Enterro nunca é lindo…

… mas o de Pavarotti foi. Que homenagem, que emoção!

A Mani publicou Nessun Dorma de Puccini que é linda!!! A morte dele me fez pensar nas críticas que fizeram ao longo de sua carreira por cantar ao lado de astros populares de diversos países. Muito pelo contrário: acho maravilhoso! Primeiro porque a ópera chega ao grande público mais facilmente; depois porque ninguém em parceria conseguia superar a maravilhosa voz dele. A atitude do tenor foi mais amor à boa música que qualquer pessoa possa imaginar.

Roberto Carlos (juro! – pausa para comentar – com um italiano sofrível) cantou a Ave Maria de Schubert (que justamente considerou um privilégio, um atrevimento e uma concessão do tenor) e  Ó sole mio!

Bryan Adams também cantou O sole mio e (de novo) ver os risinhos e a carinha sempre feliz do grande tenor só me faz pensar que a companhia dos outros artistas parecia mais um tributo de todos os coithados cantando para ele, o meu sol, o sol de todos. Darren Hayes fez o mesmo… e o risinho feliz de Pavarotti me faz conjecturar a cada novo parceiro de palco que ele realmente cantava fácil e plenamente o que os seus ‘colegas’ de ocasião se esganiçavam para conseguir.

Observem que ao final da primeira parte, todos os três (Roberto, Bryan e Darren) fazem a carinha de consegui! meio soberba e aliviada pelo desafio. Então entra o mestre, de cada vez com um tom mais ou menos grave, como se quisesse inicialmente harmonizar com o seu antecessor para depois, sem nem precisar engolir o fôlego, fazer a música estupefaciente!

Viva forever , Pavarotti! Em tua música, em tua arte, em tua carinha de bonachão (ele não parecia um papai noel disfarçado?)…

Barry White  cantou com ele My first, my last, my everything , deu seu show particular, o tecladista também, até que pára estupefacto para ver e ouvir o tenor cantar. Barry harmoniza com Pavarotti um dueto para a história da música! 

Bono cantou, Gloria Stefan cantou, Jon Bon Jovi cantou, muitos cantaram, tiveram o privilégio.  Celine Dion cantou com ele I hate you them I love you.  Andrea Bocelli cantou junto Medley sung e Ave Maria.

Pavarotti recebe em seu palco ninguém menos que Liza Minelli . Cantaram com a maestria peculiar a ambos : New York, New York. Um dos melhores duetos que já ouvi.  James Brown  cantou It´s a man’s world com o seu riso de quem sabe das coisas. Isso é música. Quem sabe, sabe. Para finalizar, a comparação justa e única, ou melhor, os três cisnes que o século passado nos ofereceu Nessun dorma.

Deixa-nos Una furtiva Lagrima.

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3 comentários sobre “Enterro nunca é lindo…

  1. Eu também gostava dessa postura sem preconceitos dele, cantando ao lado de musicos populares, e cantava do jeito dele (Pavarotti), vestido a carater, sempre!!! Com emoção, sempre!!! beijos…

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