Furar orelhas

Alice tem 2 anos e 5 meses e ouço absurdos diariamente por causa deste “problema”, creia.

Decidi não furar porque no hospital assisti aos cursos para gestante e a equipe inteira de médicos, fisioterapeutas, psicólogo, anestesista e  enfermeiras foi contra o furo por causa do risco de infecções e do incômodo para o bebê dormir de brinco. Me convenceu. Hoje tenho pena de furar por causa da dor, mas as pessoas enchem a paciência, eu já tive até que dizer que ser menina é mais uma questão de seios e vagina que de brincos na orelha. Também já provoquei: “sim, vou furar, mas um piercing no umbigo ou na língua (risos)”. As caras de susto são ótimas. Também, em outra ocasião,  já disse que vou furar a do meu filho, quando eu o tiver.

Um conselho? Siga seu feeling e pronto.

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9 comentários sobre “Furar orelhas

  1. Eu, adulta idosa, tenho o hábito de usar o mesmo brinco por muito tempo. E, devido ao incômodo para dormir, prefiro os de argolas ou de “encaixe” (não sei se é esse o termo). Mas eu posso optar. Já a criança, compulsoriamente de brinco, não. Mas sempre haverá recriminações. Acho que as pessoas (a maioria delas) fazem as coisas “por hábito”, sem refletir em suas ações e consequencias – principalmente no quesito educação infantil. Parabéns pela postura!!!

  2. Não discordo de você. Adoro assumir minhas dores quando a decisão que levou a elas foi minha, mas vou contar a você minha experiência com orelhas e furos…

    Minha mãe teve pena daquele bebê fofo e rosado, com olhos inocentes e pidões de proteção. Não teve coragem de entregar-me aos carrascos que me causariam dor.

    Não tive as orelhas furadas quando bebê.

    lembro-me, ainda criança, de ficar em frente ao espelho colocando todos os brincos de pressão que a minha mãe tinha e fazendo de conta que eu era linda e tinha orelhas furadas. Quanta inveja de todas as minhas amigas que ostentavam adornos em suas pequenas orelhas…

    Aos 11 resolvi enfrentar a dor. Gelo foi a anestesia utilizada. Não havia máquininhas de furar orelha naquele tempo (idos de 1975). Agulha foi o instrumento usado para a perfuração. Muita dor! Eu, orgulhosa e valente, enfrentei tudo e enfim coloquei o sonhado brinco.

    Tenho mais dois furos em cada orelha e já cheguei a colocar um piercing em uma… Como numa busca pelo tempo perdido.

    Adoro brincos, sinto-me nua sem eles. Todos os seis furos em minhas orelhas vivem ocupados de adornos.

    Foi bom ou ruim ter ficado sem brincos durante a infância? Nem bom, nem ruim… apenas diferente!

    Por que não viver experiências? Dolorosas, felizes…

    Não tenho conselhos, apenas esta historinha com final feliz.

    A menina dos seis brincos de ouro.

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