Saldo do sabadão

Resolvi tirar o dia para mim. Isso implica reclusão e fazer só o-que-eu-quis. Esperei até uma pessoa me ligar, mas parece que estava com outros afazeres. À tarde, naquele esquema depois do banho, deitei no ócio na minha cama e simpesmente dormi profundo. Concluo nestas horas que o sono sempre está atrasado quando se é professora.

O engraçado às 19 horas: lembrei que me esqueci (ô contradição!) de pegar os convites para o show de Nando Reis que já rolava na Concha Acústica (risos). Também, vai ver que o inconsciente se satisfez com a dose de quinta e resolveu desconsiderar a outra oportunidade.

Foi dia de arrumar gavetas e papéis. Jogar coisas fora.

Maior ato de coragem: jogar no lixo todos os arquivos de jornais velhos que tenho.

Maior arrependimento: ter jogado no lixo todos os arquivos de jornais velhos que tenho.

Atitude póstuma: ir ao lixo pegar de volta todos os arquivos de jornais velhos que joguei fora.

Pode?

Aí fico angustiada aqui pensando quando é que vou me livrar do excesso de papelada que eu tenho?  Vira e mexe, faço doações gigantescas. Fico aqui num trabalho de bibliotecária, separo sacolinhas para fulano, sicrano e beltrano.  Entretanto, arght!, tem horas que dá vontade de passar tudo pelo incinerador. (Ah, falar nisso, meu sonho de consumo mais imbecil é a trituradora de papel de escritório. Ainda compro uma bichinha daquelas [AS 870 CR] para ter o prazer de ouvir o tzzzzz tzzzz tzzzz… e ver o papel picotadinho. Se alguém se habilitar, rsrsrsr, aceito de presente!).

Agora, tarde já, um filminho que eu sou gente ainda. Quanto ao lanche, vou inventar que eu não sou traça.

2 comentários sobre “Saldo do sabadão

  1. Desfazer-se de objetos guardados é difícil demais: a gente sempre pensa que vai poder usá-los em alguma ocasião. O tempo passa e tudo se acumula. Por essas e outras Pierre Weil diz que a grande causa de todo o sofrimento humano se chama “apego”. Será?

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    Incrível, Cláudio, é que acho que não conheço ninguém que  mais dê as coisas do que eu. Tudo que não uso há tempo, me desfaço, escolho quem precisa e passo adiante. Roupas, sapatos, panelas, copos, toalhas… o que você imaginar. Meu carro vive cheio de sacolinhas para a doação. Mas quando o lance é trabalho… Nossa, meus papéis são difíceis demais de sair daqui de casa. Olha que vivo arrumando e rearrumando, mas tenho mania de guardar papel. Você não tem a mínima noção do trabalho que dá a papelada aqui. Também, são 13 anos de profissão, treze anos que sou professora. Imagina a quantidade de apostilas que produzi, de materiais que criei… Já estou pensando em digitalizar tudo e começar a doar. Na verdade, consulto o arquivo. Está tudo organizado e minha cabeça é rápida para criar materiais e fazer associações. Entretanto, ma agonia ver a quantidade. e se estiver desarrumado como estava… arght! Vou adquirir até dezembro meu incinerador particular!!! Preciso sim me desvencilhar destes apegos!! Por falar em apego, você não imagina a quantidade de fotografias e recordações de viagens que há aqui.

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