Publicado por: Alena Cairo em: 6 janeiro, 2010
Feliz ano novo ,de verdade!
Desejo que haja saúde sem grandes problemas, que haja motivos para muitos sorrisos gratuitos, que haja graça para muitas gargalhadas entre amigos, que haja circunstâncias para brindes largos e sonoros, que haja paixão para beijos de tirar o fôlego, que haja abraços para o conforto instântaneo, que haja prazer para a leveza do ser fazê-los andar graciosos entre a gente.
Você é especial para mim.
Um beijo
Alena
Publicado por: Alena Cairo em: 9 dezembro, 2009
Publicado por: Alena Cairo em: 11 novembro, 2009
Coisas que a gente nunca pensa que podem acontecer: um apagão geral como este decorrente dos problemas em Itaipu.
*
E a totalidade das consequências reais é muito difícil de imaginar na prática.
*
Previsão: há quatro horas mais ou menos, fazendo o trabalho da faculdade aqui, pensei : “poxa, e se faltar luz?” Faltou. Mas não aqui. Graças.
Publicado por: Alena Cairo em: 29 outubro, 2009
terça-feira, 12h30, última aula: tchau, pessoal, bom fim-de-semana!
Coisas da Bahia.
Publicado por: Alena Cairo em: 26 outubro, 2009
Finalmente, após seis anos de negociações (incluindo os dois de atraso conforme o previsto), chegam à Bahia, em regime de comodato, as obras de Auguste Rodin. A exposição durará três anos e conta com 62 obras. Em 2007, o Museu Rodin foi inaugurado, mas o comodato não saiu como planejado. Algumas peças vieram e fui vê-las algumas vezes. Agora, poderemos, finalmente, ver mais da arte de Rodin.
Republico meu post de 2007. Depois, virá o novo.
Detalhes da fachada do recém restaurado Palacete do Comendador Bernardo Martins Catharino ( 1862-1944), espaço que abriga as obras do francês Auguste Rodin:
À entrada do Museu, o transeunte já se depara com a beleza da fachada e o belíssimo jardim que abriga quatro obras originais adquiridas pelo Governo da Bahia e pela iniciativa privada. O Museu receberá, em regime de comodato com o Museu Rodin de Paris, 62 obras a partir de março de 2007, as quais serão expostas nos suntuosos salões do palacete.
Na foto acima, detalhes da área externa do Museu Rodin Bahia, o jardim e o calçamento xadrez em branco e vermelho de onde se ergue Jean de Fiènnes nu (Rodin, 1886). Abaixo, a escultura em ângulo frontal:
Na entrada, a escultura L’ homme qui marche sur colonne (Rodin, 1877):
O Torse de l’Ombre (Rodin, 1901):
E, no mesmo jardim à entrada também, La Martyre (Rodin, 1885):
Em detalhes:
Sobre o Museu, visite aqui informações sobre o baiano@ , veja o site oficial do Museu Rodin Bahia @ ou viaje aqui até o museu em Paris @.
Publicado por: Alena Cairo em: 24 outubro, 2009
Patrícia Giudice entrevistou para o jornal O Tempo o juiz de Sete Lagoas MG . Não acredito até agora nas palavras que ele proferiu. Já faz um tempinho, mas o assunto veio à pauta novamente.
Acho que vou escrever duzentas páginas de comentário e análise das suas palavras.
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Ah, leiam o texto da Cynthia Semírames.
Publicado por: Alena Cairo em: 24 outubro, 2009
Por que eu mar evaporo
e volto a ser gota de chuva
que caio
naquele rio
no mesmo lugar ?
Tão gota, tão lágrima…
Publicado por: Alena Cairo em: 24 outubro, 2009
E escrita também. Pense num livro que não alcança o interesse do leitor : O clube do filme. Uma história insossa que talvez pudesse até convencer se fosse contada por outra pessoa ou de outra maneira. Mas a narrativa é tão monótona que a leitura só prosseguiu porque eu tinha o otimismo de que, em algum momento, alcançasse um clímax. Nada. Não chega a canto algum.
Um pai resolve dar a seu filho adolescente entediado com a escola e com rendimento baixo a oportunidade de abandonar a sala de aula e nada fazer em troca – nem trabalhar nem pagar aluguel – mas apenas se comprometer em assistir a alguns filmes com ele, no mínimo três por semana.
Fora duas relações amorosas um tanto traumáticas para o garoto Jesse, o fato de tocar numa banda e fazer uma viagem para assistir a um show – até então nada contagiante ou fora do lugar-comum – bem como o envolvimento rápido do garoto com cocaína, que não chegou a ser um vício… ademais, nada há na narrativa a não ser as próprias impressões do autor, David Gilmour, sobre os filmes a que assistiu na vida (ele próprio crítico de cinema). A vida comum pode ser excelente pauta de livros, mas a impressão que fiquei foi a de que em nada me acrescentaram. Nada. Tudo muito óbvio, muito nhenhenhém.
O problema prossegue: as opiniões de Gilmour sobre as películas aparecem de forma superficial, ressaltando um momento um tanto quanto óbvio em cada filme, um ator ou diretor e o garoto não consegue também nos entusiasmar embora por vezes discorde do pai. A narrativa das escolhas de filmes que vai fazendo é cansativa, um roteiro, um manual. Chato demais. Parece um diário de anotações sobre a experiência que depois foi impresso. Mas um diário sem emoções. Sem vida. Como uma lista de supermercado.
Tipo de livro que vai parar num sebo rapidinho. Aos montes.
Publicado por: Alena Cairo em: 18 outubro, 2009
Há quem pense que o que eu escrevo revela tudo de mim. Quiçá soubessem as linhas invisíveis do meu pensamento.
Publicado por: Alena Cairo em: 15 outubro, 2009
“Que não nos venham pois com histórias, bem te conheço, ó máscara. O mau é que se as máscaras mudam, e mudam muitíssimo, o que está por baixo delas mantém-se inalterável. E nem sequer é certo que tenhamos perdido a inocência.”
Quanto mais eu leio, mais eu gosto.
Publicado por: Alena Cairo em: 13 outubro, 2009
Eu tinha vinte e seis anos quando pisei pela primeira vez o pé na terrinha. Ao sair do ar condicionado do aeroporto, lembro-me como se fosse agora, trajando uma calça cáqui e uma blusa na qual havia uma grande índia pintada, chorei ao respirar o ar português pela primeira vez. Havia algo genético: era o que parecia… Talvez eu sentisse ali a emoção da tradição que, aos poucos, foi se confirmando. Talvez ali, naquele momento, as aulas de História ecoassem aos poucos na minha mente. Talvez as palavras de Gil falando sobre encontro dos povos me impressionassem ainda. Talvez a minha avó paterna estivesse claramente agora para mim visualizada como fruto mais direto – ainda não perdido – daquela cultura que herdara dos pais.
E eu cheguei a Lisboa. A sensação primeira é que aquele momento seria o início de muitos encontros. Encontro comigo, com o meu passado, com os meus antepassados. Encontro com traços indeléveis da minha cultura que eu não saberia dizer até então o quanto eram herança de Portugal.
A ida ao hotel, os olhos atentos como os de uma criança a descobrir o mundo e a maravilha da cidade tão cosmopolita e tão histórica. O Rossio e os calçadões da baixa, o marco dos descobrimentos, a torre de Belém, os pastéis de nata, a ginjinha (com elas!), as igrejas, o castelo de São Jorge em cujas paredes voa uma donzela diáfana (juro que eu a vi a vagar!)… a nostalgia de flautistas por toda a baixa, a beleza do Tejo, a modernidade do cais, os magníficos restaurantes onde me viciei em comer muito e bem e muito e bem e muito… o parque das nações com todas aquelas bandeiras a tremular e a emoção de nos descobrir brasileiros embaixo da verde-amarelinha, o teleférico, as Tágides reconstruídas à beira do Tejo, o oceanário (!!!)… a carne de javali, os vinhos, as bodegas, o elevador de Santa Justa, o arroz de sarrabulho, a recepção acalorada ao nos saberem brasileiros pelo sotaque, a emoção de ver (eu, professorinha de literatura) o túmulo de Camões, a beleza da arte manuelina, os almoços intermináveis regados a vinho na casa do amigo Zé, as rabanadas com vinho do Porto, os amigos que fui acumulando, as prendas carinhosas que recebi, o sotaque gostoso de ouvir dos portugueses, os pães que me ensinaram o que era pão, as azeitonas as quais comi sem parar, as cerejas frescas na beira da estrada, o patê de sardinha mais maravilhoso do planeta(vício certo!), a Marisqueira com suas sentollas e a certeza de que Portugal é um país maravilhoso.
Sintra tão pertinho a nos erguer no alto da serra o magnífico palácio mouro, suas ruas tão poéticas, o litoral e seus fortes, a beleza do Oceano Atlântico ( e pensar que é o mesmo que nos banha aqui)…
Estrada rumo a Óbidos, Évora, Marvão, Serra da Estrela (que trutas!), Nazaré, Braga, Guimarães, Porto, o rio Douro, os rabelos, Coimbra (e viva a Universidade!), Valença, Viana do Castelo, o rio Minho, Covilhã, Leiria, Santarém, Portalegre, Sines, Faro, Sagres… Todas todas com post merecido a desenvolver…
Fui a Portugal a passeio em 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 … e devo voltar lá a partir do ano que vem. Um encontro maravilhoso comigo mesma, um amor à pátria que também é minha, um reconhecimento de raízes, um encontro emocionado.
Infelizmente, para minha surpresa e vergonha, me deparei com o vídeo do programa Saia Justa no qual a Maitê Proença dá um show de estupidez, desrespeito e ignorância. O Brasil deve, no mínimo, desculpas diplomáticas a Portugal.
Publique-se o vídeo para que se tome conhecimento e um protesto mesmo nasça. Trarei aqui algumas memórias da minha relação de amor com Portugal. É o mínimo que posso fazer.
Publicado por: Alena Cairo em: 2 outubro, 2009
Todos os dias, eu acordo com a possibilidade de ser feliz. E é assim que conduzo a minha vida. Há dias em que não logro êxito.
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Hoje pareceu um dia diferente. Havia a possibilidade de sempre.
E ela de repente virou certeza.
No carro, de manhã, um cd para dirigir na estrada (e a própria vida) Madeleine Peyroux. A canção evoca uma sensação gostosa de poder seguir a estrada segundo seus princípios. E isso é muito bom. E muito gostoso.
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Tirei uma nota excelente na prova que fiz.
Ah, tá bom, estou cansada de saber que isso não é o mais importante e que todo conceito de avaliação pode ser relativizado. Mas eu tirei uma nota excelente e, nesta hora, eu sou só uma aluna feliz, muito feliz com isso.
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Assisti nesta semana a três tácitas demonstrações de que ainda há professores que pensam num direito diferente, numa possibilidade social de um mundo melhor. E isso mantém a minha fé na humanidade.
Ainda será possível enquanto assim acreditarmos.
E isso me move.
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Parece que minha sala está finalmente entendendo a força do grupo e o benemérito da solidariedade.
E isso me conforta e me traz esperança. Também.
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Cheguei em casa e minha filha me sorriu feliz por me ver de novo, mais um dia. E eu larguei a bolsa no chão, as preocupações de lado e as bigornas de opressão para abraçá-la com toda a mãe que eu posso ser.
E isso me deixa feliz.
Muito plena.
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Almocei uma paella com umas taças de casal garcia branco. Tá, eu mereço.
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O Rio venceu a competição para sediar as Olimpíadas (não por ironia agendei a paella, eu juro que nem sabia que Madri estava no páreo para o segundo lugar hoje). E isso, nas palavras do nosso presidente, realmente significa um certificado de cidadania internacional. E eu faço parte deste Rio porque ele contém uma porção que há também em mim: a brasilidade.
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E hoje, nem que a vaca tussa nem que qualquer transeunte queira… hoje, exatamente hoje, eu me sinto libérrima. E feliz. Porque Alena.
Publicado por: Alena Cairo em: 21 setembro, 2009
Muita gente confunde muita coisa. Cynthia Semíramis escreve tranquila e lucidamente sobre o lingerieday no twitter.
Publicado por: Alena Cairo em: 21 setembro, 2009
Basta você ter um filho para confirmar a certeza que já guardava há tempo: a sua cidade é DESPROVIDA de espaços sociais interessantes que não sejam pagos e particulares. Os grandes parques estão decadentes, sujos e abandonados. São inseguros. A biblioteca pública… tsc tsc tsc. Dá pena. Vou aventurar em breve a Monteiro Lobato para ver o que me espera (aguardem).
E, sinceramente, eu me recuso a aceitar que as formas de lazer da minha filha serão concentradas nos shoppings da urbe. Parquinho infantil de plástico com grama sintética e um espaço com tv e dvd (??!!) pago por hora: blarght! Parques eletrônicos nos grandes centros comerciais: sempre??? Bares adultos com um cercado onde se coloca uma tv com dvd (de novo!!?? – babá eletrônica) , umas animadoras desanimadíssimas que se arrastam entre as crianças, uma casinha plástica e umas quinquilharias mais uma cama elástica (somente e sempre ela). Nada contra estas formas de lazer, mas só elas? Ar livre, parque público, grama, árvores, banquinhos, calçadões na praia… tudo limpo, organizado e seguro. Em Salvador? Só se for.
Desesperada na net, fico buscando o que fazer de interessante nos fins de semana. Teatro é sempre bom, cinema também (mas Alice ainda não encara a telona). Mas estou escarafunchando o que fazer para poder proporcionar à minha filha uma formação diversa. Vou ter que – vira e mexe – voltar à estrada.
Mas também não posso deixar de comentar aqui a descoberta fantástica que fiz há um tempinho: o blog PEQUENÓPOLIS. Excelente indicação do que anda acontecendo em Salvador. Vale conferir.
Publicado por: Alena Cairo em: 21 setembro, 2009
Fazer uma nova faculdade nos oferece uma sensação enorme de ignorância.
E isso é muito bom.
Publicado por: Alena Cairo em: 21 setembro, 2009
Estou viciadíssima em e-book.
Publicado por: Alena Cairo em: 21 setembro, 2009
é só o que dá vontade de fazer quando a gente se conscientiza da quantidade de textos e livros para estudar. Nossa, a sensação que eu tenho sempre é a de que deveria fazer o semestre depois de tê-lo estudado todo. Assim: concluimos os estudos e depois voltamos ao início, ao primeiro dia de aula, para conseguir realmente fazer com que a aula aconteça: dialogando com o professor.
Ah, e tem mais: prova tradicional ainda???
Publicado por: Alena Cairo em: 19 setembro, 2009
Faz quinze dias que eu estava numa grande papelaria de Salvador e de repente uma gritaria e um tumulto. Pensei que era um assalto e me dirigi ao fundo da loja. A confusão passou e, quando fui ao caixa, descobri estarrecida que um homem desferira um murro contra uma mulher. Ela tinha cerca de 35 anos. O homem era o pai dela. E ele fugiu. E uma mulher ainda foi capaz de proferir as palavras: “alguma coisa ela deve ter feito”.
Publicado por: Alena Cairo em: 18 setembro, 2009
Muitos casos de relação homem e mulher em que predomina a ótica machista se pautam na afirmação do sujeito homem a partir da negação do sujeito mulher, na objectualização da mulher.
O dia-a-dia consiste na infiltração de comentários depreciativos que gotejam na mente feminina como simples observações cotidianas ‘inequívocas’, interpretadas à luz de um partidarismno patriarcal e segundo os interesses de dominação do homem, sujeito da relação. Melhor seria dizer: senhor da relação. É um risinho porque ela deixou cair um prato (“você é tão atrapalhada…” “nem para pôr a mesa meu amor serve…”), é um comentário jocoso porque ela estuda (“não sei para quê… eu lhe dou tudo! Não dou, amor? Que mais você pode querer se já tem o meu amor?”), é uma crítica porque dirige parte de seu dinheiro para manter a auto-estima (“a gente em crise e você gasta com salão?”) … os exemplos são inúmeros. Vários.
Aos poucos, o homem mina autoconfiança da mulher, a faz abdicar do que é importante, a deixar de ser o eixo e o centro da própria vida. Este tipo de relação evolui pela negação absoluta do valor mulher e pela solidificação dos valores do homem, o dono, o chefe. E este insiste e não mede esforços, ora sutis, ora grotescos (“se eu terminar com você, arranjo mulher em qualquer esquina!”) para fazer dela o objeto INESSENCIAL da relação.
Quando a mulher chega a se sentir o inessencial, o nulo, a não-mulher, o contra-valor, urge que se repense e que busque o resgate, o retorno. Nem sempre ela conta com apoio – às vezes até sua família reproduz os valores sociais machistas e a condena quando pretende libertar-se.
Enxergar-se como SUJEITO da própria história e não se sujeitar aos ditames generalizados do outro e perguntar-se a si mesma quem é e onde está, onde quer chegar: talvez sejam os primeiros passos. Libertar-se da rede-armadilha pelo homem criada de que ele é o seu porto seguro, a sua via única de salvação, e buscar, sim, urgentemente, outras mulheres, para se solidarizar com elas e descobrir o quanto inequivocadamente os padrões (mesmo desgastados) ainda se repetem em nossa sociedade. É que é necessário que se construa uma teia de mulheres entrelaçadas pela sua condição mulher, pela sua singularidade enquanto sujeito da sua própria história a fim de que o discurso feminino realmente tenha voz e tenha vez, para que ele encha com o seu canto autenticamente assumido a sua própria existência e a da alteridade.
Quando ela se afirma e auto-afirma sujeito único e absoluto, sua voz chega a outras que, ao ouvi-la podem sentir o eco do ser que pulsa em si. E tomar uma atitude.
Publicado por: Alena Cairo em: 18 setembro, 2009
“Tudo o que os homens escreveram
sobre as mulheres deve ser suspeito,
pois eles são, a um tempo,
juiz e parte.”
Poulain de La Barre
Publicado por: Alena Cairo em: 15 setembro, 2009
Ah, tá… o novo(?) livro de Dan Brown apresenta trama que se passa em 12 horas…
Twitter de ‘celebridade’ falando abobrinhasestá bombando (!!!)
Manoel Carlos lança uma novela com mais uma Helena…
Contem-me outra!
Publicado por: Alena Cairo em: 14 setembro, 2009

