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Carpe Diem

Carpe Diem

 

O desejo é irracional.  E ele pulsa. Pulsa. Pul…sa.

Dispensa explicações.

Coração em descompasso.

O sangue correndo tão vida em meu corpo.

Olfato aguçado, buscando o teu cheiro másculo.

Os ouvidos? Surdos por causa do coração batendo uterinamente – e tão alto.

É a boca entreaberta desejando explorar seu corpo, senti-lo próximo.

Sobrancelhas arqueadas como desafio,

prescrutando a correspondência do que se sente,

indagando inquisidoras se seus olhos tão miúdos me enxergam com o véu turvo do desejo.

Então olvido o mundo.

O exterior.

O outro.

As ideias e os conceitos.

Também as culpas que agrilhoam o meu suor, este que só quer, como rio para o mar, ir ao encontro do teu.

Olvido os então questionamentos racionais que tentam – em vão! – estancar meus fluidos… impedir a vida de fluir. E fruir.

Carpe Diem.

Mãe Menininha do Gantois Memorial

Mãe Menininha do Gantois Memorial

O ILÉ ÌYÁ OMI ÀSE ÌYÁMASÉ – Gantois e a Associação de São Jorge Ebé Oxossi convidaram para o lançamento do livro Memorial Mãe Menininha do Gantois , dia 22 de julho de 2010.
Casa do Gantois Rua Mãe Menininha, Alto do Gantois n 23
Salvador Bahia

O evento transcorreu iluminado pela luz maravilhosa de Oxum.  Filhos e filhas de santo, artistas e personalidades da Bahia prestigiaram a noite, emprestando também sua luz ao lançamento. Servidos diversos quitutes e iguarias nordestinas e típicas, pairava a bênção acolhedora da Mãe Menininha sob o som inesquecível da Oração a Mãe Menininha do Gantois na voz de Gal Costa.

O livro Memorial Mãe Menininha do Gantois, inspirado pelo ideal de Mãe Carmen, reúne fotografias de Claudiomar Gonçalves, resultantes de um trabalho que durou cerca de dois meses .

Mãe Carmen radiante emanava toda sua majestade ao lado de suas duas filhas e de sua neta.

Mais registros:

E:

Ari Capela, fotógrafo, pedindo a bênção de Mãe Carmen.

Fim de festa…

Fim do evento no Gantois em clima ainda de total descontração.

O vídeo abaixo mostra parte do acervo para quem quiser vê-lo. Faz parte de um documentário sobre Mãe Menininha:

Flores da Bahia

Flores da Bahia

De vez em quando,

eu fotografo .

Nestes dias, me sinto

feliz, porque faço o que amo e

sinto o deleite inenarrável

que é viver uma existência plena,

livre das obrigações diárias.

Sim, porque, quando fazemos o que amamos,

a vida acontece melhor

e parece que enche de alegria todo o nosso ser.

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Flores da Bahia (fotografias Alena Cairo em dezembro de 2007) .

Sim , o céu aqui tem este azul intenso…

O que é que a Bahia tem…

O que é que a Bahia tem…

A Bahia tem acarajé .

 

foto by Alena Cairo

O acarajé frito vai dando água na boca…

foto by Alena Cairo

E é bom pensar que a tal de globalização ainda não acabou com o tabuleiro da baiana. Quem vier à Bahia ou morar por aqui não pode deixar de experimentar o delicioso acarajé da Cira. Meu pai quando era criança já o comia… 

foto by Alena Cairo

Para acompanhar a iguaria, uma porção de camarão de boa qualidade. 

foto by Alena Cairo

E uma vatapá delicioso, que é de lamber os beiços.

foto by Alena Cairo

Há quem não goste. Mas eu que não sou besta não dispenso a saladinha e a pimenta, é claro.

foto by Alena Cairo

Tudo isso, gente, lá no Rio Vermelho, ou, se preferir, em Itapuã, onde Cira vende há mais de 50 anos. Hoje é sábado e vocês sabem que aqui não há como escapar de cerveja, acarajé, abará e amendoim cozido. Lambreta para completar.

Lavagem do Bonfim

Lavagem do Bonfim

“Meu pai Oxalá é o rei, venha me valer!”

Amanhã, a colina sagrada se enche de fiéis para a tradicionalíssima lavagem do Bonfim. A festa sincretiza o misticismo do Candomblé com a tradição Católica: as escadarias da Igreja são lavadas pelas baianas que prestam homenagem a Oxalá. Mais detalhes depois.

Ouça aqui o Hino ao Senhor do Bonfim e peça a sua benção.

Aniversário da vovozinha

Aniversário da vovozinha

Segunda foi aniversário da matriarca da família Freire de Carvalho. Os cabelos já estão branquinhos, a pele continua boa, as marcas da idade enriqueceram com a história dela. A audácia de minha avó é assunto para um post grande, de homenagem. Vou guardar mais um tempo a história ainda. São 82 anos.

