se reverte em benesses para mim.
100 dias para mudar minha vida – o mote
A questão é esta: estou há tempos precisando sair dos arredores de Dante, do que eu permiti que minha vida se transformasse.
Ensaiei, ensaiei, ensaiei, mas o fundo do poço era fundo e a mola estava gasta demais para me impulsionar para cima.
Creio que visitei tantos fundos de poço que realmente meu mantra é fênix, fênix, fênix.
* * *
Então no auge da desesperança e da apatia e da quase instalada depressão por que passei, experimentei reviravoltas várias que me levaram e trouxeram para longe/perto das profundezas de mim, de quem eu era e tinha deixado de ser.
*
Percebi após o primeiro projeto (projeto minha vida de volta) que não era tão fácil perseverar e que altos e baixos realmente fazem parte. E mais: que arrumar a vida é bem mais difícil que desarrumá-la.
* * *
Persevere. (mantra 2: recentemente descoberto)
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Então me dei um tempo para nada fazer, que durou 4 dias, para não tomar atitudes e apenas deixar-me fruir o instante entre amigas e nossas filhas.
Foi bom.
Acabei descobrindo que precisava ser mais generosa comigo e me dar tempo. Então surgiu a ideia de cuidar bem de mim em 100 dias, sim, porque 100 dias é um período alcançável, não é um ano inteiro e não precisa de rapidez também para fazer tudo. Dá tempo. Ainda a favor do prazo, posso dizer que 100 dias são suficientes para formar novos hábitos – tipo dormir mais cedo – coisa que ainda não estou fazendo por mim.
* * *
E veio então a quarta-feira de cinzas. data simbólica , mas coincidência neste caso. Foi o dia de eu ver mesmo em que estado de alagamento a tsunami do tanto que eu me f#d! por abandonar-me tinha me deixado.
Dose. Para leoa. Para Alena.
Percebi que nem pé sobre minha papelada eu conseguia mais tomar. Que meu guarda-roupa era um depósito de coisas que eu nem sabia quais. Que minha casa era mesmo um mausoléu , mas que poderia dar uma residência kitsch – se eu me empenhasse com meu gostinho especial pelas artes e decoração. Que já fazia um ano (mais de um ano! Oh, meu deus!) que eu estava sozinha, sem namorar, sem abraçar, sem receber ou dar carinho!). E nem tinha percebido tanta solidão de tão imersa que nela eu estava.
Percebi que era São João quando me dei conta de tudo isso em 2010 e que de lá para cá só o efeito sanfona me mantinha acima do peso. A roda da Fortuna do estímulo/desestímulo/estímulo. Diversas vezes entrei e abandonei o Vigilantes do Peso.
O estado era de calamidade pessoal, uma calamidade silenciosa que nos afasta das pessoas e nos deixa sozinhas consigo mesmas. Nem na net eu vivia mais!
e o tempo tinha passado tanto… e eu praticamente nada havia feito. Por mim. Muito grave.
* * *
Então apareceram os 100 dias como uma nova proposta, uma proposta minha, um tempo meu. Passei um ano integralmente com a minha filha, foi imposto pela demissão (meio procurada), mas , ao mesmo tempo, foi um espaço de tempo conquistado. Nada ou pouco fiz para sair deste estado porque eu queria mesmo viver plenamente a maternidade. Dedicação exclusiva e inclusiva. Não havia a ajuda da minha mãe – já falecida – e nem da minha ex-sogra – também falecida – e minha filha , portanto, era um bebê que só tinha mãe. E um pai prestes a se separar e sair do seu convívio, morar em outra cidade. Me dei o luxo e o direito de me dedicar à maternidade porque eu queria assim. Eu PRECISAVA SER MÃE PLENAMENTE. Até mesmo para curar as minhas mágoas pela morte de minha mãe. Quando a gente tem um filho, aprende o gostinho da eternidade.
Bati o martelo e passei um ano exato em casa, com minha filha e só com ela. Torrei toda e qualquer economia com itens de subsistência básica e foi bem difícil sobreviver. O FGTS virou fralda, comida, leite e nenhum luxo ou investimento pessoal. Tudo gasto com a família. Uma parte valeu. A outra, deixo-a para lá neste instante.
Pois é.
* * *
Assim nasceu este projeto. Foi uma necessidade. Urgente. E um ato de amor próprio. E coragem. Para continuar. A viver. Bem. Como eu gosto.
Um novo tempo
E há o tempo de tomar o nosso corpo de volta,
de sorver em nós aquilo que nós sempre fomos,
de buscar o que parece esquecido,
de reorganizar,
de rever,
de redescobrir-se.
Alena Cairo
Como paquerar de novo
Você vê todo mundo todo dia… mas só aquele fulano interessa de verdade. ok.
É uma questão de frio na barriga, de coração derretido, de desejo latente. É que, um dia, seu olhar cruzou o dele e um algo mais se revelou. Sabe-se lá por que deixamos de ser ilustres anônimas para alguém!
E, de repente, você se pega cantando músicas quase infantis, investe em si mesma, sente-se puerilmente alegre apenas porque o encontrou rapidinho e ele falou consigo.
Ah, tá. Não tem idade para isso…
O problema é que quando eu saio de um relacionamento sério (juro!), fico aparvalhada, tonta, sem saber o que fazer para paquerar e sem perceber claramente se estou sendo paquerada. Vale olhos nos olhos, olhar mais profundo, sorriso … mas fico tímida. Inacreditavelmente tímida.
E por isso faz uns dez dias que ando lendo matérias do tipo “como saber se ele está afim de você”. Momento adolescente total.
A parte boa? É esse coração batendo de novo.
COMO ORGANIZAR A BAGUNÇA EM 30 DIAS
A esta altura do campeonato, você já entendeu que a vida da gente não é plenamente previsível e , mesmo um plano de organização, não segue os padrões cronológicos rigorosos que tentamos nos impor.
Então pare o tempo necessário e retome assim que puder, muito já melhorou , tenho certeza.
Amanhã de manhã
Amanhã de manhã
Vou despertar tranquila e serena.
Esticarei os braços,
lânguida e nua de pensamentos que antes me sabotavam.
Esticarei as pernas
para ter a certeza de que posso caminhar.