url da imagem: http://imgsrv.kstt.com/image/kstt/UserFiles/Image/dirtydancing%281%29.jpg
Eu tinha 13 anos e ele me arrancou suspiros. Assisti 13 vezes no cinema ao filme Ritmo quente ou Dirty Dancing. Eu tinha 16 anos e vi Ghost umas quatro vezes no cinema. Até hoje gosto de ouvir She’s like the wind.
Hoje ele morreu… Como assim? Difícil perceber que as pessoas morrem.
Publicado por: Alena Cairo em: 14 setembro, 2009
é a tortura psicológica contra a mulher. Escrevi algo há tempo, mas venho cada vez mais me incomodando com os relatos que ouço. Vem bomba em breve. Estou por aqui com o que a mulher sofre.
A Denise reproduz um pedido de socorro de uma anônima e a blogosfera se solidariza com a resposta.
Publicado por: Alena Cairo em: 10 setembro, 2009
A Nalu traduz um excelente artigo aqui sobre “(…) o impacto do segundo filho”
A Ticcia escreve este poema lindo .
A Denise nos traz as viúvas da Índia.
Publicado por: Alena Cairo em: 10 setembro, 2009
Você toma um vinho chileno perdido na sua mini adega… vá lá que não é o seu preferido, você ama muito mais os portugueses, especialmente depois que viu tanta cortiça nos campos da terrinha e mais todas as caves em Vila de Gaia, no Porto… ah, tá… mas é vinho, e “in vino in veritas” sempre.
Parece que o fato de realmente ver o sol nascer da janela do quarto significa algo muito maior. E eu sabia. Sabia que isto estava acontecendo. É um renascer… um resgate, um reviver eu mesma.
E o vinho parece que me conduz a isso, leve, livre e torpemente. Amada. Sei lá pelo quê. Talvez por mim.
E de repente dá uma saudade maluca de Gaia, Vila Nova, daquelas caves gigantes, dá saudade dos rabelos no Porto, dá saudade da blusa vermelha de gola alta que eu usava em Portugal. E ela jaz inerte aqui no armário… sei lá, talvez… Me deu saudade de minha festa de 30 anos…
E de repente eu morro de vontade de noites na varanda discutindo poesia, morro de desejo de spaguettinis, de fotografias com a minha canon…
e um desabafo inebriado…
e uma saudade de Praia do Flamengo em tempo áureo…
e vem a lembrança de um casal em Conde, Bahia, que morava dentro da areia da praia. Ele era Cláudio, ela eu não lembro… sei que eles saíram de Bsb para tentar a vida no longínquo da Bahia. E a pousada que construíram tinha uma concepção completamente gnomos… aquela coisa lindinha meio de sonho sem luxo e com um potencial humano demasiadamente humano… e eu leio agora que minha amiga recém parida está separada… que bom , eu penso, com certeza foi o melhor para ela… e vejo ontem duas surpresas em dois blogs sobre mim… e fico feliz… e as canções de Chico ecoam agora em minha casa porque o meu projeto de gente dorme e me deixa enfim blogar… e ela está embalada por nós, pelo que é nosso … por Chico… e dorme mesmo um anjo… e assim eu reconstruo o que chamo de FELICIDADE… e ela existe. Está em mim e pode estar em você se permitir.
Beba um vinho. Porque eu vou dormir com Nietzche. Ou com o travesseiro. (os)
E eu amanhã queira acordar em São Paulo, juro. Ou em Lisboa.
Mas vou ter a melhor aula do mundo. E isso basta-me . Por enquanto.
Publicado por: Alena Cairo em: 10 setembro, 2009
Uma tacinha de vinho para voltar a sorver esta que sou eu.
Publicado por: Alena Cairo em: 10 setembro, 2009
Ainda me preocupo com o tipo de estudante que temos em sala de aula. Sei que são vítimas em grande parte do modelo tradicional de educação. Mas pensar é possível…
Uma professora nossa pediu que lêssemos O Mercador de Veneza de Shakespeare. Pediu que víssemos o filme homônimo também. E que lêssemos A luta pelo direito de Rudolph Von Ihering.
Bom, a questão é que os alunos agora andam reclamando que ela não ministra aula em sala, que não têm assunto para estudar. Toda aula é dialógica, mas, como não tem esquema e conteúdo programático predefinido, com slides intermináveis e transparências repetitivas, grande parcela do alunado não consegue perceber que seja aula. Discussão, leitura e manifestação das idéias, interdisciplinaridade, analogias, registros pessoais, resumos e tal… nada disso é aula.
Ah, a professora também não mandou ler para ontem sete livros-bíblia, mas solicitou apenas duas referências que considera mínimas e importantes, indispensáveis.
E a “galera” a pensar que não há aula incisivamente.
Ai, ai.
Publicado por: Alena Cairo em: 9 setembro, 2009
sempre acontece quando você vê o nascer do sol…
Publicado por: Alena Cairo em: 5 setembro, 2009

