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O melhor perfume do mundo

O melhor perfume do mundo

Eu precisei ter Alice para descobrir o melhor perfume do mundo:
nem Dolce Vita, nem Chloé, nem The One, nem J’adore, nenhum outro. O melhor perfume é o cheiro que ela tem, que eu não me canso de sentir, todos os dias.

O melhor sorriso do mundo, o mais belo;  a maior alegria é a dela.

O maior conforto que se pode ter é descobrir o quanto de conforto você representa para o outro. E quando ela acorda, todas as madrugadas, e chama gritando MAMÃE!, eu amo poder estar viva para pegá-la no colo e me sentir, junto, acolhida. Porque, nestes momentos, a minha vida se enche de sentido e significação.

Assuntos e coisas afins

Assuntos e coisas afins

Depois do binômio gravidez e pós-parto, os temas andam muito maternos por aqui. É que a vida fora da maternidade só voltou a começar timidamente a acontecer por agora. E isso inclui também o tempo para ler e sair.

Pretendo desviar os posts sobre Alice  e gravidez para uma outra página, um outro blog. Mas ele está sem nome ainda. E voltar a ser mais eclética aqui. Ou menos mãe – se é que isto é possível.

Sugestões?

Quem aguenta viver na linha do Equador?

Quem aguenta viver na linha do Equador?

Ontem à noite, o termômetro marcava 30 graus no meu quarto. Já era meia-noite, fazia muito o sol já fôra.

Então lembrei que no deserto à noite faz frio. Em Salvador, o calor continua. E o povo ainda se aglomera no festival de verão, no carnaval, na praia… Que nada! Só de pensar em muita gente junta já me dá mais calor e vontade de tomar banho.

Eu só penso em chuveiro, banheira, piscina, sombra e água fresca. Roupa leve de algodão (pouca) – bem aqueles vestidinhos ordinários.

Sucos e mais sucos e mais sucos.

Ainda bem que Alice não nasceu em janeiro.  Se eu tivesse que passar pelos calores da apojadura neste sol…

Urgente, antes que ela nasça!

Urgente, antes que ela nasça!

Preciso dizer urgente, antes que ela nasça, algumas coisinhas muito importantes.

Primeiro, que eu trabalhei na prática até segunda. Que sufoco! Grávida nenhuma deveria… Mas, por outro lado,  foi bom estar ativa. Continuo ágil apesar do barrigão. Sento, abaixo, levanto, subo e desço sem chiada.

Tá… ando um pouco mais devagar, mas não cheguei a patinar de forma ‘hipopótema’ (risos).

Todas as grávidas estão perdoadas. Não é fácil manter pose e elegância, a gente fica meio “slow motion” no passo. Não há como. E a falta de sapatos altos deixa-nos tristes e cansadas. Sandália rasteira é pior de calçar.

Já me conscientizei de que nos próximos meses ainda não vai dar para a estripulia do salto. Não com ela no colo.

* * *

Minha barriga está imensa. Muito imensa mesmo. E eu fiquei apaixonada por ela.

Que delícia olhar no espelho e ver a projeção gigante… Que maravilha poder ostentar uma mega melancia bem redonda embaixo da roupa. Adorei! Achei linda.

* * *

Como é impossível, por outro lado, pensar que eu coube em roupas menores. Muito menores… Como é incompreensível crer que estarei um dia de novo em uma calça jeans… ou em uma roupa normal.

* * *

Nesta semana, freqüentei um curso intensivo para gestantes. O curso merece um capítulo à parte. Farei. Mas agora quero falar sobre como eu estava besta. Chorei de emoção várias vezes durante a manhã. Bastava pôr um vídeo xaropado de bebês para meu lado mãe aflorar de forma estupefaciente. E haja lágrimas.

* * *

Eu não consigo de jeito nenhum conceber que um dia vou dormir sem filhos e que, assim, logo no outro, pronto! Haverá uma bebezinha no meu colo.

Não, não consegui compreender isso. Por mais que eu queira.

* * *

Está quase na hora. Quase mesmo.

* * *

Eu tenho amigos que valem a pena. E tios maravilhosos. Não posso deixar de registrar.