Por isso vou desenferrujar
as minhas concepções de estrada.
Vestir-me-ei de mim mesma.
As possibilidades são minhas.
Conselho astral: a calhar

eliminando o que não serve mais
“O arcano XVI emerge como arcano conselheiro para este momento de sua vida, Alena, sugerindo que é chegado um importante momento em sua existência: o tempo para romper com tudo aquilo que não lhe serve mais e que você preservava apenas por manutenção de fachadas. Estas coisas que precisam ser eliminadas podem ser (e geralmente são) internas e têm a ver com hábitos, modelos mentais e expectativas falsas. Mas podem ser também relacionamentos falidos, projetos que não dão em nada, ou seja, qualquer coisa que não faz mais nenhum sentido em sua vida e que você talvez não tenha ainda a coragem de eliminar. Todavia, é preciso agir, caso contrário a negatividade se tornará pior. Enfrente com coragem este momento de varredura radical!
Conselho: A coragem é necessária para enfrentar problemas de difícil solução.”
Como arrumar a bagunça em 30 dias Dia 11
Hora de visitar os maleiros de seu armário. Já foi encontrar aquela peça legal do vestuário que você nem se lembrava que tinha? Já descobriu o bolor e o mofo na colcha que sua avó fez? Já viu a lista enorme de peças a enviar para a lavanderia? Já revisitou as fotos de sua mãe carregando-a no colo e sentiu uma saudade imeeensa? Teias de aranha? Mofo? Paninho úmido com pinho sol, aqui eu faço assim.
O caso não é limpar, que a gente sempre pode pagar a alguém para fazer ou mesmo realizar a tarefa com muito bom humor. O caso é selecionar o que manter mesmo.
Vai guardar seus álbuns do passado? Vai manter as fotos dos ex que já saíram para sempre de sua vida? Vai transformar tudo isto em arquivo oculto, arquivo morto ou inexistente? Decisões tão enormes… que, geralmente, são adiadas infinitamente.
Arregace as mangas e mãos à obra! Vale a escada e um ajudante nesta hora. Pelo menos há o consolo de que, depois desta arrumação, você pode passar quase mais um ano sem encostar em nada disso. Maleiros são para ser esquecidos e inacessíveis mesmo. Coloque tudo para fora dele e rearrume após limpá-lo, setorizando as coisas: cada categoria em um lugar específico. Ponha as malas para tomar um solzinho e vá logo sonhando com a próxima viagem, afinal, você se lembra de que sonhar atrai.
Por favor, lembre-se de dar vida às suas coisas. Há o que mereça sair das profundezas do armário e ganhar uma estante visível: aquele vaso de sua avó, o retrato da sua infância, os álbuns de fotografia… e há também o que deva ir ao lixo ou (a esta altura) ao conteiner de doações: roupas dos anos 80 que só voltarão à moda repaginadas, baby.
Tenha coragem. Sua meta de organizar-se agradece.
Como arrumar a bagunça em 30 dias Dia 9
Pasta de documentos organizada(minha tarefa número um ainda!): hora de resolver e agendar pendências. Constate os problemas: passaporte vencido, habilitação no prazo, identidade muito antiga, cpf antiquadíssimo(daquele amarelinho) ou pendente de regularização, carteira do plano de saúde perdida, carteira de trabalho cancelada por falta de espaço, plastificação solta, título rasgado, tarja magnética de cartões avariada., crachá da empresa ou escola danificado… e coisas do gênero. Não necessariamente desta forma, mas constatei (quase) todos estes probleminhas (eufemismo).
É um problemão cuidar de documentos!
Acredite: nunca lhe pedem, mas na hora em que algo não estiver em dia, você vai precisar! E, coisas do Brasil que me irritam, apenas O documento específico e malamanhado servirá. Não, de nada adianta você questionar que a habilitação tem todos os dados, que a CTPS vale como identidade, que o CPF se encontra até no talão de cheques! Não, não adianta. Há quem só aceite o dito cujo do documento que você não tem no momento. Muita dor de cabeça!
* * *
Corri, finalmente, para o SAC e comecei a odisséia de 20 anos para resolver minhas pendências. Primeiramente, setor de informações, que eu não sou doida. Tim-tim-por-tim-tim a listinha do que seria necessário para renovar cada um dos documentos. Afinal, você não quer aumentar sua irritação indo e vindo infinitamente como as ondas do mar. Ah, e não se esqueça de saber quais as taxas! Geralmente, com um B.O. sobre documentos roubados e perdidos, você consegue renová-los de graça.
Vá tirar as fotos necessárias aos documentos: lembre-se de dormir bem na véspera para suas olheiras não estarem frankensteinianas na foto que a acompanhará por muitos anos – e que será apresentada aos ouros! Irrite-se com o fato de ter que colocar o cabelo atrás das orelhas e tirar os brincos (!?!?!). Indigne-se, mas de nada adiantará: se você não obedecer aos ditames, a foto será devolvida pelo órgão responsável. Não, não deixe sua dor de cabeça virar enxaqueca.
Depois juro que conto o que estou passando.
Como arrumar a bagunça em 30 dias Dia 6
Aproveitei que era segunda-feira e organizei durante todo o dia o meu material de trabalho. Pastas organizadas, material de consulta em dia, biblioteca por ordem alfabética e obras divididas nas prateleiras por gênero. Pense mesmo em comprar mais prateleiras ou em fazer mais armários assim que o dinheiro der. Livros são ótimas companhias e ‘decoram’ a alma e a casa.
Se não der tempo de fazer em casa a organização dos materiais, você pode colocar tudo em sacolas e pastas e carregar consigo. Aproveite até a hora do almoço para pôr o material em dia. Jogue fora o que for impressão repetida, elimine post its e bilhetinhos, anote todas as informações relevantes na agenda. Guarde cartões de visita em case apropriado e anote (!) em sua agenda de mesa os telefones aleatórios que for encontrando. Um dia você precisará daquele contato e nem sempre o computador ou o celular estarão à mão. Ainda tenho a minha. Se você é adepto apenas do serviço on line, escolha mais de um então quando o assunto for agenda. É mais seguro não perder dados.
