Museu Rodin Palacete das Artes

Finalmente, após seis anos de negociações (incluindo os dois de atraso conforme o previsto), chegam à Bahia, em regime de comodato, as obras de Auguste Rodin. A exposição durará três anos e conta com 62 obras. Em 2007, o Museu Rodin foi inaugurado, mas o comodato não saiu como planejado. Algumas peças vieram e fui vê-las algumas vezes. Agora, poderemos, finalmente, ver mais da arte de Rodin.

Republico meu post de 2007. Depois, virá o novo.

Museu Rodin Bahia

Janeiro 8, 2007 ·

Detalhes da fachada do recém restaurado Palacete do Comendador Bernardo Martins Catharino ( 1862-1944), espaço que abriga as obras do francês Auguste Rodin:

À entrada do Museu, o transeunte já se depara com a beleza da fachada e o belíssimo jardim que abriga quatro obras originais adquiridas pelo Governo da Bahia e pela iniciativa privada. O Museu receberá, em regime de comodato com o Museu Rodin de Paris, 62 obras a partir de março de 2007, as quais serão expostas nos suntuosos salões do palacete.

Na foto acima, detalhes da área externa do Museu Rodin Bahia, o jardim e o calçamento xadrez em branco e vermelho de onde se ergue  Jean de Fiènnes nu (Rodin, 1886). Abaixo, a escultura em ângulo frontal:

Na entrada, a escultura  L’ homme qui marche sur colonne (Rodin, 1877):

O  Torse de l’Ombre (Rodin, 1901):

E, no mesmo jardim à entrada também,  La Martyre (Rodin, 1885):

Em detalhes:

Sobre o Museu, visite aqui informações sobre o baiano@ , veja o site oficial do Museu Rodin Bahia @ ou viaje aqui até o museu em Paris @.

Leitura sofrível

E escrita também. Pense num livro que não alcança o interesse do leitor : O clube do filme. Uma história insossa que talvez pudesse até convencer se fosse contada por outra pessoa ou de outra maneira. Mas a narrativa é tão monótona que a leitura só prosseguiu porque eu tinha o otimismo de que, em algum momento, alcançasse um clímax.  Nada. Não chega a canto algum.

Um pai resolve dar a seu filho adolescente entediado com a escola e com rendimento baixo a oportunidade de abandonar a sala de aula e nada fazer em troca – nem trabalhar nem pagar aluguel – mas apenas se comprometer em assistir a alguns filmes com ele, no mínimo três por semana.

Fora duas relações amorosas um tanto traumáticas para o garoto Jesse, o fato de tocar numa banda e fazer uma viagem para assistir a um show – até então nada contagiante ou fora do lugar-comum – bem como o envolvimento rápido do garoto com cocaína, que não chegou a ser um vício… ademais, nada há na narrativa a não ser as próprias impressões do autor, David Gilmour, sobre os filmes a que assistiu na vida (ele próprio crítico de cinema). A vida comum pode ser excelente pauta de livros, mas a impressão que fiquei foi a de que em nada me acrescentaram. Nada. Tudo muito óbvio, muito nhenhenhém.

O problema prossegue: as opiniões de Gilmour sobre as  películas aparecem de forma superficial, ressaltando um momento um tanto quanto óbvio em cada filme, um ator ou diretor e o garoto não consegue também nos entusiasmar embora por vezes discorde do pai. A narrativa das escolhas de filmes que vai fazendo é cansativa, um roteiro, um manual. Chato demais. Parece um diário de anotações sobre a experiência que depois foi impresso. Mas um diário sem emoções. Sem vida. Como uma lista de supermercado.

Tipo de livro que vai parar num sebo rapidinho. Aos montes.

Saramago

“Que não nos venham pois com histórias, bem te conheço, ó máscara. O mau é que se as máscaras mudam, e mudam muitíssimo, o que está por baixo delas mantém-se inalterável. E nem sequer é certo que tenhamos perdido a inocência.”

Quanto mais eu leio, mais eu gosto.