Abaixo, as duas avós que meus pais me deram:

 

Melhor programa da semana

Melhor programa da semana

 

O Museu Carlos Costa Pinto, no Corredor da Vitória, foi a melhor pedida da semana que se encerrou. Quarta-feira à tarde, trinta e quatro alunos do primeiro semestre, calouríssimos (quase maioria) e um corredor de histórias para explorar: ACBEU, ICBA e Aliança Francesa, três respeitáveis centros de idiomas; Museu Geológico, Museu Carlos Costa Pinto e Museu de Arte da Bahia; Igreja da Graça, Igreja da Vitória e Igreja de Santo Antônio da Barra e o Cemitério dos Ingleses. Tarefa para a tarde: explorar de modo sensível qualquer um dos espaços.

Entenda-se a complexidade da tarefa: passei semana passada um filme em classe a fim de falar sobre poesia e texto informativo, de metáfora e fatos. Falar de arte, de literatura, Neruda e sensibilidade. O filme era O Carteiro e o Poeta. Não é que peguei gente rindo do filme? Foram poucos, fiz questão de nem saber quem eram, de não prestar atenção às figuras para não gravar má impressão. Fiquei tão emp*tecida por tanta insensibilidade que mudei toda a aula do dia. Escrevi no quadro uma sondagem para reflexão pessoal. Isso mesmo. Eu não ia recolher nem ler nada, só queria que cada um pensasse. Sozinho. Em si. 

Não fiz cara de bruxa. Sorrindo ( com o coração raivoso, juro, mas ainda acreditando na profissão), escrevi várias perguntas no quadro branco. Perguntei o que cada um entendia por cinema para as massas, qual o museu inesquecível que haviam visitado, qual a biblioteca de que mais gostavam, qual o tipo de música preferido por cada aluno, qual a peça de teatro de que mais gostaram na vida, quais os livros mais amados por eles, quais as cidades da Bahia que conheciam, quais os estados do Brasil e quais os países que haviam visitado.

Cinqüenta minutos para escreverem sozinhos, com exigência de justificativas, embora houvesse avisado que eu não leria nenhum dos cadernos. Então, ditei para que escrevessem o tema da produção/reflexão textual :

“O MUNDO É DO TAMANHO QUE VOCÊ O VÊ. “

QUE TIPO DE JORNALISTA VOCÊ QUER SER? Que caminhos está percorrendo para atingir seu objetivo? Que trilhas pretende explorar nos próximos anos?

Então marquei rapidinho um programa cultural externo à faculdade. E fiquei satisfeita com o resultado.

Encontramo-nos no ponto exato símbolo do capitalismo, da globalização, da cultura de massas, da junk food: Mc Donald’s. Bem embaixo daquele M gigante fiquei com os meninos. Convidei-os a olhar ao redor e ver: uma igrejinha histórica, um sítio onde Diogo Caramuru esteve, árvores centenárias na Vitória, prédios da década de 40 e 50, uma arquitetura urbana riquíssima a ser explorada. Gradis, janelas, residências. Muito da cidade de Salvador está ali, muito mais que o carnaval em fevereiro de todos os anos.  

E, traçadas as possiblidades de roteiros, eles se rearrumaram em grupos e partiram  em busca da experiência e de vivências diferentes. Pedi-lhes que procurassem ver o que talvez poucos vissem, que explorassem os detalhes e que se permitissem contemplar.

Passada meia hora, optei pelo caminho do Museu Carlos Costa Pinto. Uma funcionária gentilíssima, Liége Coelho, atendeu o grupo e, além de contar-nos a história da família e da criação do museu, projetou o filme sobre as peças e a história da fundação do MCCP. Depois, a maravilha de ver as pratarias e as louças, as jóias de escravas e senhoras, os candelabros, os cristais, o mobiliário e os quadros de coleção do grande mecenas que foi Carlos Costa Pinto. Algumas peças estavam fora, na exposição O que é que a Bahia tem, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, mas em nada subtraíram a beleza da exposição. Interessantíssimo foi para mim verificar o estado de conservação das peças, a seriedade com que o museu é cuidado e o sistema de segurança.

Boas notícias: menores de 18 anos nunca pagam; às quintas-feiras, ninguém paga e, também às quintas, é exibido um filme antigo no cinema do museu, gratuitamente. A biblioteca Margarida Costa Pinto tem um riquíssimo acervo de livros sobre arte e o café Balangandan  é simplesmente um espaço delicadíssimo no centro da cidade, com requinte e bom gosto.

Visite o link quem não mora aqui. Quem reside em Salvador, vá degustar uma tarde no Museu. Eu adorei. Os meninos também.