Foto original do site http://www.cirquedusoleil.com/en/shows/quidam/show/acts.aspx
Quidam me encantou ao ponto de eu passar duas horas feliz, sorrindo, batendo palmas entusiasticamente e, por vezes, até com lágrimas aos olhos de emoção. Desde 1996 que está em cartaz. Ao pensar no tempo, 13 anos após a sua primeira exibição, quando um magnífico ESPETÁCULO como este vem ao Brasil, mais exatamente ainda na sua cidade, não há como conceber ficar de fora. A não ser quando não fazemos idéia do que seja. Só o desconhecimento faz passar ao largo um show como este.
Segundo a definição da wikipédia,
“Quidam: um transeunte sem nome, uma figura solitária numa esquina da rua, uma pessoa a passar apressadamente. Podia ser qualquer um. Alguém a chegar, a partir, a viver na nossa sociedade anónima. Um elemento na multidão, um entre a maioria silenciosa. Aquele dentro de nós que grita, canta e sonha. É este o “quidam” que o Cirque du Soleil celebra.”
Logo no primeiro ato, Shayne nos faz maravilhados ao vê-lo girar e girar e girar na roda alemã em desafio `a gravidade e à possibilidade, com uma leveza que nos transporta ao universo onírico. As voltas e piruetas e a dança na roda entontecem. Lindo!
As menininhas chinesas revelam a destreza ímpar com o ioiô chinês. Os diabolôs rodam, giram, sobem e descem na corda enquanto dançam e realizam malabarismos e trocas entre elas. Palmas e mais palmas…
Força física parece o de menos face à graça e à leveza de Anna, enroscada no tecido vermelho, a voar em nossa imaginação. Contorcionismos múltiplos criam um efeito de rara beleza. Esquecemo-nos de que temos limitação e tudo é feito com tanta propriedade que nos causa a sensação exata de que também somos capazes de tanta superação. Quem foi que disse que o corpo é o limite?
O sincrônico saltar de cordas ao som de uma música capaz de enlevar a mais pesada das almas faz os artistas parecerem crianças livres de um tempo que a nossa recordação custa a crer. Transporta-nos para o deslumbramento de sentir as primeiras vitórias ao conseguir pular corda ou talvez aos olhos maravilhados de quem assiste a quem o faz com perfeição. A coreografia envolve 20 acrobatas que saltam e dançam num ritmo coordenado enquanto a magia das cordas girando enfeitam o ar.

