Caso de amor

Um caso profundo de amor com meus materiais escolares: caderninho com capa da Mérida, canetinhas coloridas, cortadores, tesouras, estojos mil e 20 laudas escritas há pouco. Ô delícia! E lembrando como é bom sentir o barulho gostoso de uma página com erros ser arrancada impiedosamente pela espiral do caderno. Não, o delete não dá a mesma sensação.

A prova de que casa precisa de amor

Eu fico aqui reclamando da casa e louca para reformar, sentimento total de inadequação. Mas, pesquisando na net como reformar com pouco dinheiro, encontro preciosidades como esta que só fazem mesmo me provar o quanto uma casa mais precisa de amor, é de amor. Amor.

Este de solteiro eu amei!

Buona Fortuna per Me – a explicação

Acertou em cheio, Meguita!

Não fiquei milionária, nem mil ganhei. Mas fiquei felicíssima porque eu, a descrente mor em todo e qualquer processo de loteria, estava p*t* da vida no dia 30 de dezembro, quando pessoas importantes para minha filha criaram-lhe uma situação ruim.

Dentro do aeroporto, a lotérica estava simplesmente entregue às moscas e eu, no auge do pós-raiva, da inconformidade, do desejar não precisar nem um pouquinho mais de dinheiro de outrem, pensei: poxa, todo mundo joga neste negócio, menos eu. A agonia e a expectativa da mega da virada estava seduzindo o mundo e só eu parecia a humana brasileira que não estava nem aí para isso. Costumo dizer que prefiro gastar 1 ou 2 reais com o picolé ao invés de jogá-los…

Bom, o fato é que eu estava nesta situação, chateadíssima, decepcionadíssima, após liberar o fardo dos ombros por ter calmamente dito uns desaforinhos que precisavam ser ditos, quando vi a lotérica oca. Pensei com meus botões: “Não custa nada jogar… quem sabe? Aliás 2 reais…” Então deixei a tiopatinhagem de lado e fiz o cartão mais aleatório dos meus 35 anos de idade e talvez quinto jogo neste tempo todo. Pintei quadrinhos e esqueci o assunto.

Joguei o bilhete num saco junto com 300 outros papéis que se foram acumulando durante as férias (tenho mania de juntar notas fiscais para prestar conta – até a mim mesma!) e literalmente esqueci o assunto. Havia visto que os ganhadores eram de outros estados e sequer me lembrei de que havia outros prêmios.

Pois nesta semana, domingo, quando eu fazia o faxinão de ano novo aqui em casa, achei o bilhete de lotérica e nem sabia se era novo ou velho nem de que ano era. Também não olhei, mas empurrei na agenda com a intenção de conferí-lo só para comprovar que nada acertara e que não valia a pena o engodo da loteria.

Na segunda, no trabalho, abri a agenda e estava lá. Curiosa, vi o número do concurso e decorei os números. Não é que quando abriu a página da net eu vi exatamente os três primeiros números? Ainda pensei que eu estava maluca e que tinha decorado o resultado e não o meu bilhete. Quando vi 4 acertos e o 38 e não o 37… poxa! Por um eu poderia ganhar 17000. Nem sabia se pagavam quadra… conferi e …!!! Ganhei 416,34.

Por instantes pensei que minha vida poderia ter mudado completamente… mas mudou mesmo! O Otimismo que sempre foi meu foi reforçado de verdade pelo episódio, me senti ainda mais forte, mais confiante e certa de que até no azar eu tenho muita sorte!Graças! Estou realmente reconstruindo minha vida e os bons ventos têm soprado.

O dinheirinho foi bem destinado e … pela primeira vez , fiquei muito , muito feliz em constatar que …

… azar no amor, SORTE NO JOGO!

Cirque du Soleil Quidam

Quidam é uma prova de superação do humano, é uma ode à beleza, uma história de revelação do magnífico que o corpo humano pode fazer.

Quidam me encantou ao ponto de eu passar duas horas feliz, sorrindo, batendo palmas entusiasticamente e, por vezes, até com lágrimas aos olhos de emoção.  Desde 1996 que está em cartaz. Ao pensar no tempo, 13 anos após a sua primeira exibição, quando um magnífico ESPETÁCULO como este vem ao Brasil, mais exatamente ainda na sua cidade, não há como conceber ficar de fora. A não ser quando não fazemos idéia do que seja. Só o desconhecimento faz passar ao largo um show como este.

Segundo a definição da wikipédia,

“Quidam: um transeunte sem nome, uma figura solitária numa esquina da rua, uma pessoa a passar apressadamente. Podia ser qualquer um. Alguém a chegar, a partir, a viver na nossa sociedade anónima. Um elemento na multidão, um entre a maioria silenciosa. Aquele dentro de nós que grita, canta e sonha. É este o “quidam” que o Cirque du Soleil celebra.”

