A vida em palavras

Sessão cininar de amanhã

Publicado por: Alena Cairo em: 26 Junho, 2009

Amanhã haveria sessão CININAR , mas está cancelada devido aos festejos juninos.

Férias e… algo mais

Publicado por: Alena Cairo em: 25 Junho, 2009

Desde que tive Alice, ainda não parei para respirar. Digamos que agora, quase um ano depois, eu estou começando a me centralizar de novo (ou seria descentralizar?).

Desde que engravidei, a’ficha’ de ter um filho ainda não havia caído. Foi tudo muito mágico como se eu própria estivesse na tela de um filme assistindo a mim mesma. Meio onírico, surtado, sei lá. O fato é que eu ainda não conseguia me dar conta de que estava grávida ou, depois,  de que tinha uma filha. É lógico que eu saBIA. Mas o estado consciência e contemplação ainda não chegara. Não.
Até este mês pelo menos.

É que agora eu percebi que tenho uma filha e estou tão apaixonada por ela, por mim, por nós, nossa família,  e pela vida que eu só penso em comemorar, festejar, alegrar-me.

Para completar o brinde, estou de férias na faculdade.

Então, digamos, meu mês de julho vão ser sonhos diários. Muitos.

E, para completar, eu estou apaixonada por cupcakes.

Alice, sempre ela

Publicado por: Alena Cairo em: 25 Junho, 2009

Alice veio para me fazer sorrir com seu sorriso.

Alice nasceu para que eu me enternecesse mais ainda com a humanidade.

Alice me faz feliz.

cara de chocolate

cara de chocolate

É que era São João…

Publicado por: Alena Cairo em: 24 Junho, 2009

Toda vez que eu não estou num interior brabo, cheio de fumaça de fogueira, de calça jeans e bota, ouvindo trezentas mil vezes os forrós-poemas de Gonzagão, eu morro de tristeza e saudosismo do que era São João…

É que meu avô armava uma fogueira e seus quatorze netos ( nós), nos divertíamos demais a soltar bombas e mais bombas,  a rodar chuvinhas, estalar traques e comer milho e amendoim até estourar… Fora o amanhecer com os adultos na fogueira, contando casos enquanto eu e meus primos contávamos estrelas no céu. Assávamos milho na fogueira e fazíamos também um churrasco de fim de noite na brasa linda que ficava a me encantar… eu que sou de leão, elemento fogo.

Fui ao shopping e vi talvez a cena mais falsa da humanidade: o pobre trio de nordestinos com triângulo, zabumba e sanfona a passear pelos consumidores tocando enquanto todos ansiavam a folga para curtir o forró. Um casal de caipiras a caráter dançava e fazia de conta estar num aquadrilha imaginária. Fala sério… Apesar do dinheiro, creio que nem eles gostam daquilo ali. Sentem falta do calor da noite de São João.

Sem graça, tive três na vida: o deste ano, quando fui dormir assimq ue Alice deixou; em 2008, quando o marido estava viajando a trabalho e fiquei grávida e só em casa; e o de 2005, quando fiquei na noite do dia 23 em Pinheiros, São Paulo, a olhar o sol se pôr da janela e pensando no quanto é sem graça o São João das capitais…

Contabilizando meus quase 3+4… Três não é para me desesperar. Foram então 31 bons … Na chácara de meu avô, em Feira de Santana com a família gigante reunida, em Serrinha, no Bom Sucesso, em Bonfim de Feira, em Santo Estevão, em Areia Branca, em Aracaju, em Lençóis, em Amargosa, na Chapada, em Recife…

Ano que vem, prometo que teremos São João!

Que saudades dos festejos juninos… muitas mesmo.

Era uma casa muito triste

Publicado por: Alena Cairo em: 22 Junho, 2009

Dia sim, dia sim,
ela acordava com as grosserias dele.
Não ouvia um bom dia,
não recebia um agrado
nem um abraço,
um beijo sequer.

Era uma casa muito triste.
Ela não podia receber as amigas.
Não prestavam, não eram decentes, não interessavam.
Para ele ela também era puta. Sem ser.

Era uma casa muito sem graça.
Tinha teto, tinha sofá, mas não tinha colo.

Era uma casa muito sem jeito.

Ela perdeu a alegria de viver,
o sorriso espontâneo, o abraço largo.
Era só um ser sem graça um dia após o outro.

Ela nem dormia bem. Nem ele.

Pudera…

Era uma casa muito vazia.
Não havia amor nenhum dia.

Tinha livros, os quais não se comentavam.
Tinha música, as quais não se escutavam.
Tinha filmes que eram vistos a sós.
Tinha vinho, motivo de simplesmente beber.
Não, eles não brindavam nem sorviam.

Tinha comida, a qual era deglutida, engolida – raras vezes saboreada.

Por isso essa casa não tinha nada.

Era uma casa muito sem par.

Mudaram de casa.
Então a casa sorriu por sete dias quando o mar aparecia da janela. E o falcão voava. E os pássaros cantavam ao amanhecer.

E havia vento e ele uivava nas frestas a anunciar se vinha chuva para dormir abraçadinho.

A casa tinha luz.

Foi por isso que eles mudaram de casa. Mas foram junto.

Então o pássaro pouco importou aos poucos.
O falcão foi ignorado.
A chuva pouco importava. Assim como o sol. E o mar. E a luz.

um mês

Publicado por: Alena Cairo em: 19 Junho, 2009

hoje faz exatamente um mês

Para quem andou rezando a trezena de Santo Antônio…

Publicado por: Alena Cairo em: 11 Junho, 2009

não esqueça o adjetivo na hora da oração, que esta coisa de santo e muito pedido pode lá atrapalhar o milagre:

Santo Antônio, manda para mim um BOM marido que marido só , este qualquer uma pode ter… ( e pode?)

Avisei minhas amigas solteiras desavisadas… (kkk)

Babás

Publicado por: Alena Cairo em: 11 Junho, 2009

Há quem pense que existe “sorte com babás”. Isto, minha filha, não existe, não. Existe é PACIÊNCIA com babá.  Tolerância e paciência para ensinar e corrigir o tempo todo.