O carteiro e o poeta? Será reavaliado em ouuuuuuuuuutra aula, depois que algumas visitas mais ocorrerem. E olha que respeito muito o gosto pessoal. Poderiam fazer mil críticas ao filme, achá-lo até monótono. Mas rir… só se for de piada.

O estranho caso do cotonete

O estranho caso do cotonete

Tenho a maior certeza de que quem ganha ilicitamente o seu dinheiro não se incomoda com preços. Já pude observar pessoas desonestas consumindo. E qualquer trabalhador ficaria no mínimo indignado se visse o desperdício e a soberba daqueles que não sabem o que é o suor de cada dia.

Aos outros, os que trabalham para ganhar o seu salário, seja ele suficiente ou mínimo, lembro as enrascadas dos supermercados modernos. Os templos de consumo cada vez mais estrategicamente se armam para nos iludir. E vender, óbvio. Há a disposição das gôndolas e dos produtos nelas, a própria arrumação das seções, que prioriza na entrada do mercado os supérfluos e as mercadorias mais caras. Às vezes, em nome do seu orçamento, vale começar as compras pelo outro lado. Há muito o que se pensar ao fazer uma rotineira visita ao supermercado para adquirir o pão nosso.

Dizem os especialistas em economia que devemos levar sempre listinhas. Comigo até hoje não funcionaram bem. Não me eduquei para comprar assim. Tenho boa memória e – o problema – sou volitiva, então escolho no dia o que quero ou não. Um dia ainda tentarei a disciplina da lista. Nos últimos 7 anos sem mãe, acabei aprendendo a não me encher de supérfluos e a pensar se preciso realmente deste ou daquele produto. Mas não dá para não colocar na lista mexilhão e chegar aos frios, ver a qualidade e o preço bom e deixar de pensar na hora no spaghetti que aquilo ali pode virar… É muita racionalidade e o meu estômago não pensa. Deseja.

Entretanto, comecei a observar uma série de coisas, como as estratégias para lucrar mais. Que um sabão custa mais e outro menos, todo mundo sabe. Estas questões de marca e qualidade interferem no preço final do produto. Mas daí a pensar que 1kg em uma embalagem custe mais que dois pacotes de meio quilo em duas embalagens… Ora, se usamos 1 quilo de sabão no mês, a tendência é pegarmos o pacote grande e não dois pequenos. Hoje, entretanto, voltei para casa com duas caixinhas ao invés de uma grande. Foi mais barato assim e o produto era o mesmíssimo. 

As maiores armadilhas que tenho visto, contudo, envolvem o famoso leve tanto e pague menos. Para ilustrar o serviço “dona de casa”, vejam o caso dos cotonetes. O produto era os da marca Johnson & Johnson. A matemática que aprendi não me permite entender : 75 cotonetes custam R$ 1,49. O pacote leve 75 e pague 60 custa R$1,55. E o pacote com 150 hastes flexíveis sai a R$3,45. Fizeram as contas do custo/benefício? Levar dois pacotinhos de 75 custa mais barato que um de 150. E a promoção é embromação. Leve 75 e pague 60? Como? Se sai mais caro que a embalagem que não é promocional? Supermercado a que fui hoje? G Barbosa do Costa Azul.

Eis a prova!

Parati

Parati

Ah, finalmente chegaram os cds da digitalização das fotos do ano passado em Parati. Delícia que compartilho com vocês para agradar aos que não foram à FLIP:

O charme da cidade é realmente especial…

O mar, os passeios de escuna… viver Parati exige alguns dias de deleite.

 

Surpresas na baía, navegar é preciso sim!

 

Ilha do castelinho, julho de 2005.

 

O charme da cidade que quase vira uma Veneza com a maré cheia. O centro histórico de Parati é muitíssimo interessante, às vezes se tema impressão de que o tempo não passou por ali ou de que o relógio gira em outro compasso. A vida se torna muito mais fruição.

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Dica para quem está em Parati agora ou vai visitá-la:

Almoçar ou jantar todos os dias no Punto Di viño (Punto Divino) é a melhor pedida. Pode experimentar sem medo todo o cardápio. Inesquecível.

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Todas as fotos em máquina analógica, canon.

Alena Cairo. Julho de 2005.

Mais Amado e mais Parati

Mais Amado e mais Parati

O Navio

” O apito do navio era como um lamento e cortou o crepúsculo que cobria a cidade. O capitão João Magalhães encostou-se na amurada e viu o casario de construção antiga, as torres das igrejas, os telhados negros, ruas calçadas de pedras enormes. Seu olhar abrangia uma variedade de telhados, porém da rua só via um pequeno trecho onde não passava ninguém. Sem saber por que, achou aquelas pedras, com que mãos escravas haviam calçado a rua, de uma beleza comovente. E achou belos também os telhados negros e os sinos das igrejas que começaram a tocar chamando a cidade religiosa para a bênção. Novamente o navio apitou  rasgando o crepúsculo que envolvia a cidade da Bahia. João estendeu os braços num adeus. Era como se estivesse se despedindo de uma bem-amada, de uma mulher cara ao seu coração.”

