Cercas

Durante muitos anos, eu comprei briga com as “puladas de cerca”. Se não fosse esse tal de amor a querer exclusividade em todo o seu potencial egoísmo… talvez de forma leve todos os casais pudessem estar mais tempo juntos… ou talvez outros estivessem há mais tempo separados.
Hoje prefiro, como mulher, não pensar muito nisso. E entender que os desejos aparecem. Não podemos crucificar-nos e nem guilhotinar os outros.
Mas a liberdade é melhor quando não se ama. Amando, estamos em cárcere da consciência. E da culpa que o outro tenta nos impingir.

Limpezas

Se me descubro eu, conheço o não de mim.

Então varro as minhas salas carregadas de histórias.

Sacudo os tapetes dos silêncios comedidos e bem educados.

Explodo em defesas que gritam a partir as louças e os cristais: só buscam o livre sorriso.

E me canso de toda e qualquer hipocrisia. Do marzipã do faz-de-contas de tantas pessoas. 

E sofro. E choro. E busco. E cavo para renovar. Para reinventar-me.

E sou.

O  Vento que baila livre.

Constatação

É preciso não sufocar o grito, não negar os rasgos, escrever as cartas… não poupar o outro para não violar a alma. Há quereres nossos imperativos e há vazios ansiando a completude.

O pôr-do-sol requer tarde límpida, mar de ilha e casal apaixonado. Eu quero você.

Dieteticamente insana – parte IV

Pensei, depois de traçar um terço daquela torta, em comer só saladas nesta semana. Mas o Zezinho, amigo d’além-mar, me fez repensar as folhas…

Minha avó dizia , encantada, não entender como eu era capaz de comer as folhas. “Minha neta, quem come folha é boi, no pasto”. Já eu penso sempre que também pode ser vaca!

Brincadeiras à parte, veja o que o Zé me enviou hoje:

Arght!