Por que comemorar aniversários?

Publicado por: Alena Cairo em: 7 Junho, 2009

Quaisquer motivos hoje são desculpas para evitar comemorações. Estive a pensar… quando morre alguém, os rituais fúnebres são respeitados. Tudo ocorre como tem que ser: com lágrimas, flores, velas, óculos escuros e roupas sóbrias. Ninguém fala sobre dinheiro nem deixa de fazer o velório e o ‘melhor enterro’ que se pode apresentar aos vivos que lá irão dar o seu adeus ao moribundo.
Entretanto é cada vez mais comum ‘não ter dinheiro para fazer aniversários’, não achar bom investimento convidar os amigos, familiares e aqueles com quem iríamos multiplicar as nossas alegrias por estar mais um ano vivos.
Das frases mais deselegantes que já ouvi : “eu que não vou encher a barriga dos outros”… Nossa! Se tem gente que anda indo a sua casa por causa da comida apenas, é bom que não convide mesmo ‘este povo’, como se diz.
Eu não penso assim. Sou festeira, gosto de comemorar. E de comemorar tudo, inclusive o recebimento do salário ou a linda manhã de sol que nasceu. Gosto mesmo.
E ser feliz sozinha até que é possível, mas muito chato. A felicidade que se reparte com quem se ama, com os amigos, com os filhos, se torna gigante, invade o coração de alegria e o corpo de bem estar.
Eu não tenho pena de beber o meu melhor vinho com os meus amigos. Não faz sentido escondê-lo para apreciar sozinha – embora também seja uma delícia brindar consigo mesma. Ouvi minha mãe dizer que a gente deve oferecer aos que gostamos o melhor de nós. E cresci assim.
Gosto de festa, de festas e de comemorações. Gosto de celebrar. E gosto que estejam todos comigo nestas horas. Todos de quem eu gosto. Gosto mesmo.

Um mês de mudanças

Publicado por: Alena Cairo em: 31 Maio, 2009

Hoje faz um mês que me mudei (de novo!). É que enquanto eu estiver sujeita a aluguel, creio que a itinerância será apropriada. Mora-se aqui, daqui a pouco ali… talvez acolá.

Já transportei para lá e para cá algumas vezes as tralhas que me acompanham pela vida. E tudo estava pronto sempre em pouquíssimos dias. Três dias era o meu prazo máximo para tudo estar um brinco. Mas ninguém me avisou que com bebê as coisas são diferentes, o processo é outro. E o fato é que acordei tarde hoje porque Alice me deixou dormir até às 8 horas e planejei fazer um monte de pendências da casa para ver se entrava em junho com tudo ok. Deu tempo de arrumar uns livros, colocar uns bibelots no lugar, pensar onde ficará o crucifixo e o sininho herdados, rever o que há em cima do criado-mudo. Quando  parei para olhar o relógio de novo, depois de ficar para lá e para cá com ela, era 22h03. E eu morta.

Que chegue junho então e que a arrumação não termine em setembro (ufa!).

porque sumi

Publicado por: Alena Cairo em: 27 Maio, 2009

mudamos

mudamos

Fotos cininar

Publicado por: Alena Cairo em: 25 Abril, 2009

A idéia eu já conhecia. Li sobre o projeto há algum tempo na cidade de São Paulo. Torcia para alguém fazer algo parecido aqui em Salvador senão eu mesma teria uma iniciativa destas por puro desespero. É que sair da caverna após ter filho não é nada lá tão fácil assim. Precisamos de apoio. E o cininar Salvador chegou até a minha pessoa. Foi um comentário aqui no blog, lá no post sobre o teatro.

http://cininar.blogspot.com/

http://cininar.blogspot.com/

E lá fomos nós!

Ilana e Aslan no Cininar

Ilana e Aslan no Cininar

A ambientação da sala de espera do cine UFBa estava compeltamente voltada para as necessidades das mamães e de seus filhotes.

Alice e Aslan se divertindo antes da sessão para mamães começar

Alice e Aslan se divertindo antes da sessão para mamães começar

O tempo de início da sessão foi um excelente momento para os bebês brincarem na excelente estrutura montada e para as mamães conversarem.

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E só esta parte foi tão legal que já fez sentido sair de casa com as crias.

Taty e a fofa

O ambiente é muito bom porque, em primeiro lugar, todas são mães e entendem que bebês choram… mamam… fazem birra… e ninguém faz cara feia porque, digamos, os papais e as mamães que comparecem estão no mesmo barco!

Mães à vontade

Mães à vontade

E era possível dar mama tranquilamente também…

Amamentar... que delícia!

Amamentar... que delícia!

Divulgação cininar

Publicado por: Alena Cairo em: 17 Abril, 2009

CININAR leva mães e bebês para o cinema
Uma iniciativa da OCA – Oficina de Cultura e Arte, em parceria com o Circuito SALADEARTE, vai levar mais cultura e lazer para as mães de bebês recém nascidos. Com exibição de filme adulto, a fim de promover encontros socioculturais para mães com crianças de zero a 18 meses da capital baiana. A tela do cinema vai se tornar ponto de encontro de mulheres que, com seus filhos, poderão curtir com conforto um longa-metragem, já que até esta faixa etária os bebês não conseguem identificar nem absorver o que se passa na película, deixando-as mais tranquilas. No local será adaptado ainda um fraldário, além de um espaço especial para atividades relacionadas com a maternidade, como aula de shantala, yoga. Haverá um bate-papo com a Psicanalista Cláudia Mascarenhas após a sessão
Data: 18 de abril a partir das 10 horas – Horário: 10:00 Filme: CHEGA DE SAUDADE Local: SALADEARTE – Cinema da UFBA – Vale do Canela Valor: R$10 [inteira] e R$5 [meia]
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Nós fomos! Depois volto para contar.