* * *
Sair durante esta semana com o maridão para umas providências de última hora foi uma das melhores experiências da nossa relação. Companheirismo é muito bom. Aconselho a todos. ;)

* * *

Fomos à obstetra juntos. Ela nos disse (para mim já era a segunda vez) :

- A partir de agora, é a qualquer rmomento.

Tá. Ouvimos e fizemos trinta mil coisas e saímos tranqüilos e fomos a umas lojas e compramos umas bobagens que faltavam e etc e tal. Bem de forma normal.

Depois chegamos a nossa casa, já tarde, jantamos e fomos dormir quase meia-noite… quer dizer, tentamos ir dormir…. pensamos que íamos dormir… desejávamos dormir…

Uma noite inteirinha de olhos bem abertos, a olhar o teto escuro do quarto… sem conseguir pregar o olho. Ansiedade bateu e a taquicardia aconteceu… Por mais que tentássemos dormir… nada!

E foi legal isso ocorrer… juro. Achei engraçado depois.

Não era possível que só eu não tivesse esta história para contar.

* * *

Ela vai ser bem recebida. Ah, isso vai. Já amo tanto e nem sei de nada ainda.

* * *

Aos poucos, o quarto está ficando pronto (é… no gerúndio ainda…) E dá um prazer enorme dar cada lacinho e colocar cada coisa no lugar.

* * *

Eu não deveria, mas (re)passei a ferro todas as roupinhas. Todo o enxoval. E gostei de fazer isso pela minha filha e por mim.

* * *

Na hora H, você descobre que ainda falta uma luvinha da cor x. E uma camisetinha y.

Coisas de meninas. Ai, ai…

37 semanas

37 semanas

Você vai à consulta de rotina e… cai na real. Pela primeira vez.

É que a médica, autoridade máxima no assunto, lhe diz: ‘a partir de agora, qualquer hora é hora’. Ao que você responde: ‘Eu sei.’

Só que, à noite, quando você chega em casa, e deita a sua cabecinha no travesseiro para dormir e descansar para as aulas do dia seguinte, ‘parece que as coisas começam a fazer sentido’. Então, dá aquela vontade de levantar correndo, como se fosse um profissional no teatro, e encarar o espelho com a máscara pintada a derreter no monólogo desesperado de todos aqueles que se dão conta de algo muito, mas muito importante:

- ‘Qualquer hora é hora. A partir de agora. (ar de pouco caso). Qualquer hora… é hora. A – p-a-r-t-i-r -d-e – a-g-o-r-a. QUALQUER HORA É HORA (GRITANDO)! É HORA. MEU DEUS, É HORA! (Então bem baixinho em seguida diz a si no espelho que revela a realidade): É agora . É hora. Eu vou ser mãe. COMO ASSIM? MÃE?’

Então você se dá conta no meio da madrugada de verdade que nos próximos dias haverá um bebê, uma menininha de lacinho e tudo na cabeça, a se mexer em seu colo, completamente dependente. E ela terá saído de suas entranhas. E ela é fruto seu e do pai. E ambos estarão ali, pedaço seu e pedaço dele… E ela vai chorar, vai rir, vai crescer… vai virar criança, adolescente, adulto. De repente.

E então voê também se dá conta de que com você também foi assim. E estupefacta não crê que possa ter habitado um dia o útero de sua mãe.

Não creio em milagres. Mas este é um milagre. Não creio em mistérios. Mas este é um mistério.

E, muito de repente, de repente e longamente, você passa a madrugada inteira assustada com esta coisa que é a vida.

Não é mentira

Não é mentira

É verdade. Não, não é mentira.

A gravidez nem bem acabou ainda e o barrigão já deixa saudades. Estou na fase “alisa-barriga”… Até a semana 35 não tinha chegado a esta etapa, mas agora, completando 36 semanas, a redonda barriga já me deixa a suspirar.

Claro que desejo um dia voltar a ser mulher*… caber num jeans (meu Deus! calça Levis existe!) , usar vestidinho curto de verão, meu biquíne de lacinho… mas a barriga vai fazer falta, ah, vai…

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* nem vem que grávida é outra categoria!

