Caminhos

O cinza das nuvens e a chuva pálida
há anos metaforizam o coração de concreto.
Se torrencial,
melhor ainda explicam os impossíveis.
E o nada.
O só.
E o vazio lamentável.
Mas conformado.
Itinerante recluso.
Tons amarelos,
árvores semimortas,
folhas caídas do outono de repente
fazem a atmosfera de inverno particular mudar.

Na lógica maluca do tempo,
as alegrias primaveris deveriam se estabelecer
e as cores invadirem os espaços internos.
Olhos de arco-íris.

Outras eras.
No contratempo biográfico,
o tempo de ré no renascer:
outono de quimeras.
Tempos mais brandos.
Felicidades mais simples.

Assim, assim.

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