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A barriga está tão grande, mas tão grande, tão grande que não me deixa dormir mais direito. Não agüento ficar muitas horas na mesma posição. Vira daqui e dali e, de repente, a menininha resolve esmagar meu diafragma ou meus pulmões e acordo com falta de ar e taquicardia. Aí já era. Nada de dormir mais. Ontem, acordei às 4h35 (fui dormir à 1h). Hoje, acordei às 5h (fui dormir meia noite). Amanhã, não sei. Sei que vou dar uma canseira nela. Só vou deitar quando não agüentar mais.

Estou a pensar como é que os barrigudões de cerveja vivem. Que lesões na coluna eles têm. Não é possível que agüentem tanto tempo na vida com o barrigão.

Mas olha que eu estou feliz e curtindo tudinho. O quartinho não sei a troco de que mágica já está com aquele cheirinho delícia de neném. E eu não coloquei perfuminhos nem nada. As roupinhas, coitadinhas, ainda não podem cheirar a ‘comfort’ que o hospital recomenda trinta mil vezes nada de cheiros por causa da possibilidade de alergias. Tudo lavadinho com sabão de coco. Só. Que não tem cheiro delícia de nada. Mas de repente, bem de repente, o último mês chegou e de mansinho o cheirinho de bebê já impregnou todo o guarda-roupa dela.

Domingo, eu faço 33. Nem me preocupei com os 33 porque a semana 36 já chegou. Esta foi a contagem que andei fazendo nos últimos meses. Pela primeira vez na vida, meu aniversário não foi o tema nem a prioridade. “Filhos”. É assim que estou descobrindo esta história de deixar de ser o centro de minha própria vida.