(AMADO, Jorge. Terras do Sem Fim)

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(Mais tarde a foto do casario de Parati)

Parati Julho de 2005

Parati Julho de 2005

FLIP e Amado

FLIP e Amado

Nesta próxima quarta, terá início a Festa Internacional Literária de Parati (FLIP). Infelizmente, não estarei lá. Ano passado, em julho, estive a passeio no litoral sul carioca e no litoral norte paulista. Um dos pontos altos da viagem apaixonante foi descobrir Parati. Lembro-me com muito gosto de que meus pais pescavam e estiveram em um torneio de pesca em Parati. Herdei deles o gosto pelas viagens, literárias e mundanas, mentais e físicas… E era incrível ouvir a voz doce de minha mãe ao falar de Parati. Sempre contemplando, absorta em suas recordações idílicas. Descobri Parati e também que talvez não haja lugar melhor para esta festa.

Vindo do litoral paulista, a chegada após costear a praia presenteia-nos com uma cidadezinha colonial, incrustada no cenário belíssimo da serra que abraça o mar. O casario encanta e lembra a Minas de Ouro Preto e Mariana, a Bahia do Pelourinho, de Santo Amaro da Purificação, de Lençóis, Ilhéus ou Valença.

Neste ano, oportunamente, o homenageado pela FLIP é baiano. Assim , não há como não celebrar a fusão entre Parati e o Jorge tão amados.

 

(foto Parati, julho de 2005)

” Melodia

O mar lhe mandou os ventos mais rápidos, lhe enviou o nordeste que atira o “Valente” para o cais da Bahia. Canoas que passam, saveiros que cruzam, jangadas que levam pescadores, batelões carregados de lenha lhe desejam boa viagem:

- Boa viagem, Guma…

Boa viagem que ele vai em busca de Lívia. A lua ilumina sua rota, o mar é uma estrada larga e boa. E o nordeste sopra, o terrível nordeste das tempestadaes. Mas agora ele sopra como amigo que o ajuda a transpor mais rápido esse braço de rio. O nordeste traz as canções da beira do rio, canções de mulheres lavadeiras, cantigas de pescadores. Os tubarões saltam nas ondas da entrada da barra. Há danças no navio iluminado que entra. À luz da lua, um casal conversa. “Boa viagem”, diz Guma  e sacode a mão. Eles respondem e ficam comentando, entre sorrisos, a saudação daquele marítimo desconhecido.

Ele vai buscar Lívia, ele vai buscar uma mulher bonita para oferecer ao mar. Não demorará muito a carne de Lívia terá o gosto da água salgada do oceano, os seus cabelos serão úmidos dos salpicos do mar. E cantará, no “Valente”, as canções do cais. Saberá da história de Besouro, da história do cavalo encantado, de todas as histórias de naufrágios. Será como um saveiro, o casco de uma canoa, uma vela, uma cantiga, apenas uma coisa do mar.

O nordeste sopra, empina as velas do “Valente”. Corre, saveiro, corre, que já brilham as luzes da Bahia. Já se ouve o baticum dos candomblés, a música dos violões, o triste gemer das harmônicas. Guma parece já ouvir a risada clara de Lívia. Corre, saveiro, corre.”

(AMADO, Jorge. Mar Morto.)

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Todos os dias da semana, então, um post a ambos. Com direito a fotos inéditas.

Dieteticamente insana – parte IV

Dieteticamente insana – parte IV

Pensei, depois de traçar um terço daquela torta, em comer só saladas nesta semana. Mas o Zezinho, amigo d’além-mar, me fez repensar as folhas…

Minha avó dizia , encantada, não entender como eu era capaz de comer as folhas. “Minha neta, quem come folha é boi, no pasto”. Já eu penso sempre que também pode ser vaca!

Brincadeiras à parte, veja o que o Zé me enviou hoje:

Arght!

Pedaços

Pedaços

Hoje sou um pedaço de família:

mulher-ilha sozinha em minhas decisões.

Hoje precisei de um pedaço de homem:

seus braços fortes para me envolver.

Desejei outro pedaço, este atitudinal:

“pode deixar, minha filha, que eu resolvo tudo para você”.

Um pedaço do meu carro pifou:

o alarme encrecou e eu fiquei à deriva

no banco da frente, pedaço de mim,

esperando o seguro com motor bloqueado às 23 horas.

