Limpezas

Se me descubro eu, conheço o não de mim.

Então varro as minhas salas carregadas de histórias.

Sacudo os tapetes dos silêncios comedidos e bem educados.

Explodo em defesas que gritam a partir as louças e os cristais: só buscam o livre sorriso.

E me canso de toda e qualquer hipocrisia. Do marzipã do faz-de-contas de tantas pessoas. 

E sofro. E choro. E busco. E cavo para renovar. Para reinventar-me.

E sou.

O  Vento que baila livre.

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