Tudo novo sob o sol

É. A vida está toda diferente. Quando você tem filhos, existe uma pessoa antes deles nascerem e outra , depois que eles nascem.

Eu, que me arrumava sempre em 15 minutos, saía sozinha, resolvia nove coisas na rua, agora preciso de umas duas horas para ficar pronta, ando em trio ( mãe-bebê-e-babá) e, se consigo resolver duas pendências, me dou por satisfeita.

Segunda-feira, eu voltei a trabalhar. O ritmo mesmo começará na próxima semana, mas já estamos em andanças pedagógicas. Confesso que continuo acreditando que a licença-maternidade deveria durar pelo menos até o primeiro ano do bebê. São muito pequeninos para a gente deixá-los em casa aos cuidados de outra pessoa que não nós mesmas.

Algumas mudanças então já aconteceram na vida de Alice que a deixam muito mais independente de mim. E, se ela choraminga, juro que quem mais sentiu a mudança fui eu. Eu é que queria ficar com ela o tempo todo.

A carência de dar amor é das mães. É a gente que precisa do bebê para amar.