Um pedaço de meu cérebro lembrou

que eu tenho a mania de ler manuais

e tentei todos os pedaços de decisões

que os garanhões de plantão não conseguiram resolver.

Aperta daqui e dali, abre o capô, o painel de fusíveis,

gira a chave com pé na embreagem, gira a chave sem o pé na embreagem,

acelerei assim e assado, apertei botão, soltei botão, fiz isto, isso e aquilo…

Até que parei, pensei e decidi, sozinha:

pedaço de papel colado no vidro. Disquei o seguro.

Relaxei, tranqüilizei-me… Lembrei então o pedaço certo do manual…

tática aplicada, desbloqueio do motor do carro ativado!

Feliz, auto-suficiente e mulher.

Faculdade deserta, mais ninguém àquela hora.

Dispensei o seguro, voltei para casa.

Subi a escada escura meio melancólica.

Em casa, faltava o pedaço que eu queria.

Olhei a torta de nozes…

um pedaço, dois pedaços, três e quatro pedaços.

Depois de um terço da doçura digerido serotoninamente,

a dieta foi para o espaço… mais três morangos…

A essa altura,

e o coração?

Simples: está em pedaços.

 

 

Pra não dizer que não falei das flores

Pra não dizer que não falei das flores

“Se tens dois pães, vende um e compra um lírio”. Demorei na adolescência a entender. Nada ipse litteris. Adentrar o ciclo das rosas leva tempo, exige experiência e alma predisposta… A subjetividade desenvolve-se, a emoção aguça-se, o olhar aprimora-se, o lirismo lapida-se e sente-se até que, finalmente, irrompe em espasmos de êxtase e beleza…

Há que se entender a unicidade da rosa em Saint- Exupèry, depois não esquecer a anti-rosa de Vinícius e espantar-se com a flor de Drummond, aquela que nasceu na rua, furando tudo: o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio… 

Há que se ler a rosa de Eco e ver o filme. Também é preciso assistir à Daniela cantando a rosa do Olodum com o público inteiro emocionado, com lágrimas nos olhos. Deve-se também deitar na cama e ouvir a rosa de Pixinguinha na voz de Marisa… Cantar alto como um mantra Pra não dizer que não falei das flores em momentos de fraqueza, de solidão, de busca ou de ’suspiros poéticos e saudades’… Ainda é preciso andar cantarolando ao descobrir que “eu sou eu e você é você”, que ainda assim se pode dizer que “eu vejo flores em você”… Também se deve entender a efemeridade de todas as coisas (que justifica o carpe diem tão proclamado pelos ventos no mundo) depois de chorar no espelho até ficar cansada por constatar pasma a descoberta de que só “as flores de plástico não morrem”…

É necessário que muitas primaveras passem até que a compreensão exata das flores nos chegue e nos arrebate em jardins… assim conseguimos entender a majestade dos lírios do campo e contemplar a riqueza dos Canteiros.

Que bom então perceber que, de todos os aniversários, este foi o mais primaveril :

 

 Um aluno querido me enfeitou a alma com suas margaridinhas matizadas…

As meninas da 5a série me abraçaram com as margaridinhas amarelas. Oraieiê!

Uma aluna e minha avó entenderam que mulheres precisam de rosas…

E eu, um relicário de sonhos e romantismos, me dei estas orquídeas tão doces…

… e, como Érico me impressionou desde o passado adolescente, aquele Veríssimo, eu me lembrei de trazer  para a minha sala também os lírios do campo…

…porque, finalmente, aprendi que há aves no céu.

Relicário desse amor

Relicário desse amor

O abraço anseia alcançar a inatingível

sensação do outro conosco.

Os olhos ora se fecham, entregues.

O peito convida a mão,

as costas oferecem-se fortes,

largos espaços de aconchego.

- É meia-noite, Cinderela.

A casa está silente e vazia.

Acorda de teu sonho.

Teu colchão  é macio, tua cama está limpa,

teus quatro travesseiros te esperam:

latifúndio de teus quereres.

- Não, não… volta, menina.

Volta aqui que ainda há ele.

Deita-te no sofá e procura

a inegável ternura de há pouco.

 

Teus olhos brilham, menina.

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Foto por mim  em 06/2006.

Mãos que teclam

Mãos que teclam

 

Quando A Vida em Palavras resolveu receber Idiossincrasias

avisou aqui no blog o que ia acontecer…

Foi à cozinha e com alho, pimenta e vinho temperou um peito

de peru, que assou por cerca de 100 minutos em forno alto.

Comprou aquele pão delicioso e uma pastinha d’alho.

Pôs à mesa,

 

completando com uma saladinha de rúcula, alface americana,

alface crespo, mussarela de búfala, tomate seco, aspargos e

azeitona.

 Como a moça de lá não bebe, refri para ela, mas

 viño per brindare un incontro.

