Ato consumado. Depois: papel assinado.

Mês passado, fui convidada a um casamento. É. Um casamento. Enquanto me arrumava… meu deus, as pessoas ainda se casam!

foto: Alena Cairo

O noivo e a noivinha em questão moravam juntos. A lua-de-mel já fôra há uns quinhentos anos. Ainda assim, ainda que convivendo, ainda que conhecedores das mazelas do estar juntos, ainda que cientes das faces não maquiagem da mulher e das flatulências e arrotos masculinos, ainda assim, sem unha pintada, sem tênis novo e com muitas disputas pela privada, eles se reuniram na tradicionalíssima igreja. É. É verdade.

foto: Alena Cairo

Casalzinho bonitinho e interessante. Um verdadeiro amor. Chá bar moderninho, convite divertido – que este photoshop faz é coisa, música ao vivo e até despedida em cantoria do noivo da vida de solteiro (um show à parte) divertiram convidados que presentearam o casal com lembrancinhas inúteis e verdadeiras utilidades (leia-se necessidades) domésticas.

Ambos: mesma profissão. Ponto positivo? Nem sei. Há tantas divergências nas convergências! Eles viajam muito. Ah, então é isso… Vai ver que não se conhecem ainda– dirão os céticos.

Sei não… sei não…

Era noite, eu estava toda prosa, de saltinho alto, felicíssima com meus cabelos soltos, dirigindo meu carro e minha vida até que o tarãran tarãran tan tan tan tan.. tan tan… ecoou naquele espaço soberbo da arte e aquele vestidão todo passou pela minha frente. Uma só lágrima ridícula umedeceu meus olhos de convicta mulher moderna e bateu então uma vontaaaade de representar também o papel!

Ahahaha… passou, passou. Pelo menos até o próximo sábado, quem sabe (?), quando vou novamente a outro casamento (epidemia?).

A melhor parte, sem sombra de dúvidas, além da carinha de felicidade da minha amiga e do seu respeitadíssimo marido abençoado por deus e bonito por natureza (mas que beleza!) , foi o buffet maravilhoso da Belle’s. Comi tanto que voltei cinderela para casa: eclair do vestido aberto para respirar.

fotos : Alena Cairo