8 meses

Publicado por: Alena Cairo em: 13 Abril, 2009

8 meses

Era uma vez uma mãe chorando no teatro

Publicado por: Alena Cairo em: 8 Abril, 2009

O dia foi hoje. A idéia foi da tia atriz. O avô achou maluquice. A mãe topou na hora. Arriscou para ver como seria a estréia de Alice no teatro. Como espectadora, entendam.

Começou a dúvida a caminho: eu quase desisto de sozinha levar a baby mais  sacola e bolsa. A babá já viajara para a sua semana santa. Mas me lembrei bem de quem eu sempre fui:  apertei os cintos do bebê conforto e torci para ela não chorar muito até lá além de o trânsito também colaborar conosco.

Ela não chorou.

Encontramos a tia logo no estacionamento e fomos direto ao camarim, saber da notícia de que algumas crianças tinham chorado na véspera ao ver o coelho. Pensei com os meus botões: se ela chorar, dou peito para acalmar  ou saio de mansinho se não resolver. Paciência. Meio apavorada, meio confiante no meu taquinho de gente, avisei que qualquer coisa me perdoassem e que eu sairia estrategicamente pela esquerda se necessário.

Pense então em Pandora diante da caixa mágica…

foi Alice.

Enquanto os atores se maquiavam no camarim, ela sorria alegre, balançava os bracinhos, sacudia as perninhas e olhava todas as coisas: os espelhos, as luzes, as maquiagens, os atores e uma bandeja de pães (com cara de pidona – obrigando a mãe a disfarçar e levá-la ao outro lado, lógico).  Pois Alice adorou o tal do coelho. Olhava  tão curiosa para ele, que ríamos sem parar. Ela parecia então a estrela maior. (E era.)

Desci para guardar o lugar não sem mudar pelo menos umas cinco vezes até que retornei ao primeiro que me fora reservado: na primeira fila. Enquanto o teatro se enchia de crianças de escolinhas, ela observava hiper atenta toda a movimentação. O que eram as cadeiras, as filas, as professoras, as crianças de mãos dadas, os gritinhos desta ou daquela, os risos. Na telona, rolava um filme para aquietar a garotada. Mas Alice não lhe deu muita bola e eu cheguei a suar frio, temerosa de um escândalo com lágrimas por causa de um som mais alto ou tenso, de uma gritaria infantil qualquer ou mesmo do apagar das luzes.

Ela resolveu, ao toque do primeiro sinal, dar sinais de impaciência e reclamou daquele jeito chatinho que só os bebês conseguem. Comecei a ficar mais apreensiva. Numa ginástica em que só as mães são bem sucedidas, abri o fecho da sacola com Alice no meu colo, peguei a mamadeira, a garrafa de água e a lata de leite. Com uma mão apenas funcionando, destampei a mamadeira com cuidado para tudo não cair no chão, enquanto ela se sacudia e escalava meu colo para subir de pé e olhar a sala de espetáculos, coloquei a tampa da mamadeira virada de cabeça para cima em minhas pernas – a esta altura ela já queria pegar tudo que estava em minha mão ,  abri a garrafa de água, despejei na mamadeira, fechei de novo – e ela escalando, guardei a água, peguei a lata de leite, medi as benditas sete colheres (quem mandou eu esquecer o porta-leite-com-medida exata?), fechei com muito cuidado a mamadeira enquanto ela já gritava ao ver seu lanche. Sacudi forte para misturar ao som do segundo sinal.

Ela deitou e aquietou, rezei para ela dormir se não fosse ficar legal e imaginei umas trinta vezes onde era que minha cabeça estava para levar um bebê de sete meses ao teatro.

Pois soou o terceiro sinal e Alice olhou atenta a movimentação dos personagens que desciam coloridos por entre as filas de cadeiras abarrotadas de meninos e meninas.

A danadinha acompanhou a peça atenta, riu e demonstrou a maior atenção. Gostou. Quando o som ficava forte ou as luzes se apagavam, eu a abraçava mais pertinho. E se a platéia gritava com o coelho “É tarde, é tarde, é tarde!”, ela, como num jogo de tênis, revezava o olhar entre o palco e as cadeiras atrás de si, muito curiosa com o que acontecia.

No meio da peça, mais ou menos, Alice deu para me olhar e gargalhar, como quem diz “Tá vendo, mamãe?”, “que coisa maluca!”, “Que coisa engraçada!”, “estou me divertindo” e sorria, sorria, sorria. Com seus sete meses de vida, uma bebezinha ainda, ria de dar gritinhos e gargalhava de encantamento. Nesta hora, eu caí no poço de emoção e as lágrimas simplesmente me lavaram o rosto e a alma. Orgulhosa de minha filha e da

relação gostosa que ali se celebrava entre nós, chorei como só mesmo uma mãe pode chorar. E me lembrei também das tantas vezes em que minha mãe me levara ao teatro.

Se a música ficava tensa e muito alta, ela recostava leve a cabecinha em meu ombro como quem tinha a certeza de que a mamãe estava ali.  Mas o clímax ainda estava por vir. Por segundos, os personagens se calaram no palco. Acho que Alice entendeu que era a hora então de ela falar: com os bracinhos em largos gestos italianos, sacudindo-os afoita, a minha filha no idioma dos bebês palestrou um pouquinho, interagindo com a trupe em alto e bom som. E foi o sucesso porque os atores e o teatro inteiro ouviram-na maravilhados. Olhavam para ela e sorriam.

Quem herda não furta, diriam. Ao que parece, não só na minha veia corre o amor pela arte. A pequena Alice deu um show hoje.  A peça foi O tesouro mágico, de Xanda Fontes (a titia querida), encenada no Teatro Jorge Amado às 14 horas.

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É lógico que depois da sessão teve mais camarim, com direito a muito colo e abraços coloridos. A festa foi de Alice. Foi por isso que eu não deixei de dar umas beliscadas roubadinhas em um pãozinho para alegrar a barriguinha da minha estrela: e a mocinha ainda mastigou com seus dois dentinhos de boca fechada. Pode?

