Essa foi boa!

Recebi hoje por e-mail:

Bastou um brasileiro ir para o espaço que já sumiu um planeta. 

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Como anda a roubalheira no país…

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Aniversário da vovozinha

Segunda foi aniversário da matriarca da família Freire de Carvalho. Os cabelos já estão branquinhos, a pele continua boa, as marcas da idade enriqueceram com a história dela. A audácia de minha avó é assunto para um post grande, de homenagem. Vou guardar mais um tempo a história ainda. São 82 anos.

Abaixo, as duas avós que meus pais me deram:

 

Puxar os cabelos

Faz duas semanas.  Eram 3h da matina. Um homem muito bonito, 1,80 m , modelo, gatíssimo, cabelo displicente com cachinhos, do tipo Erick Marmo, músculos definidos, camisa preta, ombros largos, calça jeans descolada. Uma garota loira (de salão, mas loira), sarada, de 1,65 m, trajando uma blusa preta e calça jeans cintura baixa.

Passaram apressados na porta da Fashion Club, discutiam alto. Ela o agarrou pela blusa, pedindo-lhe algo. O bonitão deu-lhe um empurrão, ela o puxou de novo e recebeu um tapa na cara. A garota tinha cerca de 23 anos, mesma faixa de idade dele. Ela segurou o braço dele, ao que recebeu uma torção no seu braço e teve o seu cabelo puxado. Ficou cerca  de 10 minutos com a cabeça pendendo para baixo porque ele puxava as madeixas com força enquanto torcia o braço dela. Uma senhora, produtora cultural, amiga de ambos, chegou até o rapaz e pediu-lhe que soltasse a menina, que se debatia com as pernas, posto que estava imobilizada pelo cabelo e pelo braço torcido para trás.

Após a cena, ele atravessou a rua e foi embora. A senhora segurou a garota que chorava muito. A loira dos cabelos puxados entrou num celta preto, arrancou cantando pneu. Gritava com alguém ao celular.

A noite silenciou de novo. Mas não sei não.

O ponteiro ou a solução Tabajara

O ponteiro da balança, vixi, nem é mais ponteiro, agora que me dei conta… O vermelho com cara de stop daqueles números insandecidos da balança digital da farmácia, do supermercado e do shopping insistem em marcar quilos a mais que você não pediu para ter, não quer ter, não gosta de ter e com os quais não quer aprender a conviver…

Mas quem foi mesmo que instituiu que mulher tem que ser magérrima??? Arght estilistas que não gostam de mulher! Arght publicidade que nos ataca com os iogurtes diet  que nenhuma daquelas modelos se arriscam a beber e nem a comer aquelas barrinhas de cereais… Feliz quem passava a pão e água antigamente. Nos tempos de hoje, água basta porque até olhado engorda!!

Depois de uma tentativa (insana) de conciliar trabalho e atividade física (que me tem feito ter prazer enorme comigo, com o suor pingando no corpo, com os músculos enrijecendo, com o shortinho definindo… ) , fui hoje descobrir que … argth! arght! arght! Fui  faceira à balança hoje e AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Os quilos tabajara continuam lá. Eu não pedi, eu não chamei por eles.

Só existe uma forma de diminuir o peso, não há jeito: fechar a boquinha, mas na família de glutões da qual eu venho… hum, tá difícil.

Ou então, tive idéia melhor: vou mandar fazer uma balança digital, moderníssima, com scanner de mente (pode ler demente) que marque sempre o meu peso ideal do dia, aquele que eu acordar com vontade de ter.

Assim vou fazer para me achar linda todos os dias, inclusive naqueles de tpm.

Ah, está curioso(a) do porquê do post? É porque depois da megera balancinha marcando um peso que eu não quero ter e de dar aulas até às 22h35, eu tenho uma linda e deliciosa pizza cheirando muito aqui no forno a me esperar. E uma taça de vinho tinto português(que eu já disse que adoro).  Danem-se as Giseles desbundadas da vida.  ( buá ou tin tin ?)

O que é ser jornalista?

Uma aluna minha me enviou um link da página do Digestivo Cultural, onde foi publicado um texto de Marcelo Maroldi sobre O que é ser jornalista.

Ao que percebi, é uma resenha superficial ou incompleta do livro do Noblat.

Não vejo que seja só o glamour que aproxima os jovens da profissão de jornalistas , até porque muitos sabem que vão penar até conseguir algum prestígio, se conseguirem.

Subentende-se da leitura que o Marcelo sugere que só filhos de jornalistas deveriam ser jornalistas? Ora, antigamente, filhos de ferreiro mantinham-se ferreiros… de médicos, também. Isso há muito mudou e o ensino possibilita certa mobilidadde profissional. Não tenho que seguir a carreira de meu pai ou de minha mãe. Até porque não há garantias de que eu saiba ou goste de fazer o que eles, os pais,  fazem.  Muita frustração e insucesso se perpetuava por causa desta pseudo-obrigação de ser o que o pai fôra. 

Argumento dele sobre o aumento de vagas nos cursos de jornalismo por causa do glamour da profissão (questionável) : poderia vir acompanhado do argumento de que vagas aumentaram para todos os cursos, não só o de jornalismo, é a tendência nacional da expansão do ensino privado.

Vale ler o texto apenas como uma resenha superficial do livro do Noblat, mas superficial mesmo. Comentários ao texto acabaram sendo mais complementares.

Sobre Plutão

Não me assusta a mudança de classe de Plutão, assunto que causou frisson nesta semana que passou.

Eu adoro astronomia, adoro olhar para o céu à noite naquelas cidadezinhas em que quase não há luz e podemos ver também o céu da poesia, como o de Ícaro ou o de Mario Ruppuolo, em O Carteiro e o Poeta. Amo ver a astrofotografia.

