Blog meu que eu pari,
por que tu não me deixas trabalhar mais ?
Blog meu que eu pari,
por que tu não me deixas trabalhar mais ?
Salvador tem destas coisas. Estressada do trabalho, voltei para casa pela orla. O mar estava de uma cor tão linda que não há quem chegue zangado em casa. O vento no litoral alisava os coqueiros e a maré enchendo nos dava a sensação de pura plenitude. Parecia trazer bênçãos a quem passava.
Hoje a Nalu me perguntou de que é que eu dou aulas?
Bom, quando eu escolhi ser professora, tinha dezessete anos e queria mudar o mundo. Pensei em ser psicóloga, mas me lembrei a tempo de que eu sou muito sensível e de que as pessoas freqüentam psicólogos essencialmente para falar de suas neuras e de seus problemas. Então me imaginei mais deprê do que qualquer paciente… Ui!
Como todo mundo tem neuras… Eu queria mesmo era ser jornalista. Achava o máximo trabalhar num jornal, ser inteligente, acompanhar o dia-a-dia do mundo, apurar fatos, opinar… e ainda entender de cultura geral (para mim estes eram os pré-requisitos básicos para alguém ser jornalista). Quis a vida que eu caísse lá na faculdade de Letras, num acidente de percurso (ou não?).
Quando era pequena, com oito anos, achava lindo pertencer à Academia Brasileira de Letras. Pensava que era a ambição maior que se poderia ter, tal era meu amor pelos livros e autores. Então concluí que ser estudante do que eu amava tanto, os livros, seria não uma profissão, mas um eterno deleite. Às favas com as academias: andar , andar, mas para sair do lugar. Mente sã sem mentir: nadar. E navegar. Porque o poeta já disse que é preciso.
Refleti e juntei um pouco da psicóloga que abraça, ajuda, provoca o questionamento e ouve todo mundo com mais um pouco da jornalista que ambiciona ser culta, que pesquisa, apura, vê as possibilidades de versões, interessa-se por trezentos mil temas diversos. Uni tudo numa tigela bem grande onde pus minha cabeça e meu coração; estudei literatura, lingüística, filologia, latim e outros afins… e fui parar com dezessete anos dentro de uma sala de aula. E amei.
Minha aula é de literatura, gramática e redação. É aula de matemática de vez em quando (ensino regra de três a todo mundo e lógica também, função - que é para que servem as coisas - e área - quadrada ou avançada… Multiplicação e soma… ensino a dividir também!). Da geométrica espacial área da pirâmide, de vez em quando levo meus alunos ao Egito e à origem da escrita. Meu nome é Cairo e fico por lá, mas do Nilo pulo ao Amazonas ou ao Velho Chico. Do Chico, chamo o Buarque que encanta na interpretação de texto e na arte da metáfora. E espaço a espaço sinto com eles a geografia. Do Sudão ao Paraná, vou a Roma e Maringá. Convido-os a Mônaco e à Serra do Mar. Portugal , Espanha e Itália são então espaços para amar. Logo eles percebem que a África é um continente, um país, um povo e também uma agência de publicidade.
Abro o livro e re-invento a máquina do tempo, chego à História Oficial e futuco-a para chegar a novas versões. Sou então outros heróis: pirata, Robin Hood, Lampião… mas também Marechal Deodoro da Fonseca (nunca me esqueci que as pernas dele eram