Oxi…

… e homem tem TPM?

Covardia

Fui conhecer um blog  hoje e achei um texto de que ouso transcrever trechos:

Tenho uma relutância figadal aos fins.
Recuso-me a pôr uma pedra no mal-resolvido.
Adio as decisões na esperança de que se revelem injustas.

(…) 

Já todos tivémos despedidas inglórias – sentimo-nos uma peça de contrafacção em forma de gente.
Mas o que eu não sabia é que há despedidas por e-mail, messenger e até sms.
É a ‘p—” da tecnologia a canabalizar os sentimentos.
Dá vontade de fugir daqui. “

Isso estava lá, no post do Woman Like You. 

Debalde eu já tentei me comunicar com uma figura que ia ser o meu amor para sempre e que , depois de resolver não querer mais, não se deu ao trabalho sequer de olhar-me nos olhos ao se despedir.

Assim, a última grande mágoa com que tive que aprender a lidar foi um adeus pelo telefone, um e-mail escrito “delete-me”, um eterno eu não atendo mais você. É muito absurdo o imperativo tecnológico: engoliu as pessoas. 

À época, escrevi ao fulano um e-mail gigante que começava assim: “Não se deletam pessoas.”

Reli agora o tal do e-mail que mandei e … nossa, acho que vou participar do Mulheres que Amam Demais (risos). Em breve, vou inaugurar de verdade a categoria Love End no blog. Os amores idos e bem vividos. E as lágrimas choradas. E bem sentidas.

De novo, posso confessar que vivi.

Quinta-feira

Crédito da imagem: https://i0.wp.com/fmwww.bc.edu/jenson/safari/Cats/Lioness.jpg

31 anos chegando e muita coisa já realizada.

Muita lágrima chorada, muita dor sentida, mas também muita risada e muita gargalhada.

Já tive perdas que poucos tiveram na mesma idade em que eu as tive: pai e mãe.

Já realizei sonhos que muitos mantêm utópicos: adotei uma menina.

Fiz muito do que quis até hoje, quase nada deixei de realizar. O que dependeu de mim, batalhei e consegui. O que não pude ter, deixou de me importar. Assim minha avó me disse uma vez: ô, filha, você vai ser sempre feliz… não é porque tem tudo que ama, não. É porque ama tudo que tem.

Uma amiga me diz: me salve, Al, que eu confio em seu bom senso. Outra diz assim: Al, te liguei porque queria rir, queria me divertir, você tem bom astral e tenho certeza de que vai me fazer sorrir. Um pequenino garoto de três anos, eufórico, diz ao pai e à mãe: eu gosto de essa, eu gosto de essa…

Vendo estas manifestações, continuo pensando em sempre manter o mesmo jeito de ser: e a receita é simples. Misturo a gentileza ao sorriso de sempre estampado no rosto, o bom humor à vontade de partilhar as coisas boas que tenho ou que vivi, a sinceridade sempre, a vontade de ajudar e o respeito às idiossincrasias alheias. Bem como o respeito a mim mesma, que esse há anos eu aprendi e não largo, não.

Ah, entendam todos a leoa, leonina: felina dócil, com este olhar meigo, mas que sabe muito bem mostrar as garras e os dentes, bem como rugir trovões em casos de injustiças ou de pisadas nos calos dela. Ahahah, ninguém se engane.

Posso confessar que vivi, mas confesso que quero viver muito mais!

Para o futuro, quero:

colo, atenção e carinho,

amigos de sempre e uns poucos mais para ampliar os horizontes continuamente,

continuar viajando, fotografando e escrevendo,

salas de aula cada vez mais ávidas em aprender,

din din, que eu não sou besta e sei que, se a vida é boa, com dinheiro ela pode ser bem melhor,

saúde para gozar de tudo.

E o que mais de bom vier, que o de ruim, espero já ter passado o pior. Chega, não?

Domingão

Todas conversavam na mesa de bar. Tagarelices femininas. Da bolsa entupida de inutilidades ao preço do euro, da casquinhagem inaceitável ao leite em pó infantil. Do novo disco daquele cantor canadense ao preço da diversão. Do gato da mesa ao lado ao dentista do filho. Do salário da babá ao traidor do sétimo andar. Aleatórios diálogos, divertidas conversas, polêmicas inférteis ou tititis de comadres.

Moda

Há anos que tentam fazer com que esta moda  pegue… Me poupe! De novo??? Se eu usar gravatas masculinas, dou minha mão a tapas. E agora mais essa: tiraram o acessório do lugar certo ( o colarinho das camisas masculinas) e o colocaram na cintura e no pescoço feminino para presente! Me poupem!

Se

As condicionais bem que poderiam ser extintas da gramática, varridas do dicionário, extirpadas da língua! O carpe diem tão proclamado funciona na hora da farra, na hora da alegria, mas nestas segundas de volta ao cotidiano, à rotina dos anseios que querem sempre a eternidade do dia-a-dia… Assim retrocedemos e caimos nas circunstâncias condicionais do se e do caso (com permissão para os trocadilhos).