Como arrumar a bagunça em 30 dias Dia 5
Hoje, definitivamente, exclua mensagens de sua caixa de email, limpe todas as pastas e faça o favor de organizar e fazer back up das fotos digitais. Um probleminha e todas as suas fotos podem desaparecer para sempre.
Libere memória em seu pc, salvando as fotos em dvds. Depois use as ferramentas do sistema e desfragmente o disco.
Aproveite para selecionar as fotos que encaminhará para revelação. Se não der tempo, ok, guarde/agende esta tarefa para outro dia (meu caso).
Como organizar a bagunça em 30 dias – Dia 4
Aproveite que é sábado e navegue pela internet. Selecione em suas caixas de entrada de emails todos aqueles que deveria deletar, responda imediatamente aos emails quando chegarem, elabore as respostas pendentes e delete tudo que for spam ou lixo eletrônico. Se quiser guardar algo, salve. Em geral, desabarrote sua caixa de entrada.
Reserve, por dia, apenas dois horários distintos para verificar a caixa de entrada. Nada de perder seu precioso tempo.
Sugestão bônus: pare com tantos endereços que só fazem tomar ainda mais seu tempo. Mantenha um email familiar, pessoal, e outro para o trabalho. Já chega. Para tanto, envie emails para seus contatos, comunicando a extinção de determinada conta, elabore uma resposta automática para avisar da substituição de endereço e, depois de um tempo, delete-a. Seu tempo de lazer agradece.
Como arrumar a bagunça em 30 dias – 3
No terceiro dia, provavelmente ocorrerá algo para lhe desvirtuar de sua missão hercúlea(risos). Um contratempo, um dia inteiro fora de casa, um evento social… Desista não. As coisas acontecem assim mesmo. Neste dia crucial, quando nem ao computador você conseguir chegar direito, até um copo recolocado em seu devido lugar já ajuda.
Aproveitei para organizar à noite, assim que cheguei, uma prateleira de cosméticos dentro do guarda-roupa. A ordem é limpar, conferir a validade dos produtos, setorizar, colocar em caixas o que for necessário.
Cate as bijouterias espalhadas, coloque-as todas em uma caixa, uma cesta e deixe para organizá-las em outra hora mesmo, mas ao menos escolha o espaço para elas. Depois você organiza prata com prata, ouro com ouro; separa jóias de peças fantasia e organiza também o que mais usa. Apliquei na porta do guarda-roupa ganchinhos para pendurar colares – funciona muito bem!
Faça também escolhas para doações. Separe peças que não usa ou que quase nunca usa. É sempre bom abrir espaço para o novo e renovar a energia das coisas, fazendo fluir quando está em desuso algo em seu poder: encaminhe!
Como arrumar a bagunça em 30 dias
Já faz tempo que estou no gerundismo “estou arrumando”. E pode haver faxineira, doméstica, amiga disposta, firma especializada… não adianta. Há coisas que só nós podemos fazer.
Resolvi que vou arrumar de vez porque estou muito afim de uma vida nos trilhos de novo. Até para que eu possa sair deles (coisa que muito me apetece).
* * *
Primeira etapa: defina o que a incomoda mais. Qual a bagunça pior em sua casa/vida. No meu caso, inegável que é a bagunça dos papéis que, durante décadas, foram arrumadíssimos, catalogadíssimos e organizadíssimos embora em grande quantidade. Faz uns três anos que não dou conta deles direito. Motivo? Conexões ocultas. Ou saturação mesmo.
O fato é que já passou dos limites.
* * *
Escolhi então, depois de mais de seis meses tentando arrumar (neste gerúndio que se arrasta), começar de uma vez a ser eficiente de novo. O resultado é o meu bônus em liberdade.
Passo 1: catar todas as notas fiscais no meio de tanta papelada. Enfiá-las num envelope, caixa, saco ou mesmo num espeto de papéis (como eu fiz). Posteriormente, faz-se a setorização: por mês ou ano, guarda-se o que vale a pena, descarta-se o que não serve, doa-se para instituição de caridade (aqui há o Programa do governo Sua nota é um show). Não se esqueça de que há notas vinculadas à garantia do produto, portanto é melhor ter uma pasta só para elas.
Passo 2: constatar que uma agenda para anotações é muito mais eficiente que 50 bloquinhos e um milhão de papéis avulsos. Estou a eliminar as anotações daqui e dali, a marcá-las na agenda nas datas necessárias e pronto. Depois, é só carregar a agenda para lá e para cá e consultá-la. Também não dá certo ter muitas agendas. No máximo uma para a cozinha/casa a ser comunicação para a doméstica – caso a tenha - e outra para os afazeres dos filhos. Mas recomendo mesmo uma só. Menos é mais.
Deu certo para mim em toda a minha vida profissional(17 anos).
Para estimular-se, você pode se empenhar em escolher uma nova agenda, daquelas bem lindas em livraria ou mesmo estas daqui. Se está economizando também, organizando as finanças, repagine a sua, afinal já estamos no meio do ano e não é todo mundo que é maluca como eu e adora comprar agenda em julho.
Passo 3: Separar material impresso de trabalho dos demais papéis. Colocá-los todos numa pasta específica para isso. Adoro aquelas de telinha transparente que a TokStok vende.
Passo 4: Arquivar urgentemente todos os documentos espalhados. Se tiver filhos, crie uma pasta com os documentos de cada um ou coloque-os todos numa caixa única. A Arte em Papel nos mata de desejo com as suas caixas.
Passo 5: peloamordedeus, junte todas as fotografias espalhadas numa caixa para depois escolher o destino que a elas dará. Coloque em álbuns, decida as que vão para os porta-retratos (aproveite depois para renová-los) e sem pena descarte o que não lhe servir mais. Para minha sorte, esta é a parte mais fácil da minha papelada. Adoro foto e tenho muitos álbuns organizadinhos. Meu trabalho nesta área se resume a dois anos de atraso. Apenas!
Estas são as minhas tarefas e primeiro dia. Amanhã tem mais.
Terapia do amor próprio
Estou em fase de umbigocentrismo total, conhecendo cada pedaço de pele, cada cheiro esquecido, cada mecha encaracolada do meu cabelo.
Com tempo para me admirar, me olhar no espelho, gostar do que vejo, sentir o que há tempos não sentia.
