Caloura no primeiro dia de aula

Faz mais de 10 anos que entrei como caloura na sala de uma faculdade. Lembro que faltei ao primeiro dia depois de muito convencer minha mãe de que poderia pegar algum trote e de que aquilo poderia ser perigoso.

Na verdade, me deliciei com a sensação de liberdade que me invadiu ao descobrir que, agora, sim, aos 17-quase-18, eu estava livre da tutela exacerbada dela na escola. Meu Deus!

Cada um na sala, dono de seu nariz, assistindo às aulas que bem quisesse. Isso seria o paraíso.

Não haveria SOE, Coordenação e Direção atrás de mim. E nem diretoras amigas de minha mãe ou freiras que não tinham o que fazer para ligar para ela caso eu fizesse alguma besteira. Estava livre para fazer a bobagem que quisesse.

Foi assim que fui a muitas festas, calouradas, cheguei atrasada a algumas aulas e faltei outras que não julguei importantes. Eu viajava e voltava só quando queria. Delícia pura de ser jovem.

Logo no segundo semestre, a ficha caiu: ou eu bem estudava e virava uma profissional que prestasse ou bem eu ficava na vagabundagem doce dos que não querem nada. A ‘responsa’ e a educação falaram mais alto. Terminei então sendo uma aluna responsável embora soubesse bem administrar minhas necessidades pessoais de faltar às aulas para namorar ou ir à praia de vez em quando.

Outra coisa que descobri logo no segundo semestre também: tudo que eu tinha deixado para estudar depois fazia falta e não seria jamais estudado. Então aprendi a estudar antes do professor cobrar. Porque eu detesto pressões. E acho estudar algo tão maravilhoso que jamais ninguém poderia me convencer de que era uma saco.

No cinema com as crianças

Você nem tem filhos, mas afinal são férias e leva duas adolescentes e duas crianças ao cinema. Na bilheteria, segurando a mão da pequenininha de 5 anos, pede à moça:

– Boa tarde, por favor, quero cinco meias…

Ao que a pequenina, com a carinha surpresa, retruca:

– Meias? Para quê? É por causa do frio, Alena? (sorriu…) Nunca vi ninguém comprar meias para ir ao cinema…

SEMPRE É TEMPO DE APARECER…

Não estava nos meus planos ficar tanto tempo sem net.  Eu sinceramente não imaginava que houvesse a possibilidade de estar sem pc. Fora todos os problemas de placa mãe e dos filhos dela que a resolveram trocar… ainda enfrentei o malfadado fardo de internet discada. Nem e-mail a porcaria baixa no outlook, creiam.

Desde o dia 17, muitas águas rolaram, vocês nem imaginam.

O fato é que eu estou muito feliz, apesar de tantas intempéries.

Falta pouco para eu ficar on line de novo.  É que resolvi aproveitar a casa de praia e nem imaginei que teria que abdicar da conexão com o mundo. Desde dezembro, após o Natal, estou realizando um trabalho extra que exigiu de mim 11 horas diárias. O resto do dia? Cama, praticamente. Acordar às 6h30 (em plenas férias do trabalho) e dirigir quase uma hora para passar mais 9h sentada a ler e revisar… hum… não é fácil, não. Ao final do dia, só sono.

Quero dizer às meninas que me mandaram o presente do amigo secreto da Denise que eu amei, simplesmente!!!

Não posso ainda postar fotos, mas elas virão. Breve. 

Neste meio tempo, dia 30, minha avó faleceu. Escreverei a história depois.  Saudades, mas é a vida. Ou a morte…

Ainda neste meio tempo, o love está cada vez mais love. As crianças estão ótimas, divertidíssimas. Minha família anda toda por aqui na praia e a gente tem feito uns ótimos encontros.  Daqueles que rendem bons posts.

Ano passado, eu fiz vestibular de novo. Então, agora, preparem-se: sou caloura.

Mas diz o ditado que ‘Deus não dá asas à cobra‘, portanto… mais novidades em breve!

Um beijo a todos e um ano novo muito, muito, muito bom!!!