Vigilantes do peso

Ai, meu deus!
Continuo firme e forte no VP, mas pago e faço mais ou menos direito. Resultado: emagreço mais ou menos também. Cada segunda é uma renovação. Lá pela quarta ou quinta dá desespero, sexta percebo que a semana passou e não fiz ginástica.

Ao menos a vontade não passa. Quero emagrecer, recuperar minha forma e malhar. Tempo? Só na madrugada… Acordar cedinho ou emendar depois do trabalho. Prometo ir hoje à academia. Agora, só penso em voltar para casa e dormir para recuperar-me.

A bike está estacionada. Louca para o grupo funcionar e a gente pedalar, pedalar, pedalar…
Vamos ver o que dá. Hoje é dia de pesar de novo. Ai…

On line, a calculadora que me ajuda.

Medida certa

Ganhei uma fita métrica. Achei-a hoje.

Não é que fui ver a medida errada (impublicável) para tentar chegar à medida certa? Anotei tudinho.

Agora é tomar coragem e ir dormir para malhar muito a partir de amanhã.

(Apesar de tudo extra, bem estar e beleza estão comigo #feliz)

100 dias em que eu mudei a minha vida!

16 de junho.

Hoje eu tenho muito o que comemorar. Já pensei até em publicar as 100 fotos destes dias, 100 fotos que representassem estas vitórias. Mas estou com vontade também de reescrever  post a post e ilustrá-los e também de revelar as entrelinhas e as linhas ocultas.

Estou a pensar. Up date: já pensei, vou reeditar os posts para deixá-los à posteridade.

* * *

Ao mesmo tempo, o fim do projeto foi uma espécie de espiral : voltei mais ou menos para  ponto de partida. (Acredito que  a vida seja assim mesmo: a gente vai e volta a pontos semelhantes da nossa história, só que em outro tempo e com outras possibilidades, inclusive de escolha). Depois que perdi mais uma babá (segundo ela, a mãe está doentíssima), o caos se instalou, unindo-se ao desespero do projeto estar nos últimos dias. Algumas coisas -parece que como num teste – me sufocaram e irritaram, mas sei hoje que talvez tenha sido para a lição final ficar bem sólida. Descobri pela milésima vez o preço de ser mãe sem marido e de ser órfã (leia-se: não ter avós para Alice). Difícil trabalhar, difícil viver, difícil namorar, difícil fazer qualquer coisa normal, até ligar e usar o computador quando se tem uma criança em casa.

As relações profissionais são tensas, parte do grupo não crê ou nunca trabalhou em equipe e isso é difícil para mim, que acredito tanto no trabalho em conjunto e que aposto em partilhar. Ainda assim , continuo com fé em mudanças, amo muitos colegas e percebo possibilidades bacanas de desenvolver projetos com alguns.

Não emagreci tudo que queria, mas emagreci muito. Ainda não reprogramei o  meu corpo como gostaria, mas estou no caminho, as férias chegaram e quero me dedicar a tudo que amo, inclusive muitas atividades físicas.

* * *
O grande detalhe é que, embora o peso ainda me incomode muito, o foco do projeto não foi apenas a aparência, mas algo muito mais interior, aquilo que, como dizia Saramago, está dentro de nós, aquela coisa que não tem nome e que é o que somos. O fato é que, nos últimso cinco anos, me perdi muito de mim mesma – coisas de quem se apaixona pela pessoa errada realmente e enxerga mal o que o outro tem a lhe oferecer e a compartilhar consigo.

Acredito piamente que há relacionamentos em que as pessoas progridem e outros capazes ou de estagnar ou de fazer a regressão de um ou ambos os cônjuges. O meu caso foi típico: incompatibilidade total. Minha vida inteira deu para trás. Virei outra, irreconhecível.

Coragem para mudar o rumo e aprumar a vida. Eu tenho. Sempre tive.

Foi por isso que este projeto nasceu. No dia 05 de março, eu acabei perdendo a última coisa que estava em consonância com a época passada, com a pessoa passada. Meu carro. Quando acordei no dia 09, senti definitivamente que precisava mudar tudo, tudinho mesmo. E foi assim que nasceu este projeto. Do desespero, da depressão. Em resposta a uma vida que eu quero melhor.

Então, 100 dias depois, em que foquei mais em mim que em qualquer outra coisa ou pessoa, posso dizer de novo que venci.

VENCI PORQUE ESTOU ALEGRE E RISONHA COMO SEMPRE FUI.

VENCI PORQUE REDESCOBRI O RISO E A LEVEZA.

VENCI PORQUE ENCONTREI PAZ COM A MINHA FILHA, COM A MATERNIDADE, COM OS VALORES EM QUE SEMPRE ACREDITEI E EM QUE CONTINUO ACREDITANDO.

VENCI PORQUE ESTOU ME SENTINDO BONITA, ATRAENTE, DESEJADA.

VENCI PORQUE ESTIVE EM CONVIVÊNCIA COM PESSOAS REALMENTE AMÁVEIS, REALMENTE ADORÁVEIS, REALMENTE AMIGAS.

