Amar se aprende amando

foto by  Alena Cairo

 

Dia dos namorados está próximo. 

Embora a data seja mercadológica, é uma delícia começar a pensar

na surpresinha que se vai ter no dia 12 de junho.

Um mês para o amor, um mês para a paixão, o abraço, o encontro e a renovação do romance e das juras de amor.  

O problema é que muita gente se desespera com o orçamento nesta época.

O que fazer de tão especial sem gastar mais do que pode ?

Afinal, ninguém quer oferecer pouco ao amor da sua vida.

A partir de amanhã e nos próximos doze dias, trarei  sugestões de presentes que caibam no nosso bolso, surpresinhas e poemas de amor.

Aguardem!

Alpha 3

Convidaram-me para ouvir os meninos da Alpha 3 tocando. Imaginei de forma preconceituosa que ouviria uns desafinos de adolescentes que ‘acham que sabem cantar’. Pensei então em ficar dois ou três minutos no meio da barulheira e sair do local a fim de realizar meus afazeres.

Qual não foi a minha surpresa quando encontrei uma banda jovem, organizada, com um repertório eclético da música pop brasileira. Afinadíssimos, Klaus, Duka e Rafa cantam  e encantam!

Sábado, às 21h30, show dos meninos na Casa da Dinha (Rio Vermelho – Salvador).

Era vidro e se quebrou

Rezam as superstições que, quando uma energia negativa está pairando no ar, o vidro e os cristais captam-na e se partem. Por isso, crê-se que,  quando se quebram copos em casa, é sinal de proteção: antes o copo.

Ontem, um vaso de vidro enorme que eu tenho há uns dez anos se partiu inteiro quando pus água (que também capta as energias). Fiquei feliz da vida! Minha intuição anda afiada. O meu desejo? Os vidros: que os raios os partam e deixem-me em paz.

É por isso que o olho grego é símbolo de proteção.  O amuleto deve ser de vidro para canalizar o olho gordo, a inveja alheia. Os antigos acreditavam que ele se parte para proteger a pessoa. Pois eu trouxe quatro de Santorini. Não ficou um para contar história.

Uh-lá-lá!

A vida é bela, mesmo que um monte de gente perca tempo sentindo inveja de você, querendo depreciá-la, com dor de cotovelo… A vida é bela ainda que tenham batido em seu carro, você tenha pagado juros de todas as contas, dormido pouco várias vezes, emagrecido e engordado na sanfona de um corpo que nem sabe o que vai fazer durante os festejos juninos. Maio está acabando e só isso é um bom sinal: virão as férias.

Retada como só uma baiana pode ficar, fui dormir ontem disposta a acordar hoje diferente. Mas nem contava muito com nada. Olhei o calendário e me dei conta de que só faltavam quatro dias para junho chegar. Só isto já me fez bem. Cansada de especular, pensar, falar, resolvi agir.

É segunda-feira então. Acordo bem, cedinho, disposta, abraço e faço carinho durante meia hora, tomo um banho, visto uma roupa que adoro, o jeans que outrora não entrava mais e calço bota de salto fino (bingo! – afinal fez frio em Salvador).

Vou à aula, o trânsito está livre, há engarrafamento apenas no estacionamento da faculdade, estou séria, mas não perco o humor.  Encontro alunas que valem a  profissão, converso com elas, descontraio. Agendo as tarefas da semana dentro do tempo possível e não da maluquice de prazos que me imponho cotidiamente.

Umas pessoas tentam me convencer de que estou zangada, séria ou “diferente”; não aceito nem engulo este discurso; percebo claramente o caráter de alunos que me tentam ludibriar o tempo inteiro e constato que cada um é que sabe de seu caminho. Sorrio então ironicamente com o canto de boca. Aquele risinho só meu, imperceptível para o mundo alheio e ensimesmado. Eu vou me vingar? De jeito nenhum… A vida que surre ou beije quem quer que seja.

É hora de retornar, consigo trocar a aula vespertina, vou ao Detran resolver o pepino do carro batido, não há engarrafamento em pleno meio-dia, ou melhor, há sim, do outro lado da pista, os carros estão parados em fila interminável, mas a minha flui a 80… O gato liga, a Secretaria de trânsito não tem uma fila sequer; na xerox, só uma pessoa na minha frente… Menos de cinco minutos e tudo resolvido. Volto para casa.

Decido comer bem e cozinhar a  semana inteira. Então asso o peixe com legumes em oliva abundante à moda lisboeta. Um bom pão de linhaça, salada de rúcula, alface, espinafre, pimentões e picles… Logo o peixe aromatiza toda a casa e o arroz feito com cenourinha deixa a mesa ainda mais bonita.

Recebo duas boas notícias por telefone e fax.

Se a campainha tocar e aparecer um homem lindo e apaixonado com um bouquet enorme de rosas amarelas (as minhas preferidas), vocês podem dizer até que eu estou sonhando ou mentindo…

Quando

O tempo de Vinícius é quando. O meu também está sendo e creio que por isso ando angustiada.

Vontade de começar (pela milésima vez) a fazer ginástica: clichê que já me cansou. Matrícula na dança: eternamente adiada. Nova graduação: cara demais (ninguém falou a  estas faculdades particulares o valor do salário mínimo?). Mestrado à vista: vagas que nunca abrem, projeto, burocracia, sacrifícios. Comidas ruins da empregada: falta-me tempo para cozinhar. Vontade de dormir: ter que acordar cedo. Vontade de viver: provas a corrigir. Dieta: insanidade do fim de semana. Compras: limite de cartão e cheque. Apartamento novo: o contrato demorará a vencer. Lembranças do passado: já passadas. Perspectivas do futuro: ainda futuro.

Amanhã será outro dia? Não. Será segunda-feira.