Imagem do site oficial Quidam Cirque du Soleil
As garotas e os arcos no ar a girar, girar, girar… voam em nossa imaginação e trazem suspiros de beleza. Um figurino belíssimo e a graça de meninas que bailam e voam, voam, voam…
O vídeo vale :
Os artistas se enroscam em cordas e nos revelam o que o ser humano pode fazer… quem dera nos ares estar assim.
Há apenas um grandissíssimo problema: ver em vídeo, na net, na foto e até mesmo na lembrança… não, nada supera a beleza do espetáculo ao vivo.
Asa e Jerôme em sua performance conseguem mostrar tanta simbiose entre um homem e uma mulher, dois corpos que se entrelaçam em posições deveras impossíveis, que me fizeram crer ser esta talvez a metáfora mais perfeita do AMOR.
Não se perdem um do outro, andam devagar, movimentam-se pouco a pouco, palmo a palmo, toque a toque… entrelaçam-se com uma sintonia que nos leva à leitura de um casal amante.
Há apenas um grandissíssimo problema: ver em vídeo, na net, na foto e até mesmo na lembrança… não, nada supera a beleza do espetáculo ao vivo.
Tive vontade de ir umas cinco vezes.
Publicado por: Alena Cairo em: 5 setembro, 2009
Achei no site oficial o vídeo/trailer para a gente sentir o aperitivo:
http://www.cirquedusoleil.com/en/shows/quidam/show/big-top.aspx
Eu não sei até agora do que foi que eu mais gostei.
Publicado por: Alena Cairo em: 4 setembro, 2009

