Piscinas

Houve um tempo em que todos íamos aos clubes sociais. A família toda, no sábado e no domingo, cedo, para disputar o lugar mais perto da piscina a fim de olhar os filhos sem perder o conforto. Depois os clubes sociais viraram algo brega, cafona… porque cada prédio tinha a sua piscina “particular”.

Quem ia a clubes era o “povão”.  Ficou out.

E assim foi morrendo um por um cada um dos clubes que há 30  ou 25 anos eram sucesso. A Associação Atlética da Bahia é um mausoléu hoje, o Bahiano de Tênis vendeu parte para uma confeitaria e armazém, o Clube Português da Bahia virou um terreno baldio e até invadido pelos sem-teto foi. Depois a sua dívida era tão grande que a prefeitura o demoliu e lá naquela bela enseada da Pituba jaz agora uma praça sem graça feita às pressas pela prefeitura em época de reeleição.

Agora jazem as piscinas dos prédios sub-utilizadas. Também é out ir à piscina do prédio. Discursa-se sobre isso.

Os novos megacondomínios vendem agora piscinões decorativos, clubes em casa. O conceito de clube chega a condomínios com não sei quantos apartamentos – espécie de cortiços de classe média no terceiro milênio – como aquela ‘vila Alpha’ em Salvador. Mas é claro que ninguém os vê assim. Estão na moda.