Novidades e tal

Novidades e tal

A barriga está tão grande, mas tão grande, tão grande que não me deixa dormir mais direito. Não agüento ficar muitas horas na mesma posição. Vira daqui e dali e, de repente, a menininha resolve esmagar meu diafragma ou meus pulmões e acordo com falta de ar e taquicardia. Aí já era. Nada de dormir mais. Ontem, acordei às 4h35 (fui dormir à 1h). Hoje, acordei às 5h (fui dormir meia noite). Amanhã, não sei. Sei que vou dar uma canseira nela. Só vou deitar quando não agüentar mais.

Estou a pensar como é que os barrigudões de cerveja vivem. Que lesões na coluna eles têm. Não é possível que agüentem tanto tempo na vida com o barrigão.

Mas olha que eu estou feliz e curtindo tudinho. O quartinho não sei a troco de que mágica já está com aquele cheirinho delícia de neném. E eu não coloquei perfuminhos nem nada. As roupinhas, coitadinhas, ainda não podem cheirar a ‘comfort’ que o hospital recomenda trinta mil vezes nada de cheiros por causa da possibilidade de alergias. Tudo lavadinho com sabão de coco. Só. Que não tem cheiro delícia de nada. Mas de repente, bem de repente, o último mês chegou e de mansinho o cheirinho de bebê já impregnou todo o guarda-roupa dela.

Domingo, eu faço 33. Nem me preocupei com os 33 porque a semana 36 já chegou. Esta foi a contagem que andei fazendo nos últimos meses. Pela primeira vez na vida, meu aniversário não foi o tema nem a prioridade. “Filhos”. É assim que estou descobrindo esta história de deixar de ser o centro de minha própria vida.

Desesperadas

Desesperadas

Minha irmã ficou. Eu fiquei.

Só quando o sétimo mês despontou na barriga é que a possibilidade real do bebê nascer apareceu para a gente. Então, o medo não foi o parto, não foi a saúde, não foi o médico nem a anestesia nem a injeção. O medo foi o enxoval.

É que eu passei a gravidez inteira no maior relax com o enxoval. Nem comprei nada. Nadica mesmo. Ganhei uma coisa aqui e outra ali e pronto. Fiquei esperando. Esperei fazer mais tempo ‘de barriga’. Esperei para ver se fazia ou não fazia chá de bebê. Esperei ter tempo porque estava trabalhando demais. Esperei fazer a mudança. E mês passado desesperei.

Faz um mês que eu estou no desespero das listinhas, lendo e relendo, passando e repassando, ‘ticando e reticando’ o que tenho e o que não tenho, o que preciso e o que não preciso, o que ainda vou comprar e o que não vou comprar.

Eu não sou de encomendas. Estas coisas demoram. Eu não aguento esperar (exceto o tempo de gravidez – o qual considerei pequeno até). Nas lojas que prestavam em Salvador, os prazos eram de 45 dias para entregar um enxoval. E se depois de pronto eu não gostasse? Se achasse que a qualidade não era lá tão boa assim? Não ia colocar o rostinho de minha neném numa áspera colcha de meia tigela. E se eles atrasassem? Se os pontos não saíssem bem feitos? Se o patchwork não me agradasse? Se ficasse feio?

Não, não, não. Sou mais prática. Gosto de comprar e levar para casa. Então foi assim. Namorei as revistas, escolhi, paguei e já faz uma semana ao menos que o berço pode recebê-la.

Ao menos.

O diacho é que a listinha é tão grandinha, tão grandinha, cheia de tantas coisinhas, que a toda hora você descobre que não tem mais uma coisa. E olha que eu não sou de supérfluos do tipo ‘aquecedor de mamadeira’ – uma vez que há fogão em minha casa.

* * *

Ainda continuo com a idéia de que grávidas deveriam ter licença-maternidade de dois anos e um cartão corporativo sem limites. Porque, por outro lado, não há nada mais gostoso na vida de uma mulher.

O mundo é rosa

O mundo é rosa

Eu nunca fui fã de rosa. Minha cor sempre foi vermelho. Não uso batom rosa, tenho no máximo uma roupa rosa (ou duas – se estiver muitíssimo na moda). Gosto de cores cítricas, vibrantes, fortes. Muito alegres. E vermelho.

