Ê Bahiaaaaaa!

Só aqui mesmo.

Teclando em fim de tarde, um acarajé, um abará, camarões, um vatapá delícia  e uma skol geladinha para arrematar, retirada do kit sobrevivência da geladeira. Tem preço?

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P.S. : A Band News me fez o favor de informar anteontem que acarajé é menos gorduroso que o pão de queijo. ahahahahhahahaaaaaaaa… quietinhos mineiros… não protestem! 😀

Leia, leia, leia mais.

O melhor da Folha ontem foi a reportagem e entrevista com Ángela Pérez Mejía, diretora da Biblioteca Luis Ángel Arango(BLAA), sobre as bibliotecas em Bogotá. ” Nós, colombianos, temos vergonha de ser olhados como país violento. Nascemos na escassez, somos pobres. E nos surpreendemos em como a cultura pode mudar nossa realidade”.

Acrescente-se: a BLAA na Colômbia  é uma das mais visitadas do mundo, com média diária de 9000. Bogotá será a primeira capital da América Latina a ser a Capital Mundial do Livro (UNESCO). Rede de ciclovias e transportes urbanos servem a  todas as bibliotecas. O projeto “Livros ao vento” é o que há de mais delícia para uma prefeitura fazer e os “biblioburros” são inteligentíssimos! O primeiro consiste em livros de bolsos distribuídos para leitura nas ruas, em ponto de ônibus, praças e etc com a inscrição “Deixe que este livro voe” na contracapa para que as pessoas leiam e os repassem. O segundo é o trabalho na floresta Amazônica de agentes que levam, em lombos de burros, livros para serem distribuídos nas localidades mais distantes.

O país hoje tem apenas 5% de analfabetismo. Quando Ángela disse que em Bogotá as bibliotecas são lugares não apenas para ler, mas para se encontrar, por isso são projetadas como espaços públicos… que roubam o público de shoppings e tal e que estão, pela leitura, mudando a atitude e a vida da cidade, eu me emocionei, juro. Vislumbrei logo os namoradinhos marcando sábado à tarde na Biblioteca. Os velhinhos, as mães com os filhos.

Quando o Brasil vai aprender?

Íssima…

Sempre achei que Salvador continuava uma província, mas depois dos últimos capítulos…

Fui a uma pizzaria sexta à noite e o povo agora está aproveitando o telão da copa para passar a novela da globo. Ui! Só por isso assisti a um capítulo.

Bom, Santorini vale, vale, vale.

Tony cabelo já encheu há anos, Glória já cansou com carinha de biscoito de mel bonzinho. Um monte de gente ruim eu nem sei quem é, o enredo não me fez falta ao que ouvi dos transeuntes empolgados em recapitular a história sem pé nem cabeça.

Uma ingênua mulher (eufemismo) considerou seriamente que a novela foi E-X-C-E-L-E-N-T-E porque tratou de temas variados. Já disseram a ela que existe jornal? E revista? Faculdade nem pensar… Não vou nem parar para discutir a funcionalidade destas abordagens noveleiras que ao primeiro indício negativo do IBOPE explodem as lésbicas no shopping ou cortam o beijo gay ou fazem todo o prédio da Capitu achar normalíssimo ela ser puta para sustentar os pais e o filhinho, sem um pinguinho sequer de preconceito aparente.

Ainda assim, a novela tem lá suas vantagens , dirão os aficcionados de plantão. Dão ótimas sátiras, mantêm o Casseta no ar e … podem nos presentear com o Reinaldo da Gabi que vale qualquer noite e qualquer tela. Mas o que não tem preço mesmo é ver a Fernanda plastificadíssima e belíssima (é por causa dela o nome da novela?) beijando o gatinho de cueca. Amei. Vou mudar meu sobrenome para Falcão.

Manhã

A manhã seguinte

tem cheiro de beijo no cangote,

gosto de riso espalhado,

langor de pernas na cama.

Tem suspiro e sorriso,

lembrança da paz em teus olhos,

tão infinita, tão infinita…

que invade o azul da manhã e

se espraia pelo dia inteiro.

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Alena Cairo

12/07/2006