Eu vou.
Publicado por: Alena Cairo em: 2 setembro, 2009
O sorriso de minha filha é a lira de meus sonhos.
Durmo reconfortada todas as noites porque vejo um bebê feliz perto de mim.
Confesso-me realizada.
Ao entrar em sua festa de um ano, posso dizer que ela sabia que era a festa dela. Foram alguns meses de preparo em que ela viu em casa cada coisa, participou de cada momento e construiu junto a mim os detalhes do dia em que recebemos os amigos e familiares para festejarmos juntos.
Ela ficou até o fim acordada. Parecia um ébrio, é verdade. O olho estava inchado, bem vermelho, mas ela lutava para se manter acordada e batia palminhas… No finzinho, adormeceu em meu colo, ao seio. Depois, acordou de novo e o pai a ninou.
Repetiria cada convidado. É muito incrível quanto nos iluminamos quando vemos cada pessoa chegar. É que alegria é contagiante.
Agora aho que posso dar um rumo a este blog. Sinto-me missão cumprida. Terminamos uma etapa e a vida se abre de novo em possibilidades.
Desejo que venham dias melhores.
Publicado por: Alena Cairo em: 13 agosto, 2009
Assim a minha fada completou um ano: trazendo para mim uma alegria gigantesca.
Publicado por: Alena Cairo em: 27 julho, 2009
É. É hoje. Vinte e sete de julho. E eu tenho um monte de coisas para contar.
Publicado por: Alena Cairo em: 20 julho, 2009
Parece que o marasmo vai chegando ‘finalmente ao fim’…
É que , de repente, muitos objetivos novos se descortinam e muitas coisas boas começam a acontecer…
Publicado por: Alena Cairo em: 12 julho, 2009