E olha que eu sou romântica. Mas nada de rosa.

Desesperei-me ao descobrir que o mundo das meninas é rosa.  Engravidei, identificou-se que era uma menina e… pronto! Lá vamos nós pela odisséia das lojas e dos enxovais… tudo rosinha, rosa, rosa-choque, rosa bebê, rosa envelhecido, rosa desbotado, rosa esmaecido, rosa degradê, rosado… Quase nada lindo de amarelinho. Quase nada lindo de estampados vibrantes. Quase nada vermelho. Quase nada verde cana. Quase nada colorido. Só em tons rosas.

Morri de inveja dos que habitam São Paulo e têm opções de comprar as peças multicores para as suas filhotas. Aqui é um caso. Uma dificuldade. Garimpa-se , garimpa-se, garimpa-se… e  você acaba se convencendo mesmo de que o mundo das meninas é rosa.

Depois de folhear trezentas mil revistas de projetos e enxovais, depois de percorrer quilômetros de lojas e mais lojas na província de Salvador da Bahia, acabei optando pelo mundo rosa e me deixando seduzir. Não houve jeito. Agora é fazer os ajustes finais e esperar a fofura que vestirá azul, amarelo, vermelho, branco, verde, mas, principalmente, rosa.  E viva as meninas!

Conselho útil

Conselho útil

Quem um dia na vida quiser ter filhos, vá a estas lojas de bebê e pegue a listinha básica de enxoval. Corte logo 30 % de besteiras e coisas fúteis e inúteis que o comércio inventa só para lucrar mais, mas que , na prática, não terão função alguma na vida (nem na sua nem na do bebê).

Leia a lista de cima até o fim e … pasme. Deixe o seu queixo cair ao descobrir que não tem absolutamente nada daquelas quinhentas coisinhas de que um bebê precisa. Assim ocorreu comigo em janeiro.

Depois vá vendo os precinhos de adulto que as coisinhas de criança têm. Se for menina, vá à loja mais linda de sua cidade e descubra que aquele minúsculo sapatinho de bolinhas vermelhas que vão fazer sua filha virar a Miss Universo têm o preço de sapatos italianos para você. Mas deseje-os mesmo assim. E, se puder, faça uma gracinha a si própria, afinal a bebê nem vai saber a graça que eles têm. Você, o pai e as tias de plantão é que vão derreter.

Cheguei à conclusão de que eu deveria ter começado a fazer este enxoval aos 15 anos ;) .

Gravidez e outras coisas

Gravidez e outras coisas

É… sempre me perguntam como é estar grávida. Eu digo bem humorada que ainda não sei. Vou ter que engravidar de novo (!!!) para saber porque tenho trabalhado tanto e feito tantas 30.000 coisas ao mesmo tempo que ainda nem sei direito o que é estar grávida.

* * *

Só sei que nas horas vagas do domingo – no qual eu não tenho trabalhado nem a pau – eu percebo a barriga. E está sendo uma delícia.

* * *

À noite, todos os dias, também guardo uns 15 minutos para me sentir. Sempre ocorre lá pela meia-noite, quando deito já cansada do dia. E parece que a menininha sabe que eu finalmente deitei e resolve protestar ou me revelar a sua presença com toda força. Ela faz um carnaval na minha barriga e dá até para ver o movimento para lá e para cá. O papai encosta a mão e ela chuta sem parar, as ondas vão e vêm neste mar de amor placentário.

* * *

A minha filhinha da barriga, ex-sem-terra (leia-se sem-quarto), já tem o seu minifúndio no pós mudança.

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E eu que me gabava de até o sexto mês não ter comprado absolutamente nada, entendi o que é consumo após o advento do quarto.

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A casa nova vai bem, obrigada. E a vontade de ter MUITO DINHEIRO para renovar tudo também (risos).

Gestando (mais) reflexões

Gestando (mais) reflexões

Barriga de grávida: codinome “CORRIMÃO”.

Todo mundo quer pegar, não tem jeito. É patrimônio público.