Voltamos exaustas às 17. De novo, ela não chorou no carro. Estávamos muito felizes para isso. Cúmplices e felizes demais.

Os céticos que me perdoem

Publicado por: Alena Cairo em: 3 Abril, 2009

mas ainda existe muita gente boa, muitos bons sentimentos no mundo. Acabo de chegar de minha consulta ginecopsicológica. É que minha médica é também minha grande amiga e, para driblar a agenda lotada e a falta de tempo, marco sempre consulta no último horário dela. Então além de cuidar do corpo, cuidamos ambas da alma. E aquele espaço de tempo no consultório vira mais de uma hora da mais pura amizade.

Quer saber? Remédio melhor não há.

Eu não sou essa mulher

Publicado por: Alena Cairo em: 1 Abril, 2009

Eu não sou essa mulher que toma sopa e come pão diariamente.

Eu não sou essa mulher que ouve desaforos e se cala.

Eu não sou essa mulher que se oprime, se deixa dominar, se deixa humilhar.

Eu não sou essa mulher que cantarola consolada as torturas sertanejas.

Eu não sou essa mulher que agradece por ter se casado.

Eu não sou essa mulher que vê no relacionamento seu único motivo de felicidade.

Eu não sou essa mulher sem filhos.

Eu não sou essa mulher workaholic.

Eu não sou essa mulher sem palpite.

Eu não sou essa mulher sem voz.

Eu não sou essa mulher sem história.

Eu não sou essa mulher sem paladar.

Eu não sou essa mulher sem gosto.

Eu não sou essa mulher sem fogo.

Eu não sou essa mulher que não dança.

Eu não sou essa mulher que não ri.

Eu não sou essa mulher sem expressão.

Eu não sou essa mulher afastada da arte.

Eu não sou essa mulher silenciada pelo Jornal Nacional.

Eu não sou essa mulher sem dinheiro.

Eu não sou essa mulher temerosa.

Eu não sou essa mulher que vai à Igreja.

Eu não sou essa mulher que engole sapos e comida mal feita.

Eu não sou essa mulher que chora todos os dias.

Eu não sou a mulher que nunca chora.

Eu não sou essa mulher injusta.

Eu não sou essa mulher ofensiva.

Eu não sou essa mulher displicente.

Eu não sou essa mulher sem sonhos.

Eu não sou essa mulher sem brilho.

Eu não sou essa mulher de auto-estima esmagada.

Ah, se eu escutasse o que vovó dizia…

Publicado por: Alena Cairo em: 29 Março, 2009

Minha avó repetia sem parar: “Dá a quem te dá, a quem não te dá não dá não.” Ela dizia que os sinos dobravam assim…

Fazei o bem, mas olhai a quem.

A cavalo dado não se olham as agressões?

Publicado por: Alena Cairo em: 29 Março, 2009

Dado Dolabela é preso numa incrível manifestação pública de que os tempos andam mesmo mudando por estas bandas. País onde o machismo ainda impera, resquício de um patriarcado de milênios implantado pela ’santa igrejinha’ que também nos colonizou, surpreende , sim, que uma prisão ‘famosa’ aconteça por agressão em primeira instância e, em segunda, por descumprimento de ordem judicial.

Mas o que me deixou boquiaberta mesmo foi a estupidez da invenção da camiseta em proteção da pobre vítima famosa que não é bandido , mas pode agredir mulher e pessoas de classe inferior.

A camiseta diz “Não culpado” ou “Inocente” e a expressão logo abaixo “Dado rocks” está traduzida em diversos sites e blogs como “Dado arrebenta”, o que vira um trocadilho infame. Há quem leia “Dado é legal” ou “Dado é de rocha”(gíria que significa bom cara, amigão).

O rapazinho da foto, o ator André Gonçalves, na minha opinião, perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado, de não se manifestar.  Ser amigo e mostrar apreço por quem quiser é arbítrio puro de cada pessoa, e todos somos livres para fazer nossas escolhas. Mas, infelizmente, o apoio ao colega tornado público pode ser traduzido em apoio à sua atitude de empurrar a então noiva no chão, de causar escoriações e luxações no braço de uma senhora de 62 anos que interviu favoravelmente à atriz.

Se é assombroso que a gente ouça o apoio de trogloditas de plantão que acham justo o que Dado fez porque consideram Luana vadia, vagabunda e outros adjetivos do gênero, por outro lado não admira que a camisa esteja esgotada – sim, alguém teve a idéia infame de vendê-la on line. São os mantenedores da velha ordem que compram a  camiseta, que tem coragem de vesti-la.

Senhor Gonçalves, sinto muito pelo seu apoio, sinceramente. É culpado sim um homem que agride uma mulher, outro homem ou mesmo um animal. Há muito descobriram que o ser humano é racional e, se uns têm instintos agressivos maiores que a própria razão, que estes descubram a hora de parar – antes que a polícia ou a justiça precise de lhe colocar os freios para que conviva em sociedade.

Fase da visitação aberta ao público amigo

Publicado por: Alena Cairo em: 28 Março, 2009

Esta é a fase interessante da maternidade, a fase em que a mãe já pode uma vez ou outra usar um salto alto, fase em que o banho tomado realmente faz efeito. É que dá para dormir mais, descansar mais e receber os amigos para visitar a filhota que sorri e faz gracinhas se torna o maior prazer do mundo. São horas de bate-papo e diversão para a mamãe que ficou retirada do mundo por tantos meses. Além disso, preparar (leia-se comprar pronto – que mãe recente não tem tempo de cozinhar nada) (escolher) as guloseimas se torna uma delícia a mais.

As tardes engordativas de tititi tatátá com as amigas… eta tempo bom! Hoje foi uma delas. Quem ainda não se habilitou, pode marcar!

A Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SESP), em parceria com a Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), realizou a aula inaugural do curso de capacitação em reciclagem e reutilização de materiais para jovens de 16 até 21 anos.

