Quando Nietzsche chorou…

ele havia descoberto que, mesmo tendo lido sobre a insensatez da mulher no modo de cuidar da família (quiá, quiá, quiá) , eu resolvi, em tempos moderninhos, ultra contemporâneos, atacar na cozinha com uns defumados , um bom feijão preto, negrinho, bacon, toucinho, barriga de porco, lombo e carne de boi, além dos chouriços, claro!

Aí Nietzsche chorou mais ao constatar que eu não sou um ser pensante, lógico, porque sou mulher,  e não consegui perceber o que a comida significa, tipo ‘a feijoada era a comida dos escravos, feita com as partes não muito nobres dos animais’.

E Nietzche se desaguou em lágrimas ao ter certeza mesmo de que a única descoberta fisiológica que eu fiz foi que feijão dá gases e se for mal feito dá dor-de-barriga.

Como ele mesmo constatou, a mulher na cozinha retardou a evolução do homem, porque, por exemplo, esta feijoada gostosíssima que acima aparece será consumida com pimenta baiana e farinha de mandioca da fininha apenas para nos dar combustível nos dias de carnaval que virão. Ou seja, se a mulher pensasse, jamais contribuiria para a política do panem et circenses se perpetuar!

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(Foto da minha feijoada cometida para o carnaval)

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5 comentários sobre “Quando Nietzsche chorou…

  1. Hummm, tem lugar prá mais um aí na mesa?
    Desculpe-me a intromissão mas estava lá no Ery, vim clicando e cheguei aqui. E bem na hora do almoço? Agora eu quero.
    Um abraço, Alena.
    PS: deixa o Nietzsche prá lá!
    _________________________________________________

    Ahahahha! O Nietzsche estava reclamando com certeza de barriga cheia! Barriga vazia não filosofa! Fica à míngua.

  2. Novos Nazistas

    Outro dia conheci uma garota que era uma daquelas cristãs beatas cheia de restrições morais e aquela xaropada toda, perguntei a ela qual era seu escritor preferido e para minha surpresa ela respondeu: Nietzsche! Como não entendi nada perguntei novamente: mas qual livro dele você leu? Tudo então ficou esclarecido, ela leu quando Nietzsche chorou. Apenas!
    A começar pelo título já notei algo totalmente fora dos padrões, procurei me informar e descobri que era um campeão de vendas. Assim que tive contato com o livro, o qual já imaginava ser uma desgraça, confirmei minha teoria ao abrir um capítulo a esmo e lí até o fim. Senti náuseas!
    O livro não passa de uma obra esdrúxula, que assim como fizeram os nazistas se apropriando de seus escritos para justificar o arianismo, neste, podemos observar claramente o intuito de autopromoção do Dr. Irvin Yalon, que sem o menor pudor colocou o Gênio Filósofo em uma situação completamente improvável, este que está morto (agora se revirando pela tumba) sem ao menos poder se defender. Total falta de ética! Não somente com Nietzsche, mas também com outros personagens citados neste e em outros livros do autor oportunista. Para quem conhece a obra revolucionária do Filósofo, sabe e muito bem, que apesar de algumas referências verídicas, tudo é manipulado e articulado de forma espúria neste livro, deixando Nietzsche em uma posição completamente contraditória a sua verdadeira postura, ele que se opõe a supressão de diferenças, à padronização de valores e a posição totalitária de interesses, neste caso, jamais teríamos o filósofo dando conselhos melindrosos sobre romance. Nietzsche era completamente contra a transformação de pessoas em peças anônimas da engrenagem global de interesses e a manipulação de corações e mentes pelos grandes dispositivos formadores de opinião; agora vejo, veiculado por um “best seller” (de grande interesse comercial) milhares de pessoas engrandecendo este ultraje, sem ao menos saber quem foi o filósofo, pessoas que desconhecem completamente sua verdadeira filosofia, história e convicções. Aos interessados em saber verdades sobre o filósofo, recomendo inicialmente a biografia – “Minha irmã e eu” – nela podemos constatar, por exemplo, detalhes esclarecedores, por ele mesmo, sobre a relação incestuosa com Elizabete e a influência negativa da mesma em sua vida, como afastá-lo de Salomé que era Judia, enquanto Elizabete era adepta importante do movimento nazista, assim como podemos observar também seu horror aos nazistas e aos métodos de tratamento no manicômio, que contraria, e muito, a visão de Nietzsche em uma consulta com o psiquiatra. Só em ficção mesmo para acontecer uma coisa como esta. Para os mais interessados procurem obras de filosofia do autor, se é que quem adorou esta afronta intelectual chamada: “Quando Nietzsche chorou”, irá compreender a genialidade do mestre Nietzsche.

  3. este livro “Minha irmã e eu” não foi escrito por Nietzsche, na verdade é uma grande falsificação, quem pesquisar em outros sites, vai ficar sabendo que este livro não faz parte da obra do filosofo sendo considerado uma falsificação pela grande maioria de estudiosos da obra de Nietzsche.

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