Gestando reflexões

Serei legisladora e darei à mulher o direito de gestar em casa sem fazer absolutamente nada por dois anos. Durante os nove meses, ela terá um cartão corporativo para fazer comprinhas todas as tardes e organizar sua nova vida, à espera do seu bebê.

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Sorte de hoje no orkut (juro! ahahaha):

“Você vai ganhar roupas novas”.

Dei muita risada, as coisas estão apertadas por aqui. Já coloquei na mala TODAS as minhas roupas ‘normais’, todas as calças jeans, todos os casacos, todas as blusas e camisolas. Nada mais entra. A não ser a coleção de calças legging e as batinhas da moda que me salvaram das horríveis roupas que ainda vendem nas lojas para gestantes.

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O melhor da aula de Filosofia é que posso todos os dias responder: “só sei que nada sei”.

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Tive reunião com meus dois coordenadores. Avisei a ambos que, neste ano de 2008, estou altamente especializada. Só leio Literatura Especializada. Ficaram boquiabertos, querendo saber as revistas que ando comprando. Mostrei-lhes:

Meu senso de humor continua o mesmo.

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Pai preparador físico, mãe professora agitada, hiperativa.

Sim, o bebê se mexe muito, dá cambalhotas, não pára quieto (o ultra-som foi super engraçado) e… acredite, passeia nos espaços ainda vazios da minha barriga. Nem sempre fica quietinho no ventre. Às vezes, está todo do lado esquerdo. Outras, fica completamente à direita. Estou achando que, se for menino, pode ser lateral no futebol (kkkk).

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Uma das melhores coisas de estar grávida é receber o carinho sincero de um montão de gente que gosta de você. Isso não tem preço.

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Se eu soubesse que era tão bom estar grávida, acho que teria uns cinco filhos já.

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Enjôo? nadica. Alguém já viu quem gosta de comer enjoar?

Desejos? Nenhum. A vida toda eu os tive. Agora, passaram.

Ah, tenho comido pouco doce. Porque eles não têm me apetecido.

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Eu não tenho a mínima idéia de como vou conseguir me livrar de toda a papelada que eu tenho.