Conversamos sem parar por simplesmente quatro horas inteirinhas, ao

som de Marisa, Gal, Zeca, Melodia, Laura, Herbert. Fotos, fuxicos,

risos e a sensação de que nos conhecíamos de looooonga data.

Titititi, tátátátá… Blá blá blá blá… Hihihihihii, ahahahahahaha!

Assunto para blogar, assunto já blogado, idiossincrasias de cada uma,

a vida em palavras pelas duas.

Sobremesa para arrematar:

 

Croácia

Croácia

Ano passado, estive em Dubrovnik, Croácia. Gente, em primeiro lugar, adolescente que eu fui na década de 80/90, só de ouvir falar em croatas eu – burramente – pensava apenas em guerra, conflito, confusão e tal, como se nada de maravilhoso, rico, positivo ou bom pudesse haver nestes sítios.. Aí fico pensando, quando vi QUE PAÍS LINDO QUE É A CROÁCIA, no quanto a escola e a imprensa às vezes contribuem para nossa ignorância cultural e nossa cegueira que acredita em estereótipos ( na vida adulta, consegui escapar destes famigerados estereótipos). Tudo bem que eu não estudei na era do PC, mas hoje dou aulas e percebo que, infelizmente, não são todos os professores que investem em ampliar o universo da sala de aula, explorando, ao menos inicialmente, as outras ferramentas de que dispomos.

Ensino a meus alunos, sempre, mais do que conteúdos, a assumirem uma postura de curiosidade e questionamento diante da vida, das coisas, do conhecimento. Amo os livros e ensino a turminha a respeitá-los, a gostar deles, a manuseá-los. Mas não limito minha aula a um livro didático ou um módulo de apostilas. Na faculdade, turmas, que não liam, leram dois livros neste semestre, até três, a depender do curso. Na 5a série, conseguimos ler 24 contos de fada nesta unidade e mais 28 lendas, fora os textos de outro gênero que circularam em classe e em casa. Estou vendo a minha turma de terceiro ano começando a saber o quanto literatura é gostoso, o quanto do homem transmite… e,  principalmente, o quanto eles podem aprofundar, visitar, descobrir, perceber através de outras fontes que não o livro didático e o prof. Quando a gente ama CONHECER, dá o maior barato estudar, é fantástico navegar na net, folhear e ler revistas, jornais… para não falar do quanto precisamos conhecer da arte. 

Hoje, fui dar aula com o mapa da Croácia, convidei os alunos a pesquisar sobre este outro país, que hoje é adversário na Copa. Contei o que vi por lá, o quanto é bom conhecer outra cultura. Ah, de quebra, ainda descobri que um garoto havia visitado outras cidades croatas e pedi-lhe que contasse à turma a experiência.

Dubrovnik. Foto de Pierre Sousa Lima. Site : http://pierre.inazores.com/fotos2005_mais.htm 

 Foto de Pierre Sousa Lima: http://pierre.inazores.com/fotos2005_mais.htm

Se a Copa é competição, que seja um ensejo para mais descobrir.

Agora, por exemplo, convoco um brinde à Croácia.

 Copinhos que eu trouxe de Dubrovnik

Ócio do ofício

Ócio do ofício

Estava aqui, no dia em que fui olhar a  minha despensa  para fazer supermercado e acabei descobrindo que minha casa estava repleta de verde-amarelo. Tem azul também. Nada de decorações ufanistas, acaba que o meu inconsciente se identificou e pronto. Gosto de cores alegres. Agora, entretanto, vou iniciar nova fase, romântica : rosa-shocking, pink, lilás, fúcsia… (risos)

Mas o osso do meu ofício me faz precisar ficar em ócio de vez em quando. Então, vamos ao post:

CAMPANHA : Nova bandeira do Brasil !

Descobri meus pratinhos na cozinha como são azuis e com flores amarelinhas

Então, a gente pode agora começar as peças :

Peça 1

Não esqueçam na copa que a comida deve estar no prato.

Placar na copa do brasileiro: fome zero!

Outros estandartes precisam ser levantados.

Brasil

Prato para musicar: a gente não quer só comida.

Prato para almoçar: a gente também quer comida.

Cantem todos, mas também caminhem!

Pra não dizer que não falei das flores…

O prato está vazio. A sua barriga está cheia? E a paciência, como vai?

O Mastercard leva à Alemanha, mas quem é mesmo que paga a sua lasanha?

Aqui cabem mais do que seis estrelas.

Se seus pratos andam limpos, o que é mesmo que andam lavando no paí$?

E você? Tem fome de quê? O que o seu prato vai dizer?

Aos diabos!

Aos diabos!