Alice
Amanhã meu bebê faz 11 meses. O fato pode parecer (e ser) trivial para toda a humanidade, mas para mim não é.
Alice veio melhor que eu. E creio que os filhos sejam assim mesmo: a oportunidade da gente se descobrir menor, de realmente entender o significado de alteridade e, também, de se apaixonar pela humanidade. É. Apaixonar-se pela humanidade.
Alice me ensinou o que realmente significa renúncia. A extensão inteira da abdicação que só as mães são capazes de realizar. Sim. Só as mães.

A primeira piscina de bolas
Alice me faz feliz. Muito feliz. Ao ponto de chorar só por constatar que ela existe.
Eu nunca a concebi como a extensão de mim mesma. Não. Muita gente sente os filhos assim. Eu não consigo. Alice é ela. Desde a concepção, ou melhor, desde que eu a descobri em meu ventre, em 04 de janeiro de 2008, através de um sonho, e quando a vi pela primeira vez, trancada na sala de ultrassom da minha amiga Lorena. Uma emoção ímpar. Um projeto de felicidade. E Lori foi a testemunha desta sensação em 07 de janeiro. De ver pela primeira vez o “grão de arroz” e já senti-la (juro!) em meu útero.
Eu ainda não sabia se era filha, embora desejasse muito, muitíssimo, que fosse. Mas sempre soube que um dia haveria Alice.
Alice, este nome lindo, doce e tão singular. Alice do grego Alethia. Alice que significa a verdadeira. Uma pessoa extremamente sincera, aquela que tem o dom da liderança. Autêntica. Verídica. É esta a grande extensão de Alice para mim. Minha pequena leonina.

Brincar, brincar...
A minha filha enfeita de luz a minha existência. É o meu compromisso com a vida.
Convida-me a redescobrir. A olhar de novo. A ver mais. De sentir a graça de um cisco no chão e vê-la com seu dedinho tentando pegá-lo. Esta coisa tão mínima e que nos enche de ternura.
Alice me provou que as mães não dormem. São eternas vigilantes.