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Assisti a uns filmes nos últimos tempos (e revi alguns) : Jogos do poder, Arsene Lupin – O ladrão mais charmoso do mundo, Horton e o mundo dos Quem, Os contos proibidos do Marquês de Sade, Justiça, A fantástica fábrica de chocolates, Caramuru e mais uns aí de que nem me lembro.

Mas o melhor DVD de todos foi, sem dúvida, a gravação do ultra-som da minha neném.

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http://theworldofradyrgoncalves.nireblog.com/blogs/theworldofradyrgoncalves/files/pappoulla_gravida.jpg

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Que tecnologia boa é esta que nos faz sair de um consultório médico dez minutos após o exame com o ultra-som gravadíssimo em dvd para levar para casa e ficar nos deliciando de vez em quando olhando a barriga por dentro e acreditando mesmo que estou grávida e que há um ser humano dentro de mim?

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http://www.els.com.br/loja/images/nomebebe.jpgNome do seu filho ou da sua filha: “caso de opinião pública”.

O IBOPE deve se meter também. Todo mundo (quase sem exceção) quer lhe dizer qual o melhor nome ou o mais bonito para o seu filho. Ou sua filha.

Então você fala que a gatinha já tem nome e fulano faz um muxoxo: “ah, eu queria Amanda”, fulana diz que “acha bonito Alícia ou Alessandra ou Aline ou Ana”, cicrana velhinha faz uma cara e solta essa: “eu queria muito que você me homenageasse e colocasse Irina porque só tive dois filhOS e não tive oportunidade de nomear uma menina ” (mas veja!), beltrana diz após você enunciar o que pretende ser o doce nome de sua filha, nome de que você gosta, que você acha lindo e que atende aos SEUS PRÓPRIOS requisitos de beleza, adequação e coisa e tal: “poxa , mas este não é o nome de uma parente sua (leia-se distante e sem vínculo) ? Este nome já existe! (eu estupefacta ouvindo isso… certamente a pessoa queria que eu INVENTASSE o nome de minha filha juntando pedaços de um e de outro… Dai-me paciência), outro desavisado me pede para homenagear minha mãe que já morreu e colocar o nome Eliana (nãnãninãnão, que eu acho minha mãe única e forte demais para ser lembrada diariamente em uma bebê inocente que ainda vai nascer e que não quer levar a carga nas costas de ser comparada à avó (infelizmente) falecida . Fora isso, a neném ainda vai carregar o fardo de que todo mundo vai olhar para ela e falar: Oh, pena que Ane morreu, ia adorar ver a neta. Não, isso não é a minha cara.).

Ufa! Pois é! A Odisséia é esta quando uma mulher engravida. Já ouvi as sugestões: Maria Bethânia, Cláudia, Luísa, Cecília, Danielle, Luani, Maria, Maria Eduarda…

Gente, quem acha o nome xyz lindo, parabéns, guarde-o para o seu próprio bebê. Não é lá meio lógico isso?

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Ah, esqueci que também tem gente querendo que a menininha se chame Alena ao contrário. Anela? Não, minha filha não merece. E não tem culpa do desvario alheio.

O que é mesmo que a maternidade faz com as mulheres?

O que é mesmo que a maternidade faz com as mulheres?

Eu sempre fui sensível. Tá. (tsc tsc) Tá.

Eu sempre me emocionei. Tá. E daí?

Também endureci. Virei cética. Guardei arroubos de lirismo, que minha alma é viva. Vocês sabem. Tá.

E daí?

Perdi meu pai. Triste demais.

Perdi minha mãe. Morri também. E viva.

Amei. Chorei. Sofri. Sorri. Sonhei. É . Ainda sonho. Ainda.

Mas eu estava tão cética, tão triste, tão só, tão vazia… ainda que você não percebesse, ainda que você não soubesse, ainda que você não notasse ou sequer quisesse reparar.

Mas que coisa é esta que está acontecendo comigo que me deu de novo uma dimensão diferente do real, que me fez eu me sentir transcendente, à parte, ‘encasulada’ em mim mesma, feliz, sensível e gigante?

