Há dias

Há dias em que , simplesmente, tudo funciona bem.
Há dias em que sua tolerância está maior, seu bem-estar prevalece e as coisas, tacitamente, acontecem.
Há dias em que a leveza se instala suavemente e vira promessa e projeto de vida.
Há dias em que o azul ilumina. A alma.

Nude

Dia nude

ao som  de Nando Reis e Skank “Sutilmente”

Estou no Rio para ver se rio mais.
Vim domingo, estou em casa de amiga, me divertindo e sendo feliz como manda o fakebook. Conheci gente interessante e ampliei um pouquinho este círculo de amigos que podem enfim nos apresentar a um namorado novo, quem sabe?!
Afora… andando, como Alena Gump, parente daquele outro, para ver se faz sentido a vida. Período sabático, estou me dando o prazer de me reencontrar em essência depois que tantas coisas se perderam pela vida. Ou de me reinventar.
Não, não estou triste, mas de vez em quando choro um pouquinho. Mais de emoção que de tristeza. Nas entrelinhas, vez ou outra, fico triste também. Nesta medida inexata que é a vida.
Beijo


Alena

P.S.: Aqui estou on tb, que amigo que se preza tem casa wi-fi.

 

Acabei de inventar

Como já falei várias vezes, gosto de rituais. Há lugares que nos causam lembranças dolorosas, que nos angustiam ou nos lembram o que poderia ter sido e não foi. Talvez o Leme da sua vida que se perdeu tal qual sonhara…

Pois bem, três anos depois, o tempo estimado de um luto mesmo, retorno ao local onde muitos sonhos saíram pedalando numa derrocada que me custou um preço altíssimo: família desfeita. Planejo voltar àquela porta de ferro, enorme, ver através das grades que nem fantasmas habitam os corredores frios, quiçá o muquifo de sonhos desfeitos. E descalçar lá as minhas sandálias douradas, os laços que se desfarão, velhos e frágeis, solados corroídos pelo tempo, gastos por tantas pedras  e asperezas. Descalça, caminharei em busca de lugar melhor, de ressignificações e um sapato novo .

Cuida bem de mim

Cuidar de si exige mais empenho do que a gente pensa. São tantas coisas e pessoas que nos sugam e atrapalham as nossas metas que podemos acabar não sendo prioridade para nós mesmas. Comprei este ano uma agenda linda, diferente da de compromissos outros. Todos os dias, abro a minha pessoal primeiro. E leio e releio ao longo do dia. Nela, agendo tudo que é importante para mim e sempre resolvo primeiro o que há ali registrado. Tem dado certo, tenho me sentido muito melhor, mais motivada e feliz. E a regra é clara: todos os dias do ano eu tenho que fazer algo bem bacana por mim.

Propontos Vigilantes do peso

A nova dieta do VP é o resultado do aprimoramento do próprio método. Eles reuniram em apenas quatro livrinhos os 12 anteriores e condensaram as melhores dicas para perder peso, o que funcionava de verdade a cada proposta e trazem novas contas, novas cotas, novas orientações.

Se repararmos bem, entenderemos que o VP (como no tempo das cores verde (livre), amarelo(atenção) e vermelho(cuidado, pare)) incentiva irrestritamente o consumo de frutas e verduras e legumes. São fibras naturais que dão mais saciedade e, sem dúvida, são melhor processadas pelo organismo. Amei! Adoro frutas e verduras e o novo método, com frutas, folhas e a maior parte de legumes e verduras valendo zero incentiva, nas horas de desespero e comilança ansiosa, a comermos o que é natural.

Proteínas valem muitos pontos e carboidratos também bem como bebidas alcoólicas (uma latinha de cerveja de 300 ml por 5 propontos!). O incentivo é que parte de carboidratos integrais valem menos (como o pão light) e , para quem já fez outras vezes (eu estava escolada) as novas contas são um desafio inteligente.

Eu gosto particularmente de estudar muito e dominar o método se torna um desafio.

A calculadora é complicada para a maioria, mas eu tirei de letra. Vão vender uma digital, mas ainda não está disponível na Bahia.

Não emagreci muito ainda e já inteirei a 5a semana. A culpa? Minha. Não anotei o que comi e tive de lá para cá uns chiliques de estresse que não dominei. Minha vida não andava tão boa assim e algumas situações familiares bem como aperto financeiro ainda têm me desequilibrado, além de um clima idiotamente chato no trabalho. Mas vai passar.

A greve da polícia veio a calhar, embora a cidade esteja em um estado lastimável e eu realmente lamente o que o povo baiano anda passando: terror e pânico. A insegurança é generalizada. Entretanto, os dias na caverna têm servido para que eu arrume minha cabeça e meu coração, supere alguns obstáculos internos e avance. Arrumei a alimentação, ganhei dose de autoestima, injetei na veia o ânimo necessário para malhar e fiquei longe do que não gosto.

Os ganhos são visíveis.

A academia me espera, estou malhando de novo e meu projeto é , além de voltar a ter o corpo que eu tinha em 2003, ter a alegria que me é peculiar e também virar desportista de vez (sonho antigo).

Se tudo der certo, malharei todos os dias e – quando conseguir, duas vezes diárias para compensar em 2012 o meu plano de malhar os 365. Janeiro foi meio furado, mas consegui uns dias. Daqui a pouco, cumpro a meta.