Tempo para pensar em saúde, fazer dieta, olhar demoradamente as minhas unhas quadradas de que tanto sempre gostei.
Tempo para estar em paz com a balança, tempo para revisitar o chuveiro, para sentir o cheiro de minha cama, enrolar-me no edredom e abraçar-me com os travesseiros.
Tempo para os muitos casos de amor com a leitura, para devorar livros inteiros em paz, em meu cantinho, afim de mim.
Tempo para beber água sentindo o seu sabor – oh, não, não tão insípido como se adjetiva!
Tempo para estar comigo, para estar em paz, para me sentir, para sentir bem.
Momento auto-ajuda
Ando repetindo este mantra:
Maria tralhinha
Faltou muito pouco nos últimos 22 dias para eu trocar a minha certidão de nascimento. Nunca vi uma pessoa acumular tanta tralhinha na vida. E olha que eu sou expert em doar coisas.
Tento ler na internet sites que ajudem para tomar coragem extra. Pouco está escrito sobre o tema. Na verdade, há muito, mas dicas práticas a gente quase não encontra. Só teorias e blá blá blás.
Depois de mudar-me de casa a fim de arrumar um canto para caber um neném na minha vida, organizar as coisas não foi brincadeira. Pauleira pura. Até licença de dois dias eu tive que tirar depois de carregar oitenta mil coisas e abaixar e levantar, arrumar e engavetar coisas e mais coisas.
Passado o furacão da mudança, quatro dias depois a casa já funcionava normalmente. então era hora de “deletar” o passado e comprar o novo que fosse possível, considerando tudo que era a esta altura inútil e aquilo que não mais servia. Ainda estou neste processo. Algumas máximas e alguns questionamentos têm me ajudado:
O MANTRA DA ORGANIZAÇÂO
Repeti muitas vezes ao chegar na casa nova: O MEU NOME É DESAPEGO. (Riam, auto-ajuda da pior espécie)
Ao arrumar os papéis, eu falava para me convencer: se eu morresse, iam jogar tudo fora sem nem olhar. Ajudou muito.
Vamos lá … (ou “sendo mais prática”)
Para que você guarda revistas velhas? Despache. Circule-as.
Disquetes? Isso nem se usa mais! Os novos pcs nem vêm com disquete. E pen drives pequeninos há muito já substituem suas caixas de tecnologia ultrapassada da década de 90.
Frasquinhos de comésticos nunca usados? Pare de comprá-los em primeiro lugar e observe os já vencidos = lixo! Os demais que resistem em sua casa: ou use-os ou passe-os adiante.
Toalhas velhas, desbotadas ? Casas de caridade as esperam.
(continua mais tarde… vou tomar fôlego)
Se eu quebrasse todas as barreiras do possível, neste exato momento, gostaria de estar em Cancún, com os pés descalços, numa cadeira branca, sentada dentro da água do mar do Caribe.
Incrivelmente, eu brincaria com o dedilhar dos dedos dos pés, vendo a água transcorrer cristalina… e pensaria feliz no quanto é bom sorver a vida assim, despreocupada e feliz, enquanto quase todo o resto da humanidade vive sem pensar neste exato instante.
Delicadezas


A Maria Helena do Caminho Suave me presenteou com o trevo da sorte. Obrigada pela delicadeza!!!
Repasso o trevo para Solange, Nalu, Lord, Meg, Meg do Na mesa de um bar e Anna V.
Férias…
… estão chegando ainda, mas já trouxeram a cor do verão e o astral de ano novo para minha vida.
Segunda, fui trabalhar na faculdade, depois, saí de lá e vi o céu lindo, azul brigadeiro, sem nuvens… hum… fui à praia e passei o dia.
Ontem, roupa nova e passeio no shopping, que eu sou mulher, às vezes mulherzinha, e entendo muito bem o que é a moda: esta indócil senhorita que nos faz ter a necessidade de comprar uma bolsa sacola gigante das cores mais estapafúrdias possíveis (vá lá, não resisti ao amarelo de Oxum) .
Hoje, como meu quarto está ainda sem cortina e amanhece por aqui às 4h30 da matina madruga, levantei tarde: às seis e estou prontinha para caminhar na orla. Viva quem pode (rsrsrsrsrsr)!
Amanhã
Amanhã de manhã vou acordar inteira. Esticar as pernas, lânguida, para ter certeza de que muito elas podem caminhar. Espreguiçar com calma porque meu corpo precisa ser sentido. Vou abrir os olhos e ver a manhã que se levanta em possibilidades.
Depois do banho, sairei vestida de mim mesma em busca de ser feliz.
Proibido ser mulher
É proibido ter passado.
É proibido ser quem você é.
É proibido não ser virgem.
É proibido ter amado.
É proibido ter morado junto.
É proibido ter sentido desejo.
Na mente, no corpo, no sexo.
É proibido gozar.
Gozar é feio.
Mulher não goza.
Mulher não trepa.
É proibido fazer dieta.
É proibido fazer escova.
É proibido pintar as unhas de vermelho.
É proibido usar decote.
É proibido receber os amigos em casa.
É proibido ter casa se não se casa.
É proibido sair à noite sozinha, voltar para casa tão tarde.
Mulher não deveria beber.
Mulher não deveria saber.
Mulher não deveria querer.
Nem trabalhar.
Nem pagar suas contas.
Nem trepar.
Mulher abaixa a cabeça.
Mulher fala manso.
Mulher não diz palavrão.
Mulher não sente tesão.
Mulher é educada.
Mulher é mosca morta.
Mulher não se vinga.
Mulher não grita, não quebra prato, não se irrita.
Mulher não bebe muito.
Mulher não bebe cerveja.
Mulher nem bebe.
Só água, sucos e coquetéis sem álcool.
Mulher não vai ao estádio.
Mulher não vê jogo.
Mulher não anda em bar.
Mulher não conta piada.
Mulher é a piada na cabeça de machistas anacrônicos de plantão.
Conte-me outra.
Se assim é,
não posso ser uma mulher.
Mulher, meu caro, é tudo que se quer.
Ser.

Na chapa com Alena
Para o jantar, hambúrguer de carne bovina grelhadinho na chapa, pão com manteiga da roça tostado no forno ao ponto: crocante. Tomate e alface frescos e bem lavados. Para os demais, claro. Eu, disciplinada, fiquei no grelhado de peru com saladinha.