VENCI PORQUE DESENVOLVI UM BOM TRABALHO, PORQUE CONQUISTEI MEUS ALUNOS E OS PAIS DELES, CRIANDO UMA EXCELENTE ATMOSFERA DE COOPERAÇÃO E CONFIANÇA.

VENCI PORQUE FIZ ESCOLHAS CERTAS.

VENCI PORQUE VOLTEI A VIAJAR, A SAIR, A PAQUERAR, A SORRIR E A RIR E A GARGALHAR.

VENCI PORQUE ESTOU TRABALHANDO, PORQUE TENHO PLANOS E PROJETOS PARA BREVE.

VENCI PORQUE SUPEREI DIVERSOS OBSTÁCULOS PASSO A PASSO, CONQUISTANDO MUITO DO QUE HOUVERA PERDIDO.

VENCI PORQUE MEU DESTINO É ESTE.

VENCI PORQUE ACREDITO NA VIDA, NO AMOR, NA AMIZADE, NAS PESSOAS E, SOBRETUDO, EM MIM.

100 dias para mudar minha vida – Dia 99

15 de junho

Penúltimo dia. Mando Alice para a escola em que a matriculei, sem ninguém para tomar conta dela em casa, agonia para ir buscá-la… Nervosão de manhã, malcriação dela, necessidade de minha irmã ir levá-la… pensei que ia ter um infarto.

* * *

Chego à casa cedo. Dia da Graduação dos meus alunos. Vontade de ir ao salão, me arrumar, de estar uns 10 quilos a menos… Encontro obrigações maternas e decido rápido: arrumo Alice e rumamos para a festa da escola, onde eu discursaria. No caminho, compro um saco gigante de guloseimas  para entretê-la e fazer com que ela não fale e não chore e nem faça nenhuma malcriação para atrapalhar a cerimônia.

Deu certo.

Venci. Fiquei feliz demais. os meninos e as meninas estavam lindíssimos, felizes.

Meu discurso agradou, foi muito sincero. Vi muitos pais chorando, muitos mesmo, e seus olhos brilhavam e o sorriso de confiança que depositavam em mim me deu a medida certa das coisas. Os alunos estavam emocionados, amei! Vi choro e reconhecimento do trabalho.

* * *

Fiquei – como gosto – até o fim da festa. Bate papo com mães e pais que eu adoro.

100 dias para mudar a minha vida – Dia 98

Três dias! Nervoso absoluto, tensão geral, estou um caco, super acabada, verdade seja dita. Ansiosa e chateada com o boicote.

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14 de junho.

Chego de viagem hoje e parto a mil para casa.

A ansiedade do chilique de minha irmã me fez detonar em comidas não saudáveis, atacar tudo que não presta: salgadinhos, cheetos, doritos e ruffles com coca-cola. E eu nem sou de comer estas coisas. Viciei. Ah, e chocolate de quebra. Com certeza a balança vai me mostrar o que eu fiz na reta final. M*rda!

* * *

Em casa, minha irmã convocou minha tia, que estava sozinha na sala com o baby enquanto os outros dois dormiam tranquilamente.  E eu a ponto de ter um infarto.

Peguei meu pacotinho e zarpei para casa.

100 dias para mudar a minha vida – Dia 96 e 97

12 de junho: dia dos namorados sem namorado, ganhei ingresso para ver Zizi Possi e não pude ir (morramos). O dever me chama: meu nome é trabalho.

Não bastassem os obstáculos da vida, ainda me meto numa trilha. Acordar cedo e rumar para a escola em pleno domingão: Field Trip !

Para começar bem a trilha, alongamento com o grupo todo. Delícia. Eu amo alongar! Excelentes lembranças de alongamentos: minha primeira professora foi minha mãe… depois umas recordações mais adultas. 😀

De quebra, muita chuva na estrada, uma turma bacanérrima e o fechamento do meu projeto chegando com uma importante e simbólica superação: voltei a viajar.

De brinde: esta paisagem maravilhosa!

Casinha charmosa e mais uma ponte desafiadora no meio da trilha e a minha sábia decisão de ir pelo rio, pulando as pedras como no velho jogo Pitfall do Atari: já basta de obstáculo na vida real. Se houver atalho, estou pegando.

Boas paisagens e boas pessoas pelo caminho:

Atividades de sobra:

100 dias para mudar a minha vida – Dia 95

Cinco dias!

11 de junho

Saída estratégica para quem está sem babá no sábado: visita à amiga com filha pequena também. Bom papo, amizade viva, crianças brincando muito e , grátis, sua amiga ensinando sua filha a fazer xixi. Almoço muito bom, passeio à tarde no shopping para comprar biquíne (pedaço de pano minúsculo com preço de 100 metros de tecido).

Mashmallows sumiram de Salvador!

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Até quase 23h no mercado terminando de resolver as compras encomendadas para a viagem. Muito lanche não saudável na bagagem para as crianças. mINHA DIETA VAI PARA O BREJO = AUTOBOICOTE.

Malas prontas, filha dormindo. Cansaço GIGANTESCO.