Os sinos dobram por mim

Hoje eu quero apenas oferecer no blog o que eu oferecerei aos meus alunos do terceiro ano na segunda -feira, no módulo de Literatura: 

“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.

(John Donne, poeta inglês)

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6 comentários sobre “Os sinos dobram por mim

  1. Lembrei de cara da música de raul seixas.
    Parece q vai ser interessante viajar pelo seu blog =]
    Sou seu aluno do 1º semestre de jornalismo.
    Não deve ser nada fácil para um jornalista reportar o mundo como é, egoísta e cruel, mas tem que ser feito. Não da pra viver sozinho e de fato não vivemos, todo mundo tem ” um melhor amigo”. Então acredito que existem possibilidades.
    E que algum dia a filantropia seja não apenas uma palavra, mas que faça parte da vida.
    \o/
    ______________________________________________________

    Repense a filantropia neste contexto. Era esta a palavra? Observe que já faz parte da vida sim, não é apenas uma palavra.

    Qual música de Raul?

  2. Alena, conheço um outro poema dele sensacional – na verdade não conheço o original, mas uma versão de Pericles Cavalcanti e Augusto de Campos que o Caetano gravou no LP (lembra de LP?) Cinema Transcendental. Chama-se ELEGIA:

    “Deixa que minha mão errante adentre
    Atrás, na frente, em cima, embaixo, entre.
    Minha América, minha terra à vista,
    Reino de paz se um homem só a conquista,
    Minha estrela luminosa, meu império
    Feliz de quem penetre o teu mistério.
    Liberto-me ficando teu escravo,
    Onde cai minha mão, meu selo gravo.
    Nudez total: todo prazer provém do corpo,
    Como a alma sem corpo, sem vestes.
    Como uma encadernação vistosa,
    Fita pata iletrados a mulher se enfeita,
    Mas ela é um livro místico e somente a alguns,
    A quem tal graça se consente, é dado lê-la.”

    Mas eu aposto que você já conhece… 🙂

    _________________________________________________

    Obrigada, Cláudio, pela recordação de tão belo texto. Maravilha lê-lo !
    E ainda foi de cor?

  3. Sempre que oiço falar de guerra lembro-me do livro de Hemingway, Por quem os Sinos Dobram. Ele mostrou o rosto humano dos dois lados do conflito na Guerra Civil de Espanha. Certamente toda a gente conhece esta obra prima.
    Infelizmente nos últimos tempos este poema tem estado muito presente na minha cabeça…
    Ainda bem que há professores como você que põem seus as alunos a reflectir sobre estes assuntos. É que nossa sociedade cada vez parece mais individualista e imune ao sofrimento alheio.
    Pensar que o texto foi escrito no século XVII e continua actual é assustador.

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