A gandaia
Ontem foi sexta, eu não trabalhei pela manhã e por isso acordei cedo, o céu estava carregado e o mar revolto. Peguei o carro e sob a chuva fina fui beber uma água de coco, ouvindo Lenine
“oh! quem não viu vá ver… a onda do mar crescer”
E, porque hoje é sábado, eu vou desenferrujar o meu sorriso.
Se quiser um feliz ano novo…
… lembre-se de que estamos em setembro, ou seja, hora de projetar o que se quer para 2008. Sim, porque a listinha que aparece em dezembro é enorme, do tipo “as 100 coisas que eu quero no ano novo”. Sai matéria desta natureza em todas as capas de revistas. A retrospectiva também ocupa lugar de destaque na mídia e na agenda pessoal. As igrejas, os centros e os terreiros lotam e aí as pessoas passam o ano inteiro a esperar que algo aconteça.
Resolvi planejar meu ano novo. Nada de planos mirabolantes, mas aquelas coisas palpáveis que quero ter e ser. A retrospectiva já está realizada. O saldo já foi visto. As lacunas, eu as conheço todas. E os desejos também.
Então resolvi fazer com que o último quadrimestre fosse diferente, antecipar a véspera do peru… fazer com que o final fosse o início… inverter a ordem das coisas (isso eu adoro!)… transformar o presente no futuro janeiro-fevereiro-março-e-abril.
Na primeira quinzena de setembro, hora de fazer balancete mesmo. De tudo: finanças, realização pessoal e profissional, cursos, pendências, problemas a resolver, dieta , quilos a perder, músculos a construir, compras, os laços afetivos… Perdas e ganhos apurados, um projeto então nasceu.
E agora, desde ontem, a parte melhor já começou: AÇÃO para trasnformação.
Vamos ver no que dá.
Terminei de ler…
… O conto da ilha desconhecida e já o inseri no meu cronograma de aulas e já o enviei aos meus amigos leitores. Saramago, simplesmente, sabe o segredo. Nestes dias, quando eu termino de ler um escrito seu, tenho, simplesmente, a vontade de me sentar em Lanzarote com ele, na varanda, a vê-lo com os seus cachorros e a esperar que o mestre me diga qualquer palavra - após os minutos de um silêncio imperativo e essencial enquanto esperamos juntos que Pilar nos traga o chá.
Vamos ao lixo!
Bom dia para futucar as pastas arquivadas do passado e descobrir notas fiscais de viagens, panfletos, recados, guardanapos de restaurantes bons, memórias do passado que precisavam, simplesmente, ser deletadas. Sabe que o interessante é descobrir quanto dinheiro você já gastou na vida? E olhar até com outros olhos para o seu consumo em besteiras que a estão impedindo de viajar de novo. Ai, ai, como eu preciso sair do país de novo!
# # #
Ainda não me desfiz de todas as pastas com arquivos de apostilas que fiz ao longo de meus 15 anos de profissão, mas prometo a mim mesma ‘deletá-las’. É que, quando se é professora, as demais pessoas não fazem idéia de como a gente vira arquivo ou museu. É papel que dá para fazer uns milhares de blocos de rascunho. Mas foi tudinho para a reciclagem. O pessoal de lá que faça algo útil. Aqui em casa não dá mais. Repassei o olho em todos os livros e só consegui subtrair 20 exemplares da estante. Pode?
Hora certa de cuidar de si
Toda hora é hora, mas neste momento particular, estou centradíssima nesta questão.
Passeio no shopping para espairecer. Encontro com as amigas para refrescar a alma. Compras de pequenos mimos pessoais. Reforma da casa. E da vida. Repensar da profissão. Busca de outros horizontes. Lixo para o que não me serve mais. Limpeza do msn, da caixa de endereços do outlook, dos contatos do orkut. Papéis fora. Lâmpadas trocadas em casa. Despensa abastecida. Mousse de goiaba pronto na geladeira. Freezer arrumado. Receitas a postos. Carnes e recheios a serem preparados. Menu e cardápio para a próxima semana prontíssimos. Gavetas arrumadas. Livros a serem doados.
etc.
Com licença que eu vou à ginástica agorinha.
Amar é… todo dia
“Vem, vem para meu lago,
se quiseres encher o teu cântaro.”
Tagore
Sabe aquela receitinha barata para fazer cartões? Pois é… um pouquito de criatividade, canetas, tesoura e cola e um monte de folhetos e panfletos de lojas distribuídos neste mês ajudam. Todo o assunto mercadológico do momento é o dia dos namorados. Observe os folhetos comerciais, colecione um montante deles e recorte e cole. Esta figurinha lindinha aí acima é o cartão publicitário da arte em papel distribuído como postcard nos barzinhos de Salvador.
Depois mostro como ficou.
Isso
Por causa disso: enguiço, entupo, oprimo e anoiteço.
Isso já não me leva a canto algum
a não ser à sobrevivência torpe e pequena,
comezinha de quem precisa de capital.
Isso já me cansou. Já me mutilou.
Isso já extrapolou.
O prazer não existe mais.
Os sonhos morreram com o cotidiano.
Desilusão. Decepção.
Outros caminhos então.
Para falar de amor (e com amor)
foto by Alena Cairo
Namorados devem ter identidade. Namorados precisam ter intimidade. Namorados precisam se conhecer. Para poder amar, para poder gostar, para sentir tesão. Uma forma importante de estreitar os laços do amor é partilhar as nossas leituras preferidas com aquele que a gente ama. Virá o debate, o discurso do outro e a visão de mundo que se somará ao que lemos e ao que somos.
Ler as mesmas palavras e ouvir o que o outro pensa é importante para conhecermos quem amamos. De repente, talvez ‘do riso faça-se o pranto’ e descubramos não ter tanta afinidade assim com quem nos parece tão grande amor. Não é questão de concordar invariavelmente, de obter aquiescência muda ou silêncio temeroso face às discordâncias. Mas significa projetar o diálogo, construir os pilares das longas conversas que o futuro pode lhes reservar em noites longas à luz da Lua e ao sabor do vinho.
