Náufraga (ou Tempo, tempo, tempo)

Mães, no primeiro mês de vida do bebê, ficam tão sem tempo

Quando finalmente a neném dorme, fico entre deitar e dormir, comer alguma coisa, beber água, blogar um pouquinho (uma vontade antecipadamente frustrada de ir ali rapidinho = sair de casa = praticamente impossível!) ou ficar exaurida num sofá qualquer da casa processando mentalmente as informações do dia. Muitas vezes, o sofá vence.

Mães, no primeiro mês de vida do bebê, ainda funcionam no tempo de outrora .

Todos os domingos, quando todos estão em casa e as filhas do maridão também vêm ver a irmã, me bate um desespero ao pensar que terei que trabalhar segunda-feira e o meu corpo dói e a coluna chia e as olheiras se salientam e o sono bate… aí então, no meio do desespero dominical pré-segunda, respiro aliviada (sem metáforas) ao perceber que estou no período de licença-maternidade. E (juro!) agradeço a Getúlio pela lei.

Mães, no primeiro mês de vida do bebê, descobrem a relatividade do tempo sem precisar estudar uma linhazinha de física.

É que todos os dias passam a ser segunda-feira. Com todas as implicações.

Mães, no primeiro mês de vida do bebê, ficam sem noção do tempo.

Já pensei em sair riscando com tracinhos os dias na parede para não perder a noção dos dias completamente.

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2 comentários sobre “Náufraga (ou Tempo, tempo, tempo)

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