Ai… o que é o relógio diante das sensações? Pouco importa o relógio, pouco importam erros. Christopher Reeve estava lindo, ele era o super homem no outro filme, toda menina sonhava com um Clark bobinho e frágil para pôr no colo, mas que virasse Super nas horas do perigo. Ui, talvez tenha sintetizado o que queríamos dos homens.

Olha ele aqui ! Arquivo Uol Folhacrédito:(http://www1.folha.uol.com.br/folha/galeria/album/images/20041011-christopher_reeve-01.jpg)

Quando eu vi Em algum lugar do passado, tinha exatos 13 anos e disse a hiperbólica frase adolescente: foi o melhor filme que eu vi na vida. Há que se considerar minhas experiências aos 13. Cheguei à minha casa do cinema tão adolescentemente encantada que fui conversar com minha avó. Falei-lhe que queria de presente o livro, meu aniversário seria no mês seguinte. Ela retrucou porque achou que eu deveria querer qualquer coisa mais mocinha. Acabei assim descobrindo a diferença entre a linguagem do cinema e do livro.

Tudo passa, mas há  coisas doces. Se o filme hoje é boboca, paciência. Àquele tempo , não o era. Deixou marcas nas bocozices de nós, mulheres…

Ãã… Agora vem cá, por que diabos é que a gente tem que ficar explicando por que gosta do que gosta? Gosta e pronto, uai. Nenhum homem tem que palestrar ao confessar torcer para um time ou dizer que adora dominó, fórmula 1 ou baralho. Talvez sejam ecos da submissão feminina, de uma época em que tudo de que a gente gostava era inferior ou "tolices" para os machos-patriarcas-imperadores da sociedade, da vida, do mundo e da nossa história.

Vi lá nas Fridas a confissão primeira, este post começou ao comentar o que a Helê escreveu. Aí resolvi oferecer-lhes (aos que confessam gostar), blogueiros e leitores, uma prenda:

Eu tenho! Gostei tanto do filme que pedi a minha avó de aniversário aos 14 anos.

 E, de brinde, a epígrafe do livro:

Oh, chama de volta o passado,

ordena que o tempo retorne.                      

-  Ricardo II, 3o ato, 2a Cena

Ao ver tanta gente se explicando sobre as bobagens que curte, como eu mesma me expliquei durante muito tempo, penso em quantos se irmanam nestas doces idiossincrasias… Se a minha vida está em palavras, que agora possa estar também em filmes. Sim, confesso que os vi!

- Dirty Dancing (13 vezes no cinema com 14 anos, mais umas vinte no vídeo, comprei os dois lps e depois os dois cds. Ah, e tenho hoje  o 'devedê', ao qual assisto com minha afilhada nas jovens tardes de domingo);

- Capitão Coreli (Yes, faz quatro anos que vi no cinema e depois comprei o 'devedê');

- De volta para o futuro (vi todos e basta passar na sessão da tarde para eu repetir);

- Top Gang (para rir muito da imbecilidade: vi todos, todos);

- Corra que a polícia vem aí (toda a série);

- e ainda mais Romeu e Julieta, A Odisséia, Sociedade dos poetas mortos e tantos outros.

Só para dizer que eu não me envergonho, eu rio, eu curto, choro, sofro, me apaixono… Sabe a expressão de assombro do cara da locadora : De novo!?!?!?

A propósito do tema, às almas amantes da literatura e das artes, eu ofereço uma crônica deste livrinho aqui:

Eu leio muitas vezes este livro

A segunda primeira vez (página 175/176)*. Vale a leitura pela oportunidade de se repensar enquanto gente , humana, com sentimentos, memórias e recordações. Pessoas que vêem um passado em algum lugar, e que sabem que  "Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão." ( C. D. de Andrade)

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*(Procurei link na net, não achei. Eu a digitei agorinha. Quem quiser, mande um e-mail ou deixe um recado.)

Grécia

Grécia

Fico aqui trabalhando até mais tarde. Há horas em que sinto vontade de desistir. De repente,  o wmp toca a zorba. Meu Deus, juro que gosto desta música. Imediatamente sou transportada para a Grécia e penso no azul intenso do mar Egeu, na expressão alegre do povo helênico, na beleza dos senhores gregos. Lembro a dignidade que enxerguei no seu semblante, típica de pessoas que parecem realmente vir de um berço especial.

Lembro o ar de Atenas, a chegada ao porto de Pireus, parece que tudo ocorrendo como eu sempre sonhei, desde os 8 anos de idade, quando descobri através de Monteiro Lobato que a Grécia existia. Então me sento no chão de Olímpia, passo a mão nas pedras divinas e seculares. Na mesma hora, estou extasiada em Santorini e subo a montanha escarpada para ter a glória de enxergar aquele pôr-do-sol… ai, ai.

Eu vi o mar de Santorini na Grécia

Em poucos instantes, estou numa igreja bizantina, e olho maravilhada a pintura no teto em Corfú ou Tira.

