O ponteiro ou a solução Tabajara

O ponteiro da balança, vixi, nem é mais ponteiro, agora que me dei conta… O vermelho com cara de stop daqueles números insandecidos da balança digital da farmácia, do supermercado e do shopping insistem em marcar quilos a mais que você não pediu para ter, não quer ter, não gosta de ter e com os quais não quer aprender a conviver…

Mas quem foi mesmo que instituiu que mulher tem que ser magérrima??? Arght estilistas que não gostam de mulher! Arght publicidade que nos ataca com os iogurtes diet  que nenhuma daquelas modelos se arriscam a beber e nem a comer aquelas barrinhas de cereais… Feliz quem passava a pão e água antigamente. Nos tempos de hoje, água basta porque até olhado engorda!!

Depois de uma tentativa (insana) de conciliar trabalho e atividade física (que me tem feito ter prazer enorme comigo, com o suor pingando no corpo, com os músculos enrijecendo, com o shortinho definindo… ) , fui hoje descobrir que … argth! arght! arght! Fui  faceira à balança hoje e AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Os quilos tabajara continuam lá. Eu não pedi, eu não chamei por eles.

Só existe uma forma de diminuir o peso, não há jeito: fechar a boquinha, mas na família de glutões da qual eu venho… hum, tá difícil.

Ou então, tive idéia melhor: vou mandar fazer uma balança digital, moderníssima, com scanner de mente (pode ler demente) que marque sempre o meu peso ideal do dia, aquele que eu acordar com vontade de ter.

Assim vou fazer para me achar linda todos os dias, inclusive naqueles de tpm.

Ah, está curioso(a) do porquê do post? É porque depois da megera balancinha marcando um peso que eu não quero ter e de dar aulas até às 22h35, eu tenho uma linda e deliciosa pizza cheirando muito aqui no forno a me esperar. E uma taça de vinho tinto português(que eu já disse que adoro).  Danem-se as Giseles desbundadas da vida.  ( buá ou tin tin ?)

O que é ser jornalista?

Uma aluna minha me enviou um link da página do Digestivo Cultural, onde foi publicado um texto de Marcelo Maroldi sobre O que é ser jornalista.

Ao que percebi, é uma resenha superficial ou incompleta do livro do Noblat.

Não vejo que seja só o glamour que aproxima os jovens da profissão de jornalistas , até porque muitos sabem que vão penar até conseguir algum prestígio, se conseguirem.

Subentende-se da leitura que o Marcelo sugere que só filhos de jornalistas deveriam ser jornalistas? Ora, antigamente, filhos de ferreiro mantinham-se ferreiros… de médicos, também. Isso há muito mudou e o ensino possibilita certa mobilidadde profissional. Não tenho que seguir a carreira de meu pai ou de minha mãe. Até porque não há garantias de que eu saiba ou goste de fazer o que eles, os pais,  fazem.  Muita frustração e insucesso se perpetuava por causa desta pseudo-obrigação de ser o que o pai fôra. 

Argumento dele sobre o aumento de vagas nos cursos de jornalismo por causa do glamour da profissão (questionável) : poderia vir acompanhado do argumento de que vagas aumentaram para todos os cursos, não só o de jornalismo, é a tendência nacional da expansão do ensino privado.

Vale ler o texto apenas como uma resenha superficial do livro do Noblat, mas superficial mesmo. Comentários ao texto acabaram sendo mais complementares.