O que é mesmo que a maternidade faz com as mulheres?

Eu sempre fui sensível. Tá. (tsc tsc) Tá.

Eu sempre me emocionei. Tá. E daí?

Também endureci. Virei cética. Guardei arroubos de lirismo, que minha alma é viva. Vocês sabem. Tá.

E daí?

Perdi meu pai. Triste demais.

Perdi minha mãe. Morri também. E viva.

Amei. Chorei. Sofri. Sorri. Sonhei. É . Ainda sonho. Ainda.

Mas eu estava tão cética, tão triste, tão só, tão vazia… ainda que você não percebesse, ainda que você não soubesse, ainda que você não notasse ou sequer quisesse reparar.

Mas que coisa é esta que está acontecendo comigo que me deu de novo uma dimensão diferente do real, que me fez eu me sentir transcendente, à parte, ‘encasulada’ em mim mesma, feliz, sensível e gigante?

Que coisa é esta que me plantou a dúvida de novo, que me tirou das incertezas em que eu boiava, que me redirecionou ao futuro? Que me fez sorrir sozinha e chorar de mansinho só de ler um texto bonitinho?

Que alegria é esta que me faz chorar, que medo é este que me faz comum? Que sonhos são estes que me fazem tão clichê, tão mãe-igual?

Que redescoberta de mim, do corpo, da voz, dos sonhos? Que consciência é esta do colo, do peito, do ventre ?

Que universo é este que habita em mim?

É você, meu filho, é você.

É você que me faz querer amanhecer.

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12 comentários sobre “O que é mesmo que a maternidade faz com as mulheres?

  1. Semana passada eu conversava com uma amiga no comecinho da gravidez sobre o fato de que o nascimento do bebê, para a mãe, é uma nova fase de um relacionamento já íntimo, enquanto para o homem é uma apresentação. Que delícia sua descrição da sensação!

    ___________________________________________-

    Jayme, querido! Que honra o tio vir aqui me visitar (correção: nos)!Eu nesta semana estava toda mulher só pensando “coitados dos homens que nunca vão saber a delícia que é “estar grávido” . Pode?

    Abraços!
    😉
    Alena

  2. A, foi ato falho ou vc já sabe que o bebê vai ser menino? Vc diz no texto “meu filho”, repare. Bjão do seu padrinho, feliz por você demais.

    __________________________________________________

    Não, Beto, ainda não tive tempo de fazer o ultra-som(trabalho demais) e ainda não sei. A intuição diz que será menino, mas sempre chamo de o ou meu filho porque ainda penso em o bebê, palavra masculina.

  3. Ah Alena! Que honra ter você no meu espacinho! Bom, a psicologia…é tema recorrente. Porque faz parte do dia-a-dia, não sei se você sabe, mas larguei o curso de jornalismo e agora tô no segundo semestre de psicologia. Escrever agora só de brincadeirinha no blog…e de vez em quando a brincadeirinha acaba trazendo um pouco disso que eu aprendo todo dia, que eu vou maturando e interiorizando…
    Volte sempre que sentir vontade.
    Beijo grande, para vocêS…
    😉

    ps. e precisando de auxilio fraldas, chame mesmo. tenho um irmão de 3 anos e entendo tudo de fraldas!

  4. Alenaaa…grande prof. umaa penaaa que nããOO é minhaa…=/

    Ser filhOO fazz com as vezess sejamos egoistas, sintamos pena de nós mesmos, caimos e nos levantemos, as vezes sós, nos sentimos as vezess assim , mas nãOO estamos nunca, teremos sempree a manhÊÊÊ ou o paiÊE^…que vãOO estar nos olhandO onde quer que esteja… mas aindaa assim nos perguntamoss… que mundoo é esse…!

  5. Estava eu a chegar em casa e me deparei com minha mãe chorando aos prantos senteda em uma cadeira na cozinha, eu de imediato corri para perto dela e tentando ficar calma fiz aquela pergunta básica: Alguém morreu?
    E ela ainda chorando respondeu: Não!
    Comecei a ficar impaciente de tanta curiosidade,e cotinuei: Teve algum acidente, alguma coisa,meus tios, sei lá…
    E ela ainda chorando disse que não tinha acontecido nada, que o problema era com ela.Aí você começa a imaginar mil coisas e eu fui ficando nevosa: fala logo mainha o que foi!
    E ela respondeu: Estou grávida!
    Aos 45 anos de idade o médico disse que seria uma gravidez de risco, a pressão arterial dela está alta, o nível de glicose também e teria que ser tudi muito bem acompanhado. Que choque, logo ela que não queria ter mais filhos!
    Aos 6 meses de getação o inesperado aconteceu, a bolsa rompeu, foi aquele corre-corre em casa, eu nem acreditei, deixei ela em observação no hospital e vim pra casa.No outro dia quando fui visitá-la ela já tinha tido o bêbe…
    O nome fui eu qeu escolhi: Gabriel!
    Hoje eu tenho 21 anos e ele 1 ano e 5 meses, é lindo, o xodó da casa!!!!!!!!!
    O amor da minha vida!!!!!!!!

  6. A maternidade deve ser uma fase de descobertas e de uma solidão, mas uma solidão construtiva… é um momento do eu, comigo mesma.

    Parabéns pelo baby e pelo dom das palavras.

    Bjus

    🙂

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