Nada muito estranho

“Hum…/ Mas se um dia eu chegar/ Muito estranho /
Deixa essa água no corpo / Lembrar nosso banho (…)”

Saudades enormes do tempo em que eu tinha para quem chegar, do tempo em que a água realmente escorria no nosso banho. O pior: só me lembro do banho com quem não deveria. Ainda assim, o clima em minha alma é bom. Sensação muito boa de ter realizado muitas metas de ano novo já agora, em fevereiro (tão ainda em fevereiro!). Fato para anotar no mural: fazer planos dá certo. Vale a pena. Leva a realizações. Mais rapidamente do que imaginamos.

“Hum! /Mas se um dia eu chegar/ Muito louco (…)”

Saudades do tempo em que eu chegava em casa muito louca, algumas vezes, vezes tão boas de risada até altas horas, de papos psicodélicos com amigos distintos, amigos importantes, amigos-cabeça, amigos que valem a vida. Amiga Deda, amiga Sandra, amiga Mônica, amiga Renata e Juli e Luciano, amigo Dadau, amiga Liége, amigo Chico, amiga Eneyle, amigo Roberto. Muito louca de alegria, de embebedar-me de champagne e poesia, de cerveja e lambreta, de Vinícius e vinho tinto.

Saudades do tempo que volta agora, um tempo em que meu riso é maior que eu mesma.

Saudades mais ainda de quando havia quem esperasse, quem encontrar, quem compartilhar.

“Deixa essa noite saber /Que um dia foi pouco”

Saudades antecipadas de quando eu viverei de novo a noite que me dirá que o dia foi tão insuficiente para tanta coisa boa e a dormida será sob estrelas, será sob cobertor, será sob o corpo de quem se ama, será sob o manto do depois.

“Cuida bem de mim”

Não, não tenho saudades de nenhum cuida  bem de mim. Não , não tenho. O último que ouvi foi engodo, promessa vã, disparate frívolo e não cumprido. Melhor esquecer. Tenho uma filha para cuidar . E agora eu cuido muito mais de mim.

“Então misture tudo /Dentro de nós /Porque ninguém vai dormir /
Nosso sonho…”

Já. Já misturei. Tentaram dormir os nossos sonhos, tentaram apagar a nossa alegria. Conseguimos. É. A proeza foi nossa. Inteiramente nossa. Responsáveis e vítimas de si mesmos. De nós mesmos.

A vida é para frente . E tantas vezes quiseste ficar solto. Ficaste. Eu fiquei só.

Mas agora eu sei PARA QUE TANTOS PLANOS. É porque eu quero amar e amar e amar muitos anos. sempre. Porque este amor todo que eu tenho independe de outro, independe de certezas, de dúvidas, de amanhãs. É o meu amor. É a minha carência. É o meu sentido. É o meu sentimento. E ele é grande e cabe aqui, neste instante de amar.

E o meu riso está solto. E a minha alma está leve. e os meus projetos vão bem, obrigada. E muito pouco a pouco eu me reencontrei: diferente, mas eu.

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11 comentários sobre “Nada muito estranho

  1. Oi A, de quem é a nova versão de “Muito Estranho”? Procurei aqui no 4shared e não vi nada além de KLB, Nara Costa e muitos forrós. Não é dessas versões que você tá falando, com certeza. Ah, muito bons os textos. Beijos.

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