Árvore genealógica

  Este charme de trisavô é o pai do pai de minha avó Neyde Freire de Carvalho.  Ah, dá uma olhadinha no link da Câmara Municipal de Salvador.

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“Nome Completo: Carlos Augusto Freire de Carvalho
Profissão: Médico
Data de Nascimento: 29 de Agosto de 1857
Filiação: José Eduardo Freire de Carvalho e Emília Adelaide Freire de Carvalho
Cônjuge: Estefânia Espinheira Freire de Carvalho (1º esposa)
Ernestina Espinheira Freire de Carvalho (2º esposa)
Obs: Ao ficar viúvo casou-se com a cunhada.

Filhos: Alberto, Estefanote, Alexandre (este aqui é o meu bisavô!), Aurélio, Orlando, Adolfo, Alice, Maria da Pureza, Maria José, Julieta, Armando, Mário, Aylton, Jaime, Carlos Augusto Freire de Carvalo Filho
Falecimento: 14 de junho de 1931

Formação Educacional:
Aos 18 anos matriculou-se na Escola de Marinha no Rio de Janeiro, cujos estudos foi obrigado a abandonar por ter sido atacado por Febre Amarela. Voltando a Bahia fez o curso de farmácia e depois o curso de Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, concluindo o curso em 1887 com a defesa da dissertação: Considerações acerca da eclampsia e o seu tratamento.

Atividade Profissional:
Foi Médico da saúde pública, onde tomou parte ativa no combate as epidemias de Febre Amarela e Varíola na sua fase mais ativa.
Nomeado preparador da carreira de Terapêutica da Faculdade de Medicina, cargo que exerceu por mais de 10 anos. Dedicação a Clínica Humanitária, especialmente nas Freguesias da Penha e Mares. Militou na Imprensa como repórter, e redator nos órgãos do Partido Conservador, e Estado da Bahia, e a Gazeta da Bahia, cujo diretor era o seu Pai, o Cons. Freire de Carvalho.
No Governo Washinton Luís, por indicação do seu amigo Dr. Otávio Mangabeira, foi nomeado Presidente do Conselho Administrativo da Caixa Econômica Federal da Bahia até o seu falecimento.

Atividade Política :
Como médico humanitário nas freguesias da Penha e Mares, logo se tornou um dos mais fortes chefes eleitorais desta capital. Seu reduto principal era o da Pedra Furada.
Em 1908, como vereador, assume a presidência do Conselho Municipal de Salvador, exercendo esta função até 1911.
Foi senador estadual 1912
Foi Deputado Estadual e Presidente da Câmara Estadual durante 4 anos

© Câmara Municipal de Salvador, Praça Tomé de Souza – Salvador – Bahia – Brasil
C.E.P.: 40.020-010. Tel.: (55+xx+71) 3320-0100

Criado por: Marcio Oliveira / Dmitry Rocha “

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Estou agora envolvida em fornecer dados aos pesquisadores primos. Até mais. 

Um homem só

A toada da canção entristece tudo … As bolsas sob os olhos parecem hoje ainda mais fundas, mais inchadas… Na moldura de um rosto másculo, os fios envelhecidos de uma barba por fazer quase grisalha. As marcas do tempo se percebem ainda mais nitidamente quando o olhamos varando os limites do físico e adentrando sua alma.

Tristeza. Solidão. Frustração. Certezas de ser só.  

O homem maduro, cansado da livre existência, mais uma vez constata o fim do romance que quisera eterno. Que faltara? É sempre assim. Despedaçado, passa os olhos pelo quase nada de pertences que lhe restam. Livros, roupas, discos, um som e … meia dúzia de itens mais. Que sentido há em querer os demais objetos ou móveis? Tudo pode ser refeito. Tudo.  

De relance, olha a estante repleta de livros e os sapatos na prateleira de baixo militarmente alinhados. Pode-se entrever uma sombra de solidão em seus olhos. Calado, caminha em direção ao quarto. Na cama, a mulher que fora sua até tão pouco tempo. À vontade, deitada está entregue ao deleite dos lençóis macios. Com certeza ela cheira. O doce cheiro de uma mulher…

Tira os olhos de cima do seu corpo, respeitoso pelo fim do relacionamento e , sozinho, fecha o armário de roupas ainda ocupado pelas suas camisas . Uma peça fica um tanto de fora e, delicadamente, com os dedos alisa a manga da camisa pra dentro da porta sanfonada. Nesse ritual tão mudo, parece querer entender os cuidados que outrora deveria ter tido. O silêncio está em sua alma, enche o seu corpo de vazios, corta a sua existência inteira. Tímido e silente, o adeus quase sussurrado ecoa entre as paredes que de tantos sonhos foram testemunha. 

Este homem é grande. Mas tão pequeno agora…