Eu brincando com a foto de Santorini

Ai, vou trabalhar mais que quero voltar lá. Toca Zorba, toca… Enlaça-me na melodia e me conduz a Morfeu.

Eliana, minha mãe

Eliana, minha mãe
    Minha mãe... às vezes , triste , me pergunto se ela realmente existiu... Noutras, saudosa, não tenho dúvida nenhuma pelo seu gigantismo. 
    Minha mãe… às vezes , triste, me pergunto se ela realmente existiu… Noutras, saudosa, não tenho dúvida nenhuma pelo seu gigantismo.
    Ela sorria, trabalhava, suava,
    Ela cantava, ninava, consolava.
    Ela fazia carinho, ralhava se fizéssemos ou pensássemos besteiras (sim, ela lia os nossos pensamentos).
    Ela não chorou na nossa frente, ela não mostrou dor, não mostrou medo. Não foi fraca nem pequena: super heroína de nossa história.
    Um dia, vi que minha mãe ia morrer e quis que fosse logo ou fosse eu. Descobri então como é ruim pedir a morte de quem eu amava tanto. Mas ela, gigante, já não vencia o câncer. Na última noite, saí do hospital, peguei as meninas e fui para a nossa casa. Banho e sono: todas dormindo porque eu sabia que só assim ela iria embora. Às 4h55, o telefone tocou. Fechei os olhinhos apertados como quando eu tinha medo. Rezei por ela um Pai Nosso e uma Ave Maria. Levantei-me e precisei abreviar a cara de desespero de minha prima assistente social: talvez a pior vez em que deu a derradeira notícia. Eu disse as palavras que ela engoliu.
    Depois de tudo encaminhado, nenhuma lágrima até então. Meu coração sangrava eterno. Eu sabia que a falta seria para sempre. Um dia, anos antes, entendi: a minha avó velhinha chorava. Perguntei-lhe o porquê das lágrimas e ela me disse: ô, minha neta, hoje eu acordei com saudades de minha mãe. Eu nem conhecera a bisavó, mas percebi que se minha avó ainda chorava por ela, quarenta anos após sua morte, a falta era eterna. Como a que eu sentiria.
    o dia em que me diplomaram leitora. Só as mães têm três filhos e ainda usam salto alto. 
    Eu descobrira, no tempo em que eu nem sonhava que a minha mãe morreria, na biblioteca empoeirada da faculdade, a canção do poeta que para sempre estaria em mim:
    Para sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.


Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

"Roubei o poema e a declamação de Drummond acima desta página: clique aqui.

Esta música é também um lamento… Clique na canção POEMA, leia sua letra e ouça a canção. Basta seguir o link.

Poema
Cazuza
Frejat

Eu hoje tive um pesadelo / E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo / E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho /E lembrei de um tempo Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço, um consolo

Hoje eu acordei com medo / Mas não chorei nem reclamei abrigo / Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro /
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim /                      E que não tem fim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado / Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás

Só em Salvador…

Só em Salvador…

Esta é minha amada terrinha… Acho incrível o busdoor que está circulando aqui:

terra do axé (risos)

Para quem não conseguiu ler:

"Venha com fé que aqui tem axé! 

Centro Olwô Ifá              Búzios e Tarô

Trabalhos fortes com resultados imediatos para todos os fins"

Ao anúncio, acrescenta-se telefone e endereço etc. A foto é de um índio guerreiro, caboclo…

Inacreditável, não?

“Mudam-se os tempos…”

“Mudam-se os tempos…”

Alguém normal vai pensar que eu estava mentindo ontem ao postar se olhar o céu de Salvador no dia de hoje…

Da cozinha de minha casa, posso ver os prédios emoldurados pela imensidão do céu azul intenso… O mar está lindo hoje, azul bem forte, não há marolas, a praia está cheia, as pessoas caminham na orla, as bicicletas passeiam. Indo trabalhar com roupa de verão , dei risada do casaco que vesti ontem, calçando botas e tudo!

Cidade tropical… isso é que dá.

Da janela do meu quarto, vejo as dunas da Costa Azul.

Dá para acreditar? 

Terapia ou terá pia?

Terapia ou terá pia?

 Terapia mais  funcional que comprar três (sim, sou eu, Alena, nada faço pouco, tudo é muito para mim!) brigadeiros: dois normais, que devorei à noite e um GIGANTE, que comi na madrugada… Neste instantinho…

Por que terapia?

Primeiro: serotonina pra dentro!

Segundo: chocolate faz um beeeeeeeeeeeemmmmmmmm!

Terceiro: vou ter com o que me ocupar a semana inteira que vem: emagrecer os quilos da gula desvairada!!! (risos)

Se eu não fosse uma avestruz, eu iria direto para a PIA…

 Alena