Oficina de papel

Artistas plásticos formados pela Universidade Federal da Bahia,  como Vinícius Santana, estudantes de Belas Artes como Mírcia e outros  técnicos da área oferecerão em 250 horas aulas teóricas e práticas à garotada. A maior parte dos alunos da primeira turma é formada por filhos de agentes de limpeza. O mais bacana, portanto, além de ensinar  esta turminha a reutilizar e reciclar material, numa perspectiva ecológica, é pensar nas famílias que se tornarão multiplicadoras de uma lição prática de desenvolvimento sustentável e ver nascer na terra mais artistas.

A Oficina de Reciclagem e Reaproveitamento Artesanal de Papel “Nosso Papel” foi inaugurada em 2007. Minha irmã faz parte da equipe e, por conhecer o pessoal que faz  o trabalho, sinto-me satisfeita de ver iniciativas públicas que dão certo acontecerem e contarem com parcerias sérias. A oficina tem produzido peças lindas de decoração.

Ah, quanto a doações, eles precisam de cola e tintas, pincéis. Quanto ao restante do material, é encontrado no lixo. Interessante, não?

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Quem quiser ampliar as fotos, é só clicar em cada uma. Observe os móveis de papel reciclado/reutilizado e outros materiais reutilizados.

Decoração e cia

Publicado por: Alena Cairo em: 20 Março, 2009

Desde que fiquei grávida, meu maior passatempo é olhar por horas revistas de decoração. Decoração de quartos de bebê e de casa de ‘gente grande’. A grana ainda não deu para fazer muita coisa, mas aguçou-se a vontade e, digamos, ando com tendências atualizadas. O mais legal é a gente olhar aqui e ali e ir construindo um mosaico com o que a gente gosta. Creio que seja por aí a escolha da casa de cada um. Não gosto, particularmente, de ambientes 100% arquitetos ou loja de móveis. Daqueles prontinhos, que não revelam nada sobre a personalidade do casal ou do dono da casa.

E adoro a mistura do caro com o barato. Do novíssimo com o antiquíssimo. Da vanguarda com o vintage. É por aí.

Assuntos e coisas afins

Publicado por: Alena Cairo em: 20 Março, 2009

Depois do binômio gravidez e pós-parto, os temas andam muito maternos por aqui. É que a vida fora da maternidade só voltou a começar timidamente a acontecer por agora. E isso inclui também o tempo para ler e sair.

Pretendo desviar os posts sobre Alice  e gravidez para uma outra página, um outro blog. Mas ele está sem nome ainda. E voltar a ser mais eclética aqui. Ou menos mãe – se é que isto é possível.

Sugestões?

Mensários

Publicado por: Alena Cairo em: 20 Março, 2009

Inventaram cá por estas bandas a comemoração de cada mês de vida do bebê até ele completar um ano. Exageros à parte, sabemos que a vida pode e deve ser comemorada.

Sempre achei, entretanto, este negócio de mensário de bebê um surto. Talvez invenção consumista para os pais já mostrarem a  sua loucura desde cedo… Falta do que fazer… desperdício de dinheiro…

Bom, pensei um monte de coisas até Alice nascer. Até eu me internar em casa em regime de dedicação exclusiva e inclusiva (minha irmã defende que exclusiva são 40 horas semanais e mãe não o é só por este tempo, mas em tempo integral).

Depois que a bezerrinha nasceu e que eu descobri a caverna em que me meti pelos seus primeiros cinco meses… depois que eu comecei a achar a ida ao pediatra o maior evento e o mais esperado do mês – simplesmente porque saía de casa… depois que eu passei a frequentar o shopping só para passar horas dando de mamar no fraldário por ser um lugar diferente desta bendita santa casa … depois que eu entendi que nem telefone direito as mães podem atender… bom, depois disto tudo, eu compreendi que esta ‘maluquice’ de mensário só poderia ter sido inventada por uma MÃE em desespero absoluto para ver as suas visistas, os seus amigos e ter direito a conversar por alguns minutos com alguém que trouxesse notícias do ‘mundo de lá’ de fora.

Tá. Então todas as mães e seus mensários de filhos estão perdoadas. E não joguem pedra em mim que eu também fiz os de Alice. E como amei ver algumas pessoas convidadas estrategicamente para bater papo comigo.

Meu projeto é até ela completar um ano, fazer uma reunião por mês e a cada mês privilegiar os amigos (em um os x, no outro os y, no próximo os w…)

E não me joguem mais pedras, porque hoje vou salvar a minha amiga que pariu há pouco também, no mensário da doce Laura.

“Dispense esta rosa”

Publicado por: Alena Cairo em: 20 Março, 2009

Não publiquei antes, mas é válida ainda (sempre) a leitura.

Não deixe de ler o texto da Marjorie.

Morte cerebral

Publicado por: Alena Cairo em: 17 Março, 2009

Já foi anunciada a morte cerebral de Clodovil. Não tenho nenhuma simpatia por ele, mas também não cultivo qualquer antipatia. Morreu uma figura brasileira, para mim é isto. Mas, ao ver decretada a sua morte cerebral, embora saiba o quão criteriosas são as equipes médicas em casos de homens públicos, fiquei preocupada após o que vi há poucos dias nos hospitais particulares em termos de atendimento e acompanhamento médico aqui nesta capital.

Minha avó também sofreu um A.V.C. ( aos 84 anos ). É pagante de plano de saúde há tempos, mais de trinta anos, nem sei precisar exatamente.  O caos instalado no Hospital Salvador, em sua emergência, e a incompetência de alguns funcionários, me fizeram ter a certeza de que, em pleno terceiro milênio, para uma sociedade que se diz civilizada, é exdrúxulo pensar que se precise gritar para ser atendido como se deve, que não se vejam técnicos em enfermagem e enfermeiros usando luvas nos procedimentos habituais da emergência – como colocação de sonda urinária, que um fax solicitando autorização para o plano de saúde de um paciente em estado grave leve 4 horas para ser passado simplesmente porque o funcionário não reparou no papel que lhe foi entregue e que ficou durante todo o tempo em cima de sua mesa (foi preciso a família gritar) e outras barbaridades do gênero.

