Seis coisas sobre mim

Resisti horrores a escrever este post, a  Anna V.  , a Meg e a Nalu me indicaram e aqui estou eu, cumprindo o rito. Vamos lá.

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1. Eu viro a maior fera quando pegam minhas coisas sem avisar. Empresto a depender da pessoa e do cuidado que ela demonstrar ter, entretanto dou muitas coisas, não me apego ao material. Para mim, coisas são passageiras, mas sinto como uma traição ou invasão de privacidade pegarem o que é meu sem me pedir.

2. Detesto ter comprado aquele biscoito ou iogurte ou chocolate ou qualquer banana que seja e chegar em casa desmaiando de desejo de comer para descobrir, tarde da noite, que , simplesmente, alguém comeu tudinho sem deixar nem farelo para mim.

3. Tenho uma tolerância gigantesca, uma paciência enorme, mas também um calcanhar de Aquiles. Na hora em que me magoam, eu perco o interesse pela pessoa, a amizade… os sentimentos vão morrendo e pronto. Não admito injustiças e pessoas que se aproveitam de outras para se beneficiar, obter vantagens.

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4. Acredito, realmente, que TUDO É RELATIVO.

5. Sou muito extrovertida, mas também absolutamente introspectiva. A mesma que ri e fala alto a maior parte do tempo, em dadas situações, fica no canto, quieta, à espreita, observando as pessoas e as coisas.

6. Todo mundo pode contar comigo, sou muito prestativa, desde que perceba necessidade e boa índole na pessoa. Se eu sacar exploração, bau bau.

7. Não gosto de limites (leia-se imposição porque respeito as pessoas e os limites de cada um. E sei pedir desculpas e não repetir o erro). Isto de seis coisas me oprime. Então vou escrever mais…

8. Burocracias são necessárias, mas não devem oprimir para não matar a criatividade, a espontaneidade. Não consigo ser enquadrada.

9. Rotina para mim é o fim. A minha ‘rotina’ é ser diferente todos os dias. Adoro as possibilidades de recriar todas as coisas, de rever o mundo, de descobrir as pessoas, de reinventar. Vivo a olhar os outros ângulos e possibilidades. Por isso, sou também ponderada.

10. Críticas que não constróem, que são apenas perjorativas, para denegrir o outro, humilhá-lo, diminuí-lo, inferiorizá-lo, são , para mim, ofensas DESNECESSÁRIAS. Se não apontar soluções ou não desejar melhorar, guarde sua opinião. Penso isso. Odeio indelicadezas.

11. Sou capaz de encher os olhos de água com gestos pequenos e simples. Hoje, meu aluno me deu passagem na porta da sala a fim de que eu saísse antes dele. Simples delicadeza masculina. Emocionei.

12. Tudo que eu faço tem que ser com amor e tesão. Sou emotiva e produzo muito quando gosto. Forçada, não tenho prazer e não consigo produção relevante.

13. Sinto muita falta de meus pais. Muita.

14. Quando eu estou zangada, sai de baixo!

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Quanto às indicações de pessoas, escolham-se , leitores. Digam-me depois que eu linko aqui.

1- Solange é a primeira candidata!!!

Amigos diferentes

Por que existem amigos com os quais contamos em horário específico, determinado e outros que passam hooooras conosco? Sábado, filosofávamos eu e uma amiga sobre os “amigos rápidos”. São aqueles que sempre têm hora para tudo, que vão a todos os lugares , mas na perspectiva de “vou dar uma passadinha aí”. Chegam depois de todo mundo, passam uns minutos, no máximo meia hora e vão embora antes da turma. Nunca estendem o programa, nunca alteram suas rotinas, têm o lazer como qualquer outra forma de compromisso acertado. Se vão ao cinema todos os sábados às dezesseis horas, nada os faz ir à noite ou mudar a tarde, passar o dia comendo lambreta, por exemplo. A praia tem hora certa para ir e voltar e também só comem sobremesa em tais dias da semana.

Disciplina é interessante, mas o exagero não aprisiona?

Por outro lado, classificamos os “amigos para sempre”. Estes, quando saem, estão sempre disponíveis, passam horas juntos, estendem os programas, emendam-nos com outros. Nunca são os primeiros a sair, chegam logo quase na hora marcada. São amigos para sempre porque a impressão que se tem é a de que, se não houvesse uma hora o corpo a reclamar o sono, a ressaca ou o trabalho a definir o “chega que amanhã é dia de branco”, ficariam para sempre ali, na mesa do bar ou na festa, rindo, conversando, brincando, filosofando ou até chorando as mágoas.

Precisamos da diversidade e de conviver com ela, mas sei não. Eu prefiro o segundo tipo.