* * *

Estou perseverante.

 

 

Descobertas

Para emagrecer, não basta matricular na academia. Tem que frequentar.

Frequentando, tem que malhar.

* * *

Para emagrecer, não basta matricular no vigilantes do peso.

Tem que frequentar. Tem que anotar. Tem que controlar. Tem que fazer as contas. Tem que fazer escolhas. Tem que pesar para finalmente ficar mais leve.

 

Tudo que eu desejar

Todos os livros nos lugares. Hora das palavras explodirem na blogosfera de novo.

Faz mais de um ano que eu me mudei para esta casa. Foi em outubro de 2009. Coração arrasado.  Separação iminente. Retornar à Ítaca não foi bem o que desejei após 9 anos de Odisséia. E carregava uma filha então e malas de frustrações. Sem dinheiro. Nenhum centavo.  Sem amor.  Arrependida de ter acreditado. Sem emprego. Opção justificada, mas estranha.

Passei exatos DEZOITO  meses sem arrumar minha casa. As coisas estavam nos lugares, mais ou menos, mas sem amor, sem alegria, sem organização. Jogadas. Há tempo tento fazer a arrumação. A cada tentativa, sobravam tantas coisas que nem sabia o que fazer. Aparentemente melhor isto ou aquilo, a verdade para quem tinha olhos de fora era que aquilo não era um lar. Apenas um amontoado de peças desconexas.

Meus móveis não combinavam – a casa era grande e antiga demais. Indesejada. As coisas estavam usadas, velhas, sem viço, quebradas.  Paredes descascando, telhado furado, goteiras. Meus olhos tinham perdido a alegria de ver.

Um ano e seis meses em que eu não fui feliz aqui. Pensei em ir embora várias vezes. Tristeza e depressão. Sentia-me só apesar de Alice.

Montanha de dívidas.

Então, cinco meses após a mudança, tracei um plano: PROJETO MINHA VIDA DE VOLTA. Coloquei uma placa de isopor na parede em cima do computador e escrevi tudo, tudo que eu queria ter de novo e que já tivera um dia. Dei-me prazos. Quatro meses depois, as coisas já tinham mudado de configuração. Estava menos arrasada e DETERMINADA  a ser FELIZ  de novo. As coisas não foram fáceis. Atropelavam-se. Mas eu tinha arranjado dois empregos bons e feito a opção pelo melhor. De volta à ativa e o projeto de ficar um ano com minha filha realizado. Eu queria  a sensação de dedicação à maternidade e alcancei.

Alice não teve festa de aniversário. Embora recebesse dez vezes mais que eu quando ela tinha um ano, o pai não patrocinou o segundo ano dela. O primeiro foi por minha conta. Chateadíssima fiquei. Mas para tudo tem solução. Terá. E também uma lição. Já aprendi.

Troca-troca de babás, até uma ladra passou aqui. Outra achou que tinha o direito de governar minha entrada e saída de casa. Uma delas deslocou o bracinho de Alice.  Houve a que chegou a esfaquear o namorado meses depois de sair daqui. Também uma antes me fez perder o trabalho por causa das faltas: não tinha com quem deixar o bebê e ela nunca chegava nas segundas-feiras. Houve a que fez Alice ter uma injustificada crise de gagueira. Outra era porca. Mais uma sem noções de higiene. Outra preguiçosa. Uma fuxiqueira. Outra mentirosa. Foram mais de 20. Por isso não me arrependo de trocá-las todas. Sempre vem alguém melhor e acredito mesmo que a decisão é certa. Agora começo a ter mais paz. Enfim.

Faltam pregos na casa, preciso trocar as brocas de minha furadeira e empunhá-la de novo. Fizeram-me crer indevidamente que existiam trabalhos que não eram femininos e, por conta de baixa autoestima e solidão, não pendurei os quadros, os espelhos, as fotos, os nichos, as prateleiras. Hoje, em minha lista de compras, escrevo pregos, buchas, brocas e um jogo novo de chaves de fenda. Voltei a quem eu sou, me sinto forte e disposta, feliz. E certa de que a furadeira e o que eu mais quiser poderei segurar.

Os problemas ainda me atropelam, mas eu já sei levantar porque fiz isso muitas e muitas vezes na vida. Perdi meu pai, minha mãe, meu avô, meu tio, minha avó e , por fim, a outra avó que tanto me foi inspiração e exemplo. Morreu também um primo. Parece que para lembrar sempre que a hora é agora, que o tempo é este e que a vida é minha. Fênix renovada a cada queda, a cada morte, tranquila pude escolher uma páscoa diferente para mim este ano.

Optei por mim.

Em três dias, acho que fiz muito do que me faltava há tanto tempo.

Estou alegre. Dou risada. Gargalho de novo. E abraço as pessoas. Ouço música. Brinco com as crianças. Tenho saudades dos meus já idos. Escolhi quem realmente valia para companhia nesta estrada da vida. Amigos que me são caros.  Leio muito . De novo. Reencontrei a poesia. Voltei a escrever. A fotografar. A ter planos. A conhecer pessoas. A reencontrar pessoas. A ser referência de novidade e alegria.

E hoje à noite farei um brinde a esta que eu sou.  Acompanhada de pessoas legais.