Então, como ela está na UTI de um outro hospital agora, após conseguirmos a sua remoção, fiquei pensando no caso de morte cerebral e em como isto é atestado aqui no país. Preocupada, honestamente, porque ela ainda dá sinais de atividade cerebral , fala embolada, mexe os olhos e aperta as mãos das pessoas em sinal de reconhecimento e aprovação ou desaprovação, fiquei temerosa contra negligências usuais no nosso Brasil.

Aqui descobri o que faz a morte cerebral ser confirmada, instigada pelo caso de Clodovil. As famílias deveriam ser bem esclarecidas porque, em caso de um atestado como este, é preciso que não haja sequer uma dúvida. Se possível, parecer de mais de um médico -embora aqui no Brasil não seja uma exigência.

O inverno está chegando… onde?

Publicado por: Alena Cairo em: 17 Março, 2009

Após uma volta no shopping, descobri estarrecida que o inverno chegara. É. A gente precisa ir ao shopping e ver todas aquelas vitrines abarrotadas de roupas lindas em tons berinjela, uva, marrom e preto. Os xadrezes voltando e os coletes, golas altas e casacos com força total nas vitrines mais simples e nas mais chiques também.
Acontece que na cidade de Salvador da Bahia, se você não tiver ar condicionado, está passando por maus bocados. O calor ainda está oferecendo ao nosso corpo brotoejas, ainda nos obriga a ligar ventiladores por 24h e a sonhar com a casa que tenha ar condicionado central.
Então eu pego um catálago infantil e descubro estupefacta que as botas e os couros mais os casacos de lã já estão à venda na moda bebê… enquanto a minha filhota desfila contra toda a minha vontade apenas de fraldinha e camiseta regata para não desidratar neste verão baiano que não abranda de hipótese alguma. 30 graus ainda à noite em casa.

sete meses ontem

Publicado por: Alena Cairo em: 14 Março, 2009

A vida é bela

A vida é bela

Festa em Arembepe

Publicado por: Alena Cairo em: 14 Março, 2009

Nem vou poder ir, mas adorei este hippie aí do out door. Me deu uma sensação perdida de coisas muito boas.

Quem for a Arembepe, cometa o crime de almoçar uns três pratos diferentes no restaurante Mar Aberto e coma pelo menos duas sobremesas. Ah, e não esqueça o vinho.

De preferência, vá durante a semana, num dia fugido sem compromissos. Porque você vai querer ver a lua também.

Um filme pela pessoa

Publicado por: Alena Cairo em: 14 Março, 2009

Vi lá na Laura, gostei e copiei aqui:

Boicote à mulher

Publicado por: Alena Cairo em: 12 Março, 2009

Existem muitas formas de se destruir uma mulher. Muitas.
Uma delas consiste em dia após dia boicotar sua auto-estima, depreciá-la parte a parte, diminuí-la em tudo que sabe fazer, compará-la e menosprezá-la com frases sarcásticas e tiranas.

Bombardeada, muitas vezes ela se esquece de si mesma, carente que esteja de um amor que nunca virá. Não deste homem. E vai entristecendo, silenciosamente a cada aquiescência, tecendo a teia em que ela mesma se perderá. Noutras vezes, brada alto, grita também, despeja os dejetos de sua alma estropiada, de sua auto-estima vilipendiada em ofensas que buscam responder às grosserias que a agridem no cotidiano comezinho. Assim também ela se perde. Perde-se de si mesma.

“Você não sabe gerenciar uma casa.” “Você é a pior dona-de-casa que eu já vi”. “Sua empregada é a pior  e mais incompetente com que já lidei.” “Você é tão boa mãe que dorme de tarde e deixa seu filho com a babá.” “Seu trabalho é fútil”. “Seu hobby  é imbecil, é perda de tempo”.”Para que vai fazer este curso? Não adianta mesmo…” “Isso não vai gerar dinheiro…” “por que saiu de casa?” “Não estava aqui na hora em que precisei”. “Não conto com você”. “Você nunca faz quando é para mim…” ” Vou dormir feliz porque seu time perdeu”.

Se ela não perceber, envereda-se nesta rede de sutis ou explícitos boicotes que, inevitavelmente, a conduzirão, simplesmente, à infelicidade. É que assim, aquiescendo, ela pode esquecer que os parâmetros são outros, esquecer que quem ama cuida, é parceiro, zela por ela e deseja-lhe o progresso, a ascensão, a vitória sem sair do seu lado e apoiá-la nos momentos difíceis e delicados a que a vida expõe toda mulher.

Este boicote é um crime. Mata em vida. Incapacita. Traumatiza. E os efeitos são muito perversos. Às vezes  incuráveis.

O problema do outro

Publicado por: Alena Cairo em: 12 Março, 2009

O problema de relacionamento ocorre porque cada ser humano quer porque quer que todo o prisma do(a) seu(sua) companheiro (a) seja exatamente idêntico e submisso ao seu próprio.

Mudar, o verbo essencial.

Publicado por: Alena Cairo em: 6 Março, 2009

Mudar, grande pedido para 2009. Mudar de casa. Mudar a relação. Mudar de parâmetros. Mudar quanto a prioridades.
Mudar os hábitos. Mudar o tempo. Mudar de carro.
Mudar de foco.

Voltar a fotografar. A sonhar. A ser romântica. A rir à toa. A ser feliz. A ter dinheiro. E paz de espírito.

Saudades das IDÉIAS

Publicado por: Alena Cairo em: 6 Março, 2009

Juro que o maior impacto para mim do acordo ortográfico foi a palavra IDÉIA. Estou totalmente retrô, assustada quando leio as revistas e vejo, simplesmente, ideia, ideias. Fez falta.

XÔ urucubaca!

Publicado por: Alena Cairo em: 6 Março, 2009

Gripe miserável, rouquidão há quatro dias, voz falha, dor de barriga e muitas noites sem dormir preocupada com o avc da minha avó.