Recitar a existência...
A gravidez fez eu me sentir um templo. Um abrigo sagrado do ser humano. Fez eu entender o que é ser MULHER e fez nascer a mãe no casulo de mim mesma.
Compreendi porque os povos antigos cujas religiões veneravam o sagrado feminino tinham realmente um quê superior. E me fez ficar mais ainda estupefacta diante de homens que não respeitam a mulher e não compreendem toda a doçura e beleza que há em sê-la.
O nascimento de um filho é uma cerimônia de despedida de si. É a morte da que antes havia e o nascimento de uma nova pessoa. Uma pessoa que jamais será como a anterior. Jamais.
É um momento de introversão. De crise. De ambiguidade. É um rito de passagem. Uma atmosfera onírica envolve a mulher mãe.
Há um quê surreal talhado pelo sacrifício inicial da amamentação, do recolhimento ao estado de caverna e da confusa vigilância zumbi.
E eu nem sei até que ponto tudo isso passa ou se a gente se acostuma ou se, simplesmente, o bálsamo chega através do amor enorme em que nos transformamos. Filho ou filha alguma compreende isso. Só as mães.
É que Alice me deu a chance de conhecer O AMOR. E eu preciso festejá-la. Sempre.
Publicado por: Alena Cairo em: 12 julho, 2009
Sumo não porque quero
mas porque o assunto ou engasga em minha garganta ou porque é banal demais.
E também porque há que se calar em certas horas…
Publicado por: Alena Cairo em: 26 junho, 2009
Amanhã haveria sessão CININAR , mas está cancelada devido aos festejos juninos.
Publicado por: Alena Cairo em: 25 junho, 2009
Desde que tive Alice, ainda não parei para respirar. Digamos que agora, quase um ano depois, eu estou começando a me centralizar de novo (ou seria descentralizar?).
Desde que engravidei, a’ficha’ de ter um filho ainda não havia caído. Foi tudo muito mágico como se eu própria estivesse na tela de um filme assistindo a mim mesma. Meio onírico, surtado, sei lá. O fato é que eu ainda não conseguia me dar conta de que estava grávida ou, depois, de que tinha uma filha. É lógico que eu saBIA. Mas o estado consciência e contemplação ainda não chegara. Não.
Até este mês pelo menos.
É que agora eu percebi que tenho uma filha e estou tão apaixonada por ela, por mim, por nós, nossa família, e pela vida que eu só penso em comemorar, festejar, alegrar-me.
Para completar o brinde, estou de férias na faculdade.
Então, digamos, meu mês de julho vão ser sonhos diários. Muitos.
E, para completar, eu estou apaixonada por cupcakes.
Publicado por: Alena Cairo em: 25 junho, 2009
Alice veio para me fazer sorrir com seu sorriso.
Alice nasceu para que eu me enternecesse mais ainda com a humanidade.
Alice me faz feliz.