Porque relação não se constrói de aparência, mas do cotidiano comezinho, idiossincrático que inclui dor de barriga e mau humor, mas que se abre em possibilidades de amar quando há espaço para o riso, a brincadeira e o conVERSAR. Versemos, então.
Como sugestão de um presentinho muito acessível, meu livro preferido de Saramago: Ensaio sobre a cegueira (custa R$30,00 na Siciliano ou Saraiva). Como o amor é cego, nem precisa dizer que vale a pena ler.

Se o seu amor é leitor assíduo e apaixonado, certamente que conhece e já leu há muito Ensaio sobre a cegueira. Para não perder o espaço da indicação, sugiro então que lhe dê Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido (pela bagatela de R$23,90), um primor de leitura, uma ode de amor à mulher , uma ode ao amor.

Se ele gosta de religião, para pensar ( e pensarem juntos), vale O Evangelho segundo Jesus Cristo.

Outra leitura imperdível: A caverna, do mesmo autor. Nem preciso dizer que sou fã, não é?

Ah, mais uma coisinha: fuja dos presentes óbvios. Se o seu amor é professor, provavelmente pode estar cansado de tantos livros e prefira algo mais pessoal, afinal ele lê todos os dias. Se é desportista, talvez ganhar um short ou bermuda de malhação não seja a melhor idéia. É preciso conhecer bem quem vamos presentear, conhecer bem quem amamos. Para falar a verdade, eu nunca entendi dizerem ser difícil presentear. Com amor, tudo fica muito mais fácil. Presente difícil é aquele dado por obrigação ou mesura social.
Com a palavra, Pablo Neruda:
“O teu riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.”
Pablo Neruda
Eu preparo uma canção…
foto by Alena Cairo
A idéia agora é lançar a terceira opção de presente viável para o dia dos namorados, seguindo a seqüência dos posts.
Tem alguma coisa mais barata que um cd virgem? Custa menos de R$1,00 e você pode gravar as músicas que marcaram a sua história de amor. Fácil, fácil!
Aqui eu faço assim: pego os meus cd’s e faço uma seleção das músicas que mais amo. Então passo tudo para o pc e depois para um cd virgem. Carrego-o comigo no carro, dando ao meu amor uma cópia para que estejamos sintonizados na mesma estação!
Embora estejamos na era mp3, mp4… mp 25 (sei lá!), ainda é um charminho dar o cd para ouvir no ‘antiquado’ toca cd do carro ou da sala de estar. A capa pode ser fabricada por você no seu próprio pc ou rabiscadinha com as canetas por quem desenha bem. Vale colocar uma foto e ouvir as músicas para amar.
P.S.: Vale gastar um pouquinho mais com embalagem. As caixinhas da Arte em Papel para cd estão lindas!
“Sugestão sugestiva” por causa do post (risos):
Não Quero Dinheiro, Só Quero Amar
Tim Maia
Vou pedir pra você ficar
Vou pedir pra você voltar
Eu te amo Eu te quero bem
Vou pedir pra você me amar
Vou pedir pra você gostar
Eu te amo Eu te adoro, meu amor
A semana inteira fiquei esperando
Pra te ver sorrindo
Pra te ver cantando
Quando a gente ama não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar
Se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Eu quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar
Só quero amar
Só quero amar
Espero para ver se você vem
Não te troco nessa vida por ninguém
Porque eu te amo
Eu te quero bem
Acontece que na vida a gente tem
Que ser feliz por ser amado por alguém
Porque eu te amo
Eu te adoro, meu amor
Amar é o sumo da vida
“O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.”
Carlos Drummond de Andrade
foto by Alena Cairo
Carlos Drummond de Andrade escreveu muito sobre o amor. Crônicas e poemas de fazerem suspirar o mais cético dos corações. Amar se aprende amando da editora Record é a minha segunda sugestão baratinha para presentear o seu amor no dia dos namorados. Pelo preço de R$26,90, vocês poderão curtir uma leitura deliciosa com cara de tardes de sábado embaixo do edredom a ver que a vida vale a pena.
Se quiser fazer este dia dos namorados especial, que tal passar o dia enviando mensagens sms pelo celular? Além de custar pouco para o bolso, valoriza o(a) seu(sua) amado(a), leva-o(a) ”a um luxo radioso de sensações” assim que for surpreendido pela campainha da operadora avisando que chegou mensagem… ou assim que ‘suspirar e beijar o papel devotamente’… Sim, dia dos namorados pede cartinhas e bilhetinhos. Porque se o amor é um sentimento antigo, o papel talvez seja ainda o veículo não corrompido dos tempos modernos quando um vírus mal intencionado pode, simplesmente, varrer sua história de amor ao apagar seus 536 e-mails guardados no outlook ou um banho de piscina inesperado apagar do celular os torpedinhos que você e ele(ela) trocam apaixonados.
Para cartões, você pode usar a criatividade e fazer um monte de bilhetinhos que podem ser entregues em contagem regressiva até o dia dos namorados ou então esconder pela casa dele inteira . Com alguns minutos de dedicação, seu amor vai se sentir a mais especial das pessoas.
Você vai precisar de papel cartão (qualquer um destes que temos em casa ou uma folhinha de cartolina). Se tiver impressora, pode usar o paint ou os recursos da internet. Eu prefiro o trabalho manual.
Dobre a folha de papel cartão ao meio e corte um a um os corações na borda do papel. Uma dica: fica mais fácil quando a tesoura é menor e o papel maior.
foto by Alena Cairo
Pinte os corações como preferir:
foto by Alena Cairo
Depois escreva as palavras de amor que quiser. Na capa, fiz o velho monograma com as nossas iniciais. No primeiro coração acima, o nome dele e, abaixo dos versinhos, a minha assinatura.
foto by Alena Cairo
Usei para este bilhetinho (que já entreguei, claro!) :
Papel cartão branco de 8,5 cm X 15 cm
Canetinhas coloridas e tesoura.
foto by Alena Cairo
E o melhor: custo nenhum. Só sentimento sem pagamento.
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Para os torpedos, acesse grátis os links das operadoras: Tim, Claro, Vivo e Oi. Que tal experimentar os versinhos que abrem este post?
O amor está no ar!