AVC

Publicado por: Alena Cairo em: 6 Março, 2009

Nesta semana, eu tinha mil coisas a postar, inclusive as fotos do carnaval no paraíso. Mas a vovó sofreu um avc e inesperadamente minha vida virou de cabeça para baixo. Dois dias inteirinhos em hospital sem tempo para nada. Noites mal dormidas e cansaço e trabalho acumulado. Ai, deixa eu respirar. No finde atualizo.

Mãe costura

Publicado por: Alena Cairo em: 27 Fevereiro, 2009

Talvez sejam resquícios do papel da mulher no passado, mas a imagem da mulher costurando é um ícone em todos os tempos. Mãe costura. A mãe costura as meias dos filhos, faz as bainhas das calças e prega os botões das camisas do marido.

Mãe dá um ponto no que descostura. Mãe cerze os paninhos. Faz até lençol.  E , muitas vezes, roupinhas de boneca. Ao menos era assim.

Eu nunca acertei dar um ponto sequer. Não que tivesse problemas com agulhas, aliás, sou craque desde pequena em passar a linha pelo buraco. Acho que foi desvio intelectual mesmo o que me afastou das linhas e dos carretéis.

Na adolescência,  revi o papel da mulher e,  se a geração que me antecedeu plantou em nossas cabeças a rejeição à imagem feminina como era dantes, eu comecei a redescobrir o lirismo dela. Vi minhas avós costurar a vida toda. E, embora já fosse em meu tempo coisa de vó, era algo muito bonitinho de olhar, útil por demais e, além do mais, artístico. Cada bordado!

Comecei a me sentir uma mulher inútil porque não sabia bordar.  Veja! Então lancei mão do desafio aos 20 anos : peguei uma das revistas de minha avó, pedi a ela que me ensinasse e escolhi o desenho mais complicado. É, eu tenho destas coisas. Se fizesse o complicado, faria qualquer outro depois. Foi um anjo cheio de tons diferentes para dar o sombreado no corpo. Lá pelas tantas, errei uma linha no meio do corpo, mas refiz as proporções e meu anjo acabou com uma linha a mais na barriga. Imperceptível.

Minha avó deu a nota e criticou, disse que o avesso não estava perfeito. Ah, se fiz o direito, o avesso não importava. Depois disso, bordei umas maçãs na toalhinha de mão. E me achei a própria. Para nunca mais bordar. O desafio estava vencido.

Vivi bem então, não sem umas nostalgias do tempo em que eu bordei e da vida de bordadeira que eu não tive.

O caso é que, depois que eu virei mãe, me deu uma vontade louca de costurar. Um desejo incontrolável.  E comecei a pensar na velha singer.

Esta semana fui visitar o representante aqui na cidade e acabei de escolher o meu presente de dia das mães.

A campanha está lançada, vamos ver no que vai dar. Que venham as linhas depois. E os paninhos.

Ano velho mesmo

Publicado por: Alena Cairo em: 26 Fevereiro, 2009

É um tal fenômeno do nada começou ainda por aqui que se espalha ainda na Bahia com perspectivas de recolhimento apenas na semana que vem, na segunda-feira.

Onde moro, pego engarrafamentos homéricos às 18h30. Ontem, em plena quarta, fui a um aniversário neste horário e… nada. Parecia feriado nacional em Salvador. Quase nenhum veículo pelo caminho. Fiz em 10 minutos o trajeto que levo 40 para fazer. ô vidinha…

Na faculdade, só metade dos alunos compareceram e o estacionamento dos professores também indicava viagens e descansos prolongados – ainda que estes tenham que repor suas aulas depois.

Deu tempo de eu atualizar minha agenda toda hoje e cronometrar o meu tempo para a minha vida 2009 também começar segunda. Feliz ano novo!

Feliz ano novo!

Publicado por: Alena Cairo em: 25 Fevereiro, 2009

Parece que segunda que vem, finalmente, dia 02 de março, 2009 começará na Bahia.

Saída pela esquerda

Publicado por: Alena Cairo em: 21 Fevereiro, 2009

Vou ali, mostrar a Alice que boi existe. Carnaval na fazenda.

Despedida da barriga

Publicado por: Alena Cairo em: 20 Fevereiro, 2009

Ontem foi a véspera do parto da minha amiga… Sabe… essas coisas de mulheres. Hoje Laura chega. Então ontem eu fui ver Sandrinha no seu último dia sem filho, dar o beijo na barriga e admirar o quartinho da princesa

Quarto de Laura

que chega daqui a pouco.  É que dá uma saudade muito grande de quando a gente carrega o barrigão. Eu não sabia e nem tinha idéia, mas, quando a mulher fica grávida, o universo inteirinho cabe dentro dela.

Despedida da barriga

Despedida da barriga

Quatro pessoas

Organiza-te!

Publicado por: Alena Cairo em: 20 Fevereiro, 2009

É que eu ando por aqui tão tão organizada(des?!?!?!?) que vou hoje cedo comprar a minha agenda 2009. É. 2009 mesmo. Talvez só depois de ser mãe eu tenha aprendido que o ano novo em Salvador só começa mesmo após o carnaval.

Esta tal modernidade

Publicado por: Alena Cairo em: 20 Fevereiro, 2009

Recebi ontem um e-mail da amiga maravilhosa que a vida me deu nestes últimos três anos. A fofa está em Lisboa em lua-de-mel e avisava-nos, a nós, pobres mortais, que seu álbum de casamento já estava disponível. Tudinho on-line. É que estes fotógrafos estão cada vez mais profissionais.  A  gente recebe o login e a senha para acessar o álbum e pronto! E euzinha aqui passei hooooras a ver tim-tim por tim-tim cada detalhezinho da festa que foi m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a.

Qualquer maneira de amar vale a pena

Publicado por: Alena Cairo em: 18 Fevereiro, 2009

Não consigo sinceramente entender a homofobia. Não consigo sinceramente acreditar  que alguém se importe tanto com a opção sexual de outra pessoa a ponto de levantar bandeiras contra, fazer piadinhas de mau gosto e depreciar a sua imagem. Não, eu não consigo.

