Mais Amado e mais Parati

O Navio

” O apito do navio era como um lamento e cortou o crepúsculo que cobria a cidade. O capitão João Magalhães encostou-se na amurada e viu o casario de construção antiga, as torres das igrejas, os telhados negros, ruas calçadas de pedras enormes. Seu olhar abrangia uma variedade de telhados, porém da rua só via um pequeno trecho onde não passava ninguém. Sem saber por que, achou aquelas pedras, com que mãos escravas haviam calçado a rua, de uma beleza comovente. E achou belos também os telhados negros e os sinos das igrejas que começaram a tocar chamando a cidade religiosa para a bênção. Novamente o navio apitou  rasgando o crepúsculo que envolvia a cidade da Bahia. João estendeu os braços num adeus. Era como se estivesse se despedindo de uma bem-amada, de uma mulher cara ao seu coração.”

(AMADO, Jorge. Terras do Sem Fim)

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(Mais tarde a foto do casario de Parati)

Parati Julho de 2005

Parati Julho de 2005

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5 comentários sobre “Mais Amado e mais Parati

  1. eu fico um tempo sem vir aqui e começo a ler tudo q perdi, nem percebendo o tempo passar, pq teu escrito flui de uma forma q a gente não sente e ainda fica com gosto de quero mais.

    queria tanto ir a Paraty… mais uma ano q fico de fora…

    conheci Jorge Amado aos 11 anos de idade, ao ler O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá…tenho esse livro até hoje…. espécie de tesouro….

    beijos, querida

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    Eu não gostava dele, não entendia por que era literatura. Até que virei professora e trabalhei Capitães da Areia com a 8a série. Aí aprendi muita coisa… O Jorge Amado por tantos também é o Odiado por outros tantos.  Mas aí é assunto para outros posts…

    Bom que goste de ler aqui. Não fique sem vir, não… Sua presença me honra!

  2. eu fico um tempo sem vir aqui e começo a ler tudo q perdi, nem percebendo o tempo passar, pq teu escrito flui de uma forma q a gente não sente e ainda fica com gosto de quero mais.

    queria tanto ir a Paraty… mais um ano q fico de fora…

    conheci Jorge Amado aos 11 anos de idade, ao ler O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá…tenho esse livro até hoje…. espécie de tesouro….

    beijos, querida

  3. Alena, como eu tenho querido vir aqui, com saudades, com carinho, e parece que cheguei hoje e você está indo ou já está em Paraty.
    Que coisa, leu a carta desta semana, de seu amigo escritor (nosso amigo?)
    Grande carinho, imenso afeto para vc da
    Meg

    _______________________________

    Li a carta sim! Gente, que coisa !  E seu post não fica atrás. Delícia o sub Rosa. Vou lá todos os dias.

    Não estou em Parati, não. Gostaria, mas neste ano a grana andou curta, tive que me virar só e o trabalho diminuiu $$$. Então, em homenagem à FLIP e ao homenageado por ela, resolvi postar uma semana de Amado e Parati. As fotos são minhas do ano passado. Amanhã postarei as outras no fotoblog.

    Um beijo!
    Alena

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