Para confortar

Hoje, quando me sinto assustada, aprendi a não ceder ao desespero, a não me transformar num rolo compressor de ‘faz-de-conta que está tudo bem’ e a acolher a parte de mim que precisa de atenção.

Confessar a si própria os medos não é nada fácil, afinal o mundo e mesmo aqueles que amamos só exigem pessoas fortes, alegres, bonitas e vencedoras. Sem problemas.

Ficar triste, entender seus limites, traumas e medos é importante não para o mundo, mas para nós mesmas. Cansei de ser infalível há muito tempo, graças. Isso me restituiu a livre condição de ser humana.

É neste momento de reconhecimento de si que se dá o encontro com a liberdade.