Angustiada com os preços nada apaixonantes do shopping?
Seus pobremas se acabaram-se (risos).
foto by Alena Cairo
Você vai precisar de pouco dinheiro (mas de muito amor).
Uma caixinha de tamanho 11 cm X 9 cm X 3,5 cm .
foto by Alena Cairo
Um bloquinho de anotações tamanho de bolso. Há várias opções lindas que combinam com o estilo do seu amor, com certeza.
foto by Alena Cairo
Papel de seda branco e laço de fita vermelha.
foto by Alena Cairo
Na primeira página, escreva uma mensagem especial para o seu amor.
Capriche no laço e enlace o presente em carinho. Fica simplesmente muito meigo.
foto by Alena Cairo
foto by Alena Cairo
(Gasto total: R$ 14,80. Viu que cabe no bolso? Produtos da Arte em Papel)
Para falar de amor, convido com reverência o meu poeta Carlos Drummond de Andrade:
“Reconhecimento do Amor”
Carlos Drummond de Andrade
Amiga, como são desnorteantes
Os caminhos da amizade.
Apareceste para ser o ombro suave
Onde se reclina a inquietação do forte
(Ou que forte se pensa ingenuamente).
Trazias nos olhos pensativos
A bruma da renúncia:
Não querias a vida plena,
Tinhas o prévio desencanto das uniões para toda a vida,
Não pedias nada,
Não reclamavas teu quinhão de luz.
E deslizavas em ritmo gratuito de ciranda.
Descansei em ti meu feixe de desencontros
E de encontros funestos.
Queria talvez – sem o perceber, juro -
Sadicamente massacrar-se
Sob o ferro de culpas e vacilações e angústias que doíam
Desde a hora do nascimento,
Senão desde o instante da concepção em certo mês perdido na História,
Ou mais longe, desde aquele momento intemporal
Em que os seres são apenas hipóteses não formuladas
No caos universal
Como nos enganamos fugindo ao amor!
Como o desconhecemos, talvez com receio de enfrentar
Sua espada coruscante, seu formidável
Poder de penetrar o sangue e nele imprimir
Uma orquídea de fogo e lágrimas.
Entretanto, ele chegou de manso e me envolveu
Em doçura e celestes amavios.
Não queimava, não siderava; sorria.
Mal entendi, tonto que fui, esse sorriso.
Feri-me pelas próprias mãos, não pelo amor
Que trazias para mim e que teus dedos confirmavam
Ao se juntarem aos meus, na infantil procura do Outro,
O Outro que eu me supunha, o Outro que te imaginava,
Quando – por esperteza do amor – senti que éramos um só.
Amiga, amada, amada amiga, assim o amor
Dissolve o mesquinho desejo de existir em face do mundo
Com o olhar pervagante e larga ciência das coisas.
Já não defrontamos o mundo: nele nos diluímos,
E a pura essência em que nos transmutamos dispensa
Alegorias, circunstâncias, referências temporais,
Imaginações oníricas,
O vôo do Pássaro Azul, a aurora boreal,
As chaves de ouro dos sonetos e dos castelos medievos,
Todas as imposturas da razão e da experiência,
Para existir em si e por si,
À revelia de corpos amantes,
Pois já nem somos nós, somos o número perfeito: UM.
Levou tempo, eu sei, para que o Eu renunciasse
à vacuidade de persistir, fixo e solar,
E se confessasse jubilosamente vencido,
Até respirar o júbilo maior da integração.
Agora, amada minha para sempre,
Nem olhar temos de ver nem ouvidos de captar
A melodia, a paisagem, a transparência da vida,
Perdidos que estamos na concha ultramarina de amar.
Amar se aprende amando
foto by Alena Cairo
Dia dos namorados está próximo.
Embora a data seja mercadológica, é uma delícia começar a pensar
na surpresinha que se vai ter no dia 12 de junho.
Um mês para o amor, um mês para a paixão, o abraço, o encontro e a renovação do romance e das juras de amor.
O problema é que muita gente se desespera com o orçamento nesta época.
O que fazer de tão especial sem gastar mais do que pode ?
Afinal, ninguém quer oferecer pouco ao amor da sua vida.
A partir de amanhã e nos próximos doze dias, trarei sugestões de presentes que caibam no nosso bolso, surpresinhas e poemas de amor.
Aguardem!
Uh-lá-lá!
A vida é bela, mesmo que um monte de gente perca tempo sentindo inveja de você, querendo depreciá-la, com dor de cotovelo… A vida é bela ainda que tenham batido em seu carro, você tenha pagado juros de todas as contas, dormido pouco várias vezes, emagrecido e engordado na sanfona de um corpo que nem sabe o que vai fazer durante os festejos juninos. Maio está acabando e só isso é um bom sinal: virão as férias.
Retada como só uma baiana pode ficar, fui dormir ontem disposta a acordar hoje diferente. Mas nem contava muito com nada. Olhei o calendário e me dei conta de que só faltavam quatro dias para junho chegar. Só isto já me fez bem. Cansada de especular, pensar, falar, resolvi agir.
É segunda-feira então. Acordo bem, cedinho, disposta, abraço e faço carinho durante meia hora, tomo um banho, visto uma roupa que adoro, o jeans que outrora não entrava mais e calço bota de salto fino (bingo! – afinal fez frio em Salvador).
Vou à aula, o trânsito está livre, há engarrafamento apenas no estacionamento da faculdade, estou séria, mas não perco o humor. Encontro alunas que valem a profissão, converso com elas, descontraio. Agendo as tarefas da semana dentro do tempo possível e não da maluquice de prazos que me imponho cotidiamente.
Umas pessoas tentam me convencer de que estou zangada, séria ou “diferente”; não aceito nem engulo este discurso; percebo claramente o caráter de alunos que me tentam ludibriar o tempo inteiro e constato que cada um é que sabe de seu caminho. Sorrio então ironicamente com o canto de boca. Aquele risinho só meu, imperceptível para o mundo alheio e ensimesmado. Eu vou me vingar? De jeito nenhum… A vida que surre ou beije quem quer que seja.