Que coisa é esta que me plantou a dúvida de novo, que me tirou das incertezas em que eu boiava, que me redirecionou ao futuro? Que me fez sorrir sozinha e chorar de mansinho só de ler um texto bonitinho?

Que alegria é esta que me faz chorar, que medo é este que me faz comum? Que sonhos são estes que me fazem tão clichê, tão mãe-igual?

Que redescoberta de mim, do corpo, da voz, dos sonhos? Que consciência é esta do colo, do peito, do ventre ?

Que universo é este que habita em mim?

É você, meu filho, é você.

É você que me faz querer amanhecer.

O bebê

O bebê

O bebezinho disse a que veio neste fim de semana.

Depois da jornada insandecida que tive na semana passada com trezentas consultas médicas (de praxe), horas de espera nos consultórios (como gestante vai ter prioridade em obstetras?), provas a corrigir (jááááá!), cronogramas a ajustar, casamento de irmã mais nova em outra cidade, formatura de primo-melhor-amigo, jornada alucinada para fazer material para o ensino médio, busca de agulha no palheiro (leia-se um vestido chique para grávida nesta Salvador provinciana cheia de roupas horríveis, tudo demodê), necessidade de faltar aulas, agendamento de reposições …

… ai, ai, depois disso tudo, meu baby hiperativo igual à mãe chutou sem parar por três dias e eu simplesmente parecia que havia saído de um esmagamento por rolo compressor. Falhei de ontem para hoje: o corpo pifou.

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Ainda não sei se menino ou menina… a requisição de ultra-som está na minha mão… o tempo é que não está dando para ir fazer o exame. Pode?

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Sou bacante, dionisíaca seguidora. Amo o vinho e o prazer que proporciona. Mas nesta fase não etílica da minha vida, estou viciada mesmo em suco de uva. Só não venham me falar do de caixinha que eu acho o fim. Tomo um que vem lá do RS, numa garrafa de vidro, com toda pompa que um suco pode ter, rótulo, fabricante e tal … para compensar, minhas taças continuam indo à mesa.

Gestando reflexões

Gestando reflexões

Serei legisladora e darei à mulher o direito de gestar em casa sem fazer absolutamente nada por dois anos. Durante os nove meses, ela terá um cartão corporativo para fazer comprinhas todas as tardes e organizar sua nova vida, à espera do seu bebê.

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Sorte de hoje no orkut (juro! ahahaha):

“Você vai ganhar roupas novas”.

Dei muita risada, as coisas estão apertadas por aqui. Já coloquei na mala TODAS as minhas roupas ‘normais’, todas as calças jeans, todos os casacos, todas as blusas e camisolas. Nada mais entra. A não ser a coleção de calças legging e as batinhas da moda que me salvaram das horríveis roupas que ainda vendem nas lojas para gestantes.

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O melhor da aula de Filosofia é que posso todos os dias responder: “só sei que nada sei”.

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Tive reunião com meus dois coordenadores. Avisei a ambos que, neste ano de 2008, estou altamente especializada. Só leio Literatura Especializada. Ficaram boquiabertos, querendo saber as revistas que ando comprando. Mostrei-lhes:

Meu senso de humor continua o mesmo.

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Pai preparador físico, mãe professora agitada, hiperativa.

Sim, o bebê se mexe muito, dá cambalhotas, não pára quieto (o ultra-som foi super engraçado) e… acredite, passeia nos espaços ainda vazios da minha barriga. Nem sempre fica quietinho no ventre. Às vezes, está todo do lado esquerdo. Outras, fica completamente à direita. Estou achando que, se for menino, pode ser lateral no futebol (kkkk).

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Uma das melhores coisas de estar grávida é receber o carinho sincero de um montão de gente que gosta de você. Isso não tem preço.

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Se eu soubesse que era tão bom estar grávida, acho que teria uns cinco filhos já.

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Enjôo? nadica. Alguém já viu quem gosta de comer enjoar?

Desejos? Nenhum. A vida toda eu os tive. Agora, passaram.

Ah, tenho comido pouco doce. Porque eles não têm me apetecido.

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Eu não tenho a mínima idéia de como vou conseguir me livrar de toda a papelada que eu tenho.