Mooooooooorram de Inveja

Esta pessoinha que vos escreve foi ao lançamento do livro Como é que chama o nome disso de Arnaldo Antunes aqui em Salvador.  Mil contratempos ocorreram para me impedir de ir. Fui (que eu sou leonina).

Arnaldo autografou os livros e depois fez a leitura e declamação de alguns poemas bem ao seu jeito, às vezes grave, às vezes (en)cantador. A poeta (gosto mais de poetisa) Mônica Costa fez parceria ao ler os poemas e, logo em seguida, leu também a sua análise da obra à luz das teorias de diversos lingüistas e filósofos.

Antunes respondeu às perguntas de um auditório lotado e me fez literalmente viajar em seu discurso conexo, antenado e político. Delícia de noite!

Sem violão, guitarra ou qualquer outro instrumento que não os pés – para marcar as batidas das canções – e a voz, arriscou algumas músicas e poemas para o público (clap clap clap clap).

Eu, que não sou besta, não gastei minha vez perguntando nada… O que eu queria ali era maior do que qualquer informação. Disse-lhe, logo na entrada, a importância de sua canção Socorro na minha história e solicitei ao longo da noite através de dois bilhetinhos que a cantasse. Lá pelas 21h30, no finzinho do evento, quem ficou até o fim pôde ouvi-lo atender ao meu pedido e me ouvir cantar a música todinha enquanto o ‘cara’ fazia a sua interpretação genial da letra. Perdeu o fôlego? Os meus olhos encheram de emoção e vi os meus alunos calouros também curtindo com um carinho enorme o momento todo especial. (Um ‘pretensioso’ dueto (risos):  eu na minha cadeira cantando para mim, lógico!)

Quem leu as primeiras páginas do A vida em palavras sabe que esta música foi a minha canção no primeiro semestre de 2006. A fase passou, a canção ficou.

Agora, com sabor mais especial ainda.