Mas me incomoda muito a mania humana de classificar todas as coisas. Mais sensibilidade e menos razão nesse pseudomundo-racionalíssimo-e-tão-bárbaro-e-provinciano-e-tosco! Penso em Darwin e também nas classes de palavras, nas classes econômicas, classes escolares, animais, vegetais, sociais… etc etc etc. Por causa das classes é que a gente se perde neste mundo. Por causa da classificação é que se acentua o preconceito, se incentiva o mundo da aparência : pareça que pertence a esta ou aquela classe para pertencer a ela.

Ciência: verdade absoluta? Inquestionável? A própria história revela o contrário.

E sorrio ao pensar que o que Aristóteles pensou, Copérnico refutou, Galileu modificou… Os astrônomos de agora revêem e os do futuro também verão com outros olhos. Passei um tempo tentando, por curiosidade, entender o que Plutão era então, já que não era mais planeta porque assim os homens estudaram, comprovaram(?!) e decidiram. Não achei durante o primeiro dia da notícia o que Plutão era então. No outro dia, li sobre sua massa, suas características e etc… Para mim, o que verdadeiramente importa é as conseqüências de Plutão, simplesmente, existir. O que é Plutão para o homem e o que ele interfere na nossa vida.

A Lua influencia as marés, por exemplo. E mais os amantes e os poetas. Por isso ela é tão inteira, tão Lua. E Plutão?  É um corpo celeste (enquanto não decidirem os homens que é outra coisa). O que Plutão nos traz, o que transforma ou o que influencia ?

Blá-blá-blás à parte… Não interessam muito as denominações no âmbito que as pessoas as têm discutido.  Corpo celeste, astro, galáxia, planeta, sol ou satélite, nada mudará na sua vida porque o nome mudou. A ciência descobre que Plutão não pertence à classe dos planetas, então da descoberta derivam estudos que beneficiarão ou não a humanidade. Isso importa.

Qual a questão? Shakespeare é que estava certo neste mundo de ser ou não ser. Eisnsten também, quando encucou uns e libertou outros com a relatividade de todas as coisas…  Outro homem lá no passado da Grécia Antiga, um tal de Platão que não é o Plutão da questão, também já percebera as sombras projetadas na parede da caverna… Os limites da nossa visão. Camões, na Renascença, escreveu : ” Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,/ Muda-se o ser, muda-se a confiança;/ Todo o mundo é composto de mudança,/ Tomando sempre novas qualidades.”

Gente, paremos de chorar a classificação declinada. Talvez seja um convite a repensarmos a falsa solidez dos conceitos. Dos dogmas. Das certezas. E dos absolutismos que nos levam à Tirania da Intimidade, da Política, da Fofoca, da Crítica Indiscriminada, do Preconceito, da Intolerância.

“Tudo que é sólido, desmancha no ar”, não é Marx? Um brinde às mudanças, ao repensar, às novas descobertas. Mas um brinde especial com cara de vacina à lucidez que devemos ter para lidar com o mundo dos homens, da racionalidade e da ciência. Senão, poderemos ficar (ou permanecer) como o doutor alienista de Machado: louco; ou como os homens do ensaio de Saramago: cegos que vêem não vendo.  

Por isso é que eu não fiquei pluta da vida, não me preocupei com as mnemônicas musiquinhas escolares ( aliás, acho-as imbecis: se posso memorizá-las,p osso decorar logo o que tenho que aprender).

Plutão não é mais planeta, mas (parece que) continua lá no céu… Take it easy, portanto.

Plágio

Como professora, procuro sempre educar meus alunos em sala e a questão do plágio está atualmente em pauta nas discussões das universidades e escolas. O famoso “Que é que tem?”  é a declaração de falta de ética maior que eu já vi. Uma aluna minha copiou na íntegra uma crônica de Fernando Sabino e me deu como se fosse a genialidade dela que a tivesse produzido. Achei que já havia lido o texto e … pimba! Tiro e queda! Para azar dela, outro aluno resolveu gravar uma locução da mesma crônica no mesmo dia e me trouxe a fita para que eu a avaliasse em classe. Foi ouvirmos e o texto da “dita Sabina” aparecendo …

Não me mata saber do plágio porque não sou inocente e sei que nem todo mundo tem caráter. O que me revolta é pensar no tamanho do cérebro do imbecil que plagia. Poxa, plágio para mim é atestado de incompetência, de ingerência cerebral. Quando leio algo que eu queria ter escrito, acho genial, bacana, elogio, divulgo a idéia, dou o crédito, aprendi com fulano… Penso então que preciso ouvir minhas vozes para escrever como os autores que eu gosto de ler. E nunca me esqueço de que o berço da escrita é a leitura. E não há como discordar.

Quem plagia obviamente admira ou reconhece o valor do plagiado. Mas é um tipo de admiração que nenhum autor quer ter. Na internet, com o control c e control v, tudo ficou absolutamente fácil. Em segundos, o desonesto pode ser o novo dono de suas palavras, de seu estilo, de suas idiossincrasias e de seus pensamentos publicados. Só leio blog que se respeita, só repasso mensagem com autoria publicada ou assinatura. Só escrevo o que sai de minha cabeça, de minhas emoções, de meus sentimentos e percepções.

Chateia ver o que anda acontecendo:  http://queridoleitor.zip.net/arch2006-08-20_2006-08-26.html .

Mas há solução: denúncia e processo. Todo leitor tem dever ético com o autor que admira. Aderi à campanha de denúncia e divulgação de casos como o de Miltinho