Logo no primeiro ato, Shayne nos faz maravilhados ao vê-lo girar e girar e girar na roda alemã em desafio `a gravidade e à possibilidade, com uma leveza que nos transporta ao universo onírico. As voltas e piruetas e a dança na roda entontecem. Lindo!

As menininhas chinesas revelam a destreza ímpar com o ioiô chinês. Os diabolôs rodam, giram, sobem e descem na corda enquanto dançam e realizam malabarismos e trocas entre elas. Palmas e mais palmas…

Força física parece o de menos face à graça e à leveza de Anna, enroscada no tecido vermelho, a voar em nossa imaginação. Contorcionismos múltiplos criam um efeito de rara beleza. Esquecemo-nos de que temos limitação e tudo é feito com tanta propriedade que nos causa a sensação exata de que também somos capazes de tanta superação. Quem foi que disse que o corpo é o limite?

O sincrônico saltar de cordas ao som de uma música capaz de enlevar a mais pesada das almas faz os artistas parecerem crianças livres de um tempo que a nossa recordação custa a crer. Transporta-nos para o deslumbramento de sentir as primeiras vitórias ao conseguir pular corda ou talvez aos olhos maravilhados de quem assiste a quem o faz com perfeição. A coreografia envolve 20 acrobatas que saltam e dançam num ritmo coordenado enquanto a magia das cordas girando enfeitam o ar.

Imagem do site oficial Quidam Cirque du Soleil

Imagem do site oficial Quidam Cirque du Soleil

As garotas e os arcos no ar a girar, girar, girar… voam em nossa imaginação e trazem suspiros de beleza. Um figurino belíssimo e a graça de meninas que bailam e voam, voam, voam…

O vídeo vale :

Os artistas se enroscam em cordas e nos revelam o que o ser humano pode fazer… quem dera nos ares estar assim.

Há apenas um grandissíssimo problema: ver em vídeo, na net, na foto e até mesmo na lembrança… não, nada supera a beleza do espetáculo ao vivo.

Asa e Jerôme em sua performance conseguem mostrar tanta simbiose entre um homem e uma mulher, dois corpos que se entrelaçam em posições deveras impossíveis, que me fizeram crer ser esta talvez a metáfora mais perfeita do AMOR.

Não se perdem um do outro, andam devagar, movimentam-se pouco a pouco, palmo a palmo, toque a toque… entrelaçam-se com uma sintonia que nos leva à leitura de um casal amante.

Há apenas um grandissíssimo problema: ver em vídeo, na net, na foto e até mesmo na lembrança… não, nada supera a beleza do espetáculo ao vivo.

Tive vontade de ir umas cinco vezes.

Conselho útil

Quem um dia na vida quiser ter filhos, vá a estas lojas de bebê e pegue a listinha básica de enxoval. Corte logo 30 % de besteiras e coisas fúteis e inúteis que o comércio inventa só para lucrar mais, mas que , na prática, não terão função alguma na vida (nem na sua nem na do bebê).

Leia a lista de cima até o fim e … pasme. Deixe o seu queixo cair ao descobrir que não tem absolutamente nada daquelas quinhentas coisinhas de que um bebê precisa. Assim ocorreu comigo em janeiro.

Depois vá vendo os precinhos de adulto que as coisinhas de criança têm. Se for menina, vá à loja mais linda de sua cidade e descubra que aquele minúsculo sapatinho de bolinhas vermelhas que vão fazer sua filha virar a Miss Universo têm o preço de sapatos italianos para você. Mas deseje-os mesmo assim. E, se puder, faça uma gracinha a si própria, afinal a bebê nem vai saber a graça que eles têm. Você, o pai e as tias de plantão é que vão derreter.

Cheguei à conclusão de que eu deveria ter começado a fazer este enxoval aos 15 anos 😉 .

Cor de couve-flor grafitti

Ahaha… a vida é bela e quando não pinta o que você quer, o melhor é comprar suas próprias tintas e dar uma corzinha na sua vida.

Meu escritório agora é cor de couve-flor grafitti:

 

Na mesma leva, resolvi que meu quarto entraria 2008 verdinho. Segundo a cromoterapia, verde é saúde, verde é prosperidade e verde é dinheiro (tudo de bom, tudo que eu quero!) uh lá lá!

Bons fluidos.

 

Viciei

Eu não sei quem teve a infeliz idéia de abrir as portas aos produtos estrangeiros ( 🙂 !) …

Eu estou evitando a todo custo ir naquele templo das tentações para não me empanturrar mais ainda desta deliciosa invenção belga:

Jules Destrooper   Biscuiterie (since 1886 – Belgium )  www.destrooper.com