Certa vez, um aluno meu em enfermagem pediu licença quando a aula acabou para dar um recado à turma. Eu o ouvi perfeitamente: ele queria comunicar que não era gay. É que se estereotipam os enfermeiros e não era o caso dele ser homossexual. Que fosse. Por trás da atitude aparentemente inocente, aparentemente engraçada, está um oceano de culpas e preconceitos.  É tão ‘ruim‘ ainda em nossa sociedade ser gay que é necessário proclamarmos publicamente que não o somos quando se espera que sejamos. Dá para entender?

Uma pessoa precisa publicar seu heterossexualismo para não sofrer preconceitos ou ser estigmatizada. Não, eu não consigo sinceramente entender. Nestas horas, lembro-me do versinho de Caetano em Tieta: “Todo mundo quer saber com quem você se deita/  nada pode prosperar”.

A propósito, a Denise publicou este post e este vídeo .

É que na Califórnia, na época da eleição de Obama (ou seja, atenção desviada), passou uma alteração na Constituição que definia ” o casamento como uma uniao entre um homem e uma mulher“. Isso significa que estão impedidos casamentos entre pessoas do mesmo sexo e anulados os realizados até o momento.

Vale a pena ver o vídeo e acompanhar o desdobramento do caso. Os casais estão em livre campanha para a Suprema Corte rever a decisão.

Fenômeno pipoca

Publicado por: Alena Cairo em: 18 Fevereiro, 2009

Pense no lanche de que eu mais gostava na vida: pipoca.  É.  Esta coisa simples. E nem faço questão de manteiga nem de sal. Juro. Gosto feita na pipoqueira elétrica sem óleo.

Pois bem, depois que eu engravidei, perdi a vontade de comer pipoca. E era uma vontade diária que eu satisfazia sempre. Nem tenha dúvida. Eu não enjoei de pipoca. Eu não passei a não gostar. Eu simplesmente perdi a vontade. E até hoje não a recuperei. Olho, olho para o frasco de milho me esperando e… nada. Nem umazinha. Nada mesmo.

Sabe lá se eu voltarei a sentir vontade. tomara. Porque, além de gostoso, é um excelente lanche diet.

Se você não vai à rua no carnaval

Publicado por: Alena Cairo em: 16 Fevereiro, 2009

O que fazer em Salvador em pleno carnaval se você não gosta de carnaval, está impossibilitado de pular a folia momesca ou não tem dinheiro para pagar as astronômicas camisas e abadás?
Como a cidade cheira ao dinheiro que se ganha nesta época e como você é visto como um E.T. se não vai se esbaldar no meio do povão ou dos camarotes superlotados e blocos imprensados nas estreitas ruas da cidade, o melhor é SAIR DA CIDADE. Arranje um dinheirinho, pouco ou muito, e viaje. Viaje para lugares maravilhosos – se tiver muita grana, ou escolha os lugarejos daqui mesmo para passar um tempo em folia diferenciada ou descanso com a família.

Se não puder sair, pense logo no convênio com  locadora de vídeos e arrume em fila aqueles livros que – finalmente- poderá ler.

Outra opção é resolver se internar em casa e arrumar finalmente a bagunça que se acumula há tempos: na sua mesa de trabalho, nos armários, no seu guarda-roupa…

Texto em edição

Plágio

Publicado por: Alena Cairo em: 16 Fevereiro, 2009

O copyscape sempre nos alerta dos plágios: Adriana copia meu texto inteirinho no blog Tudo por um filho e nem coloca aspas, nem autoria, nem link para a página do A vida em palavras. Deixei um comentário lá, avisando, caso seja ‘inocência’. Vamos aguardar.

Momento auto-ajuda

Publicado por: Alena Cairo em: 16 Fevereiro, 2009

Ando repetindo este mantra:

Publicado por: Alena Cairo em: 15 Fevereiro, 2009

De vez em quando aparece em minha vida uma pessoa que me faz ter dúvida de onde é mesmo que fica a linha tênue entre a idiotice  e a bondade. É que eu tenho uma inclinação para ser ‘boazinha’ e, às vezes, muita gente sacana suga.

Tenho sempre receio de julgar mal uma pessoa e aí então aparece uma tendência para crer que a pessoa teve um ataque de regeneração e simplesmente me valoriza ou gosta de mim… mas a danada da dúvida martela a cabeça e fico pensando se não estou mesmo é fazendo papel de otária.

Minha avó sempre disse: ” dá a quem te dá. A quem não te dá, não dá, não. ” Diz ela que os sinos tocam esta canção.

Mas a droga da culpa cristã ou a porcaria da síndrome de mulher boazinha que vai para o céu muitas vezes me faz escolher a outra máxima: ” fazei o bem sem olhar a quem”.

Toco fogo ou passo o bálsamo?

Seis meses

Publicado por: Alena Cairo em: 13 Fevereiro, 2009

13 de agosto de 2009

Eu agora faço monstrinho...

Eu agora faço monstrinho...

Brincadeira de bebês

Brincadeira de bebês

primos e irmãos

Aslan e Alice: primos e irmãos 13/02/2009

Dá para derramar em palavras…

gritos, lamentos,lágrimas, indignações, saudade, suspiros, gargalhadas, revoltas, amor, arroubos de amizade, risos ... enfim, a vida em palavras!!!!

Sim, eu leio os comentários.

E respondo(ia) a todos!

Nada de plágio!

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Autoria dos textos : Alena Cairo


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  • Andréa: Cássia, Eu comprei o livro e comecei a dieta, estou achando muito bom, só fiquei com algumas dúvidas.Alguns de vcs que já fizeram a dieta poderia
  • ALESSANDRA: EH VERDADE GOSTEI DO Q DISSE BIA E JULIANO ESSE DEVE SER ALGUN TIPO DE ÓTARIO Q NAUM TEM O Q FAZER MAS VEM KAH QUEM JAH SOFREU PRECONCEITO PORQ EH PU

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