É hora de retornar, consigo trocar a aula vespertina, vou ao Detran resolver o pepino do carro batido, não há engarrafamento em pleno meio-dia, ou melhor, há sim, do outro lado da pista, os carros estão parados em fila interminável, mas a minha flui a 80… O gato liga, a Secretaria de trânsito não tem uma fila sequer; na xerox, só uma pessoa na minha frente… Menos de cinco minutos e tudo resolvido. Volto para casa.
Decido comer bem e cozinhar a semana inteira. Então asso o peixe com legumes em oliva abundante à moda lisboeta. Um bom pão de linhaça, salada de rúcula, alface, espinafre, pimentões e picles… Logo o peixe aromatiza toda a casa e o arroz feito com cenourinha deixa a mesa ainda mais bonita.
Recebo duas boas notícias por telefone e fax.
Se a campainha tocar e aparecer um homem lindo e apaixonado com um bouquet enorme de rosas amarelas (as minhas preferidas), vocês podem dizer até que eu estou sonhando ou mentindo…
Saldo positivo
Consegui levar minha avó de 82 anos para comer lambreta, caranguejo, torta de camarões, castanhas e casquinha de siri hoje. E ela adorou o programa na Cabana do João/Cely.
Mooooooooorram de Inveja
Esta pessoinha que vos escreve foi ao lançamento do livro Como é que chama o nome disso de Arnaldo Antunes aqui em Salvador. Mil contratempos ocorreram para me impedir de ir. Fui (que eu sou leonina).
Arnaldo autografou os livros e depois fez a leitura e declamação de alguns poemas bem ao seu jeito, às vezes grave, às vezes (en)cantador. A poeta (gosto mais de poetisa) Mônica Costa fez parceria ao ler os poemas e, logo em seguida, leu também a sua análise da obra à luz das teorias de diversos lingüistas e filósofos.
Antunes respondeu às perguntas de um auditório lotado e me fez literalmente viajar em seu discurso conexo, antenado e político. Delícia de noite!
Sem violão, guitarra ou qualquer outro instrumento que não os pés – para marcar as batidas das canções – e a voz, arriscou algumas músicas e poemas para o público (clap clap clap clap).
Eu, que não sou besta, não gastei minha vez perguntando nada… O que eu queria ali era maior do que qualquer informação. Disse-lhe, logo na entrada, a importância de sua canção Socorro na minha história e solicitei ao longo da noite através de dois bilhetinhos que a cantasse. Lá pelas 21h30, no finzinho do evento, quem ficou até o fim pôde ouvi-lo atender ao meu pedido e me ouvir cantar a música todinha enquanto o ‘cara’ fazia a sua interpretação genial da letra. Perdeu o fôlego? Os meus olhos encheram de emoção e vi os meus alunos calouros também curtindo com um carinho enorme o momento todo especial. (Um ‘pretensioso’ dueto (risos): eu na minha cadeira cantando para mim, lógico!)
Quem leu as primeiras páginas do A vida em palavras sabe que esta música foi a minha canção no primeiro semestre de 2006. A fase passou, a canção ficou.
Agora, com sabor mais especial ainda.
Cuidado que a cuca vem te pegar
Meu mais novo brinquedinho já tem uma semana de vida. Naquela onda consumista de presentear crianças com ovos de páscoa cujas surpresas são apenas o que momentaneamente interessam para logo mais no dia seguinte descartavelmente não fazerem mais sentido algum, acabei arrecadando algumas para mim – juro que eu gosto e que no ‘meu tempo’ eram bem menos interessantes.
Comprei um montão de ovos para adoçar o mundo e dois das princesas para as meninas do love. Uma quis a princesa, mas a mais velha pensou mesmo foi no sonho de valsa que eu lhe cedi gentilmente. Acabei ficando com um ovo principesco infantil e de papel rosa com gosto lá duvidoso ( meus chocolatinhos
que o digam!).
Mas o melhor da história foi que arrebanhei uma princesa dançarina para enfeitar a minha mesa e me lembrar do quanto eu sou menina e mereço sonhar e ser feliz.
Depois de duas semanas de idílio, um ovo temporão apareceu na praça e as crianças já sem saco para as surpresinhas, acabaram me dando o brinde da vez: fiquei com a cuca do sítio do picapau-amarelo.
Ótima idéia. Assim, meu lado Fiona aparece, lembro-me de que no salto posso ser princesa, mas tenho todas as garras de ogra do pântano também.
Ô delícia de viver!
Detalhe importante é perceber que a Cuca veste a Aurora, não é?
Ah, momento passado remoto: aquele palhacinho da direita é meu primeiro porta-lápis que comprei aos 14 anos e os vasinhos gregos atrás da princesa são de lá de Atenas mesmo( viagem 2005 ) (mooooooooorram de vontade de ir também!) .
Pauta da semana
Arranjar um tempo livre para ser mais eu mesma.
Ensejo
Desejar sempre.
Desejar o que falta.
Desejar para ter.
Para buscar.
Para querer.
Para precisar.
Para lutar e conseguir.
O meu desejo é uma ordem!
Um dia
Um dia a gente se cansa
de ter sido tantas vezes girassol:
rodar em torno de si,
com raízes fincadas na terra
a mirar um sol que se põe distante
porque ilumina outros planetas.
.
Neste dia, leoa, leonina,
mulher e menina
se descobrem sol,
astro, luz, força, fogo e calor.
E renasce criança, moça de dourados sonhos.
Para confortar
Hoje, quando me sinto assustada, aprendi a não ceder ao desespero, a não me transformar num rolo compressor de ‘faz-de-conta que está tudo bem’ e a acolher a parte de mim que precisa de atenção.
Confessar a si própria os medos não é nada fácil, afinal o mundo e mesmo aqueles que amamos só exigem pessoas fortes, alegres, bonitas e vencedoras. Sem problemas.
Ficar triste, entender seus limites, traumas e medos é importante não para o mundo, mas para nós mesmas. Cansei de ser infalível há muito tempo, graças. Isso me restituiu a livre condição de ser humana.
É neste momento de reconhecimento de si que se dá o encontro com a liberdade.
Desejo baixinho…
… que cada mulher encontre quem a respeite.
Mudanças

As mudanças realmente ocorrem quando a gente não precisa falar delas.
* * *
Em 24/02/2006, eu escrevia Já é carnaval, cidade.