cara de chocolate
Publicado por: Alena Cairo em: 24 junho, 2009
Toda vez que eu não estou num interior brabo, cheio de fumaça de fogueira, de calça jeans e bota, ouvindo trezentas mil vezes os forrós-poemas de Gonzagão, eu morro de tristeza e saudosismo do que era São João…
É que meu avô armava uma fogueira e seus quatorze netos ( nós), nos divertíamos demais a soltar bombas e mais bombas, a rodar chuvinhas, estalar traques e comer milho e amendoim até estourar… Fora o amanhecer com os adultos na fogueira, contando casos enquanto eu e meus primos contávamos estrelas no céu. Assávamos milho na fogueira e fazíamos também um churrasco de fim de noite na brasa linda que ficava a me encantar… eu que sou de leão, elemento fogo.
Fui ao shopping e vi talvez a cena mais falsa da humanidade: o pobre trio de nordestinos com triângulo, zabumba e sanfona a passear pelos consumidores tocando enquanto todos ansiavam a folga para curtir o forró. Um casal de caipiras a caráter dançava e fazia de conta estar num aquadrilha imaginária. Fala sério… Apesar do dinheiro, creio que nem eles gostam daquilo ali. Sentem falta do calor da noite de São João.
Sem graça, tive três na vida: o deste ano, quando fui dormir assimq ue Alice deixou; em 2008, quando o marido estava viajando a trabalho e fiquei grávida e só em casa; e o de 2005, quando fiquei na noite do dia 23 em Pinheiros, São Paulo, a olhar o sol se pôr da janela e pensando no quanto é sem graça o São João das capitais…
Contabilizando meus quase 3+4… Três não é para me desesperar. Foram então 31 bons … Na chácara de meu avô, em Feira de Santana com a família gigante reunida, em Serrinha, no Bom Sucesso, em Bonfim de Feira, em Santo Estevão, em Areia Branca, em Aracaju, em Lençóis, em Amargosa, na Chapada, em Recife…
Ano que vem, prometo que teremos São João!
Que saudades dos festejos juninos… muitas mesmo.
Publicado por: Alena Cairo em: 22 junho, 2009
Dia sim, dia sim,
ela acordava com as grosserias dele.
Não ouvia um bom dia,
não recebia um agrado
nem um abraço,
um beijo sequer.
Era uma casa muito triste.
Ela não podia receber as amigas.
Não prestavam, não eram decentes, não interessavam.
Para ele ela também era puta. Sem ser.
Era uma casa muito sem graça.
Tinha teto, tinha sofá, mas não tinha colo.
Era uma casa muito sem jeito.
Ela perdeu a alegria de viver,
o sorriso espontâneo, o abraço largo.
Era só um ser sem graça um dia após o outro.
Ela nem dormia bem. Nem ele.
Pudera…
Era uma casa muito vazia.
Não havia amor nenhum dia.
Tinha livros, os quais não se comentavam.
Tinha música, as quais não se escutavam.
Tinha filmes que eram vistos a sós.
Tinha vinho, motivo de simplesmente beber.
Não, eles não brindavam nem sorviam.
Tinha comida, a qual era deglutida, engolida – raras vezes saboreada.
Por isso essa casa não tinha nada.
Era uma casa muito sem par.
Mudaram de casa.
Então a casa sorriu por sete dias quando o mar aparecia da janela. E o falcão voava. E os pássaros cantavam ao amanhecer.
E havia vento e ele uivava nas frestas a anunciar se vinha chuva para dormir abraçadinho.
A casa tinha luz.
Foi por isso que eles mudaram de casa. Mas foram junto.
Então o pássaro pouco importou aos poucos.
O falcão foi ignorado.
A chuva pouco importava. Assim como o sol. E o mar. E a luz.
Publicado por: Alena Cairo em: 19 junho, 2009
hoje faz exatamente um mês
Publicado por: Alena Cairo em: 11 junho, 2009
não esqueça o adjetivo na hora da oração, que esta coisa de santo e muito pedido pode lá atrapalhar o milagre:
Santo Antônio, manda para mim um BOM marido que marido só , este qualquer uma pode ter… ( e pode?)
Avisei minhas amigas solteiras desavisadas… (kkk)
Publicado por: Alena Cairo em: 11 junho, 2009
Há quem pense que existe “sorte com babás”. Isto, minha filha, não existe, não. Existe é PACIÊNCIA com babá. Tolerância e paciência para ensinar e corrigir o tempo todo.
Publicado por: Alena Cairo em: 7 junho, 2009
Quaisquer motivos hoje são desculpas para evitar comemorações. Estive a pensar… quando morre alguém, os rituais fúnebres são respeitados. Tudo ocorre como tem que ser: com lágrimas, flores, velas, óculos escuros e roupas sóbrias. Ninguém fala sobre dinheiro nem deixa de fazer o velório e o ‘melhor enterro’ que se pode apresentar aos vivos que lá irão dar o seu adeus ao moribundo.
Entretanto é cada vez mais comum ‘não ter dinheiro para fazer aniversários’, não achar bom investimento convidar os amigos, familiares e aqueles com quem iríamos multiplicar as nossas alegrias por estar mais um ano vivos.
Das frases mais deselegantes que já ouvi : “eu que não vou encher a barriga dos outros”… Nossa! Se tem gente que anda indo a sua casa por causa da comida apenas, é bom que não convide mesmo ‘este povo’, como se diz.
Eu não penso assim. Sou festeira, gosto de comemorar. E de comemorar tudo, inclusive o recebimento do salário ou a linda manhã de sol que nasceu. Gosto mesmo.
E ser feliz sozinha até que é possível, mas muito chato. A felicidade que se reparte com quem se ama, com os amigos, com os filhos, se torna gigante, invade o coração de alegria e o corpo de bem estar.
Eu não tenho pena de beber o meu melhor vinho com os meus amigos. Não faz sentido escondê-lo para apreciar sozinha – embora também seja uma delícia brindar consigo mesma. Ouvi minha mãe dizer que a gente deve oferecer aos que gostamos o melhor de nós. E cresci assim.
Gosto de festa, de festas e de comemorações. Gosto de celebrar. E gosto que estejam todos comigo nestas horas. Todos de quem eu gosto. Gosto mesmo.
Publicado por: Alena Cairo em: 31 maio, 2009
Hoje faz um mês que me mudei (de novo!). É que enquanto eu estiver sujeita a aluguel, creio que a itinerância será apropriada. Mora-se aqui, daqui a pouco ali… talvez acolá.
Já transportei para lá e para cá algumas vezes as tralhas que me acompanham pela vida. E tudo estava pronto sempre em pouquíssimos dias. Três dias era o meu prazo máximo para tudo estar um brinco. Mas ninguém me avisou que com bebê as coisas são diferentes, o processo é outro. E o fato é que acordei tarde hoje porque Alice me deixou dormir até às 8 horas e planejei fazer um monte de pendências da casa para ver se entrava em junho com tudo ok. Deu tempo de arrumar uns livros, colocar uns bibelots no lugar, pensar onde ficará o crucifixo e o sininho herdados, rever o que há em cima do criado-mudo. Quando parei para olhar o relógio de novo, depois de ficar para lá e para cá com ela, era 22h03. E eu morta.
Que chegue junho então e que a arrumação não termine em setembro (ufa!).
Publicado por: Alena Cairo em: 25 abril, 2009
A idéia eu já conhecia. Li sobre o projeto há algum tempo na cidade de São Paulo. Torcia para alguém fazer algo parecido aqui em Salvador senão eu mesma teria uma iniciativa destas por puro desespero. É que sair da caverna após ter filho não é nada lá tão fácil assim. Precisamos de apoio. E o cininar Salvador chegou até a minha pessoa. Foi um comentário aqui no blog, lá no post sobre o teatro.

http://cininar.blogspot.com/
E lá fomos nós!

Ilana e Aslan no Cininar
A ambientação da sala de espera do cine UFBa estava compeltamente voltada para as necessidades das mamães e de seus filhotes.

Alice e Aslan se divertindo antes da sessão para mamães começar
O tempo de início da sessão foi um excelente momento para os bebês brincarem na excelente estrutura montada e para as mamães conversarem.

E só esta parte foi tão legal que já fez sentido sair de casa com as crias.

O ambiente é muito bom porque, em primeiro lugar, todas são mães e entendem que bebês choram… mamam… fazem birra… e ninguém faz cara feia porque, digamos, os papais e as mamães que comparecem estão no mesmo barco!

Mães à vontade
E era possível dar mama tranquilamente também…

Amamentar... que delícia!
Publicado por: Alena Cairo em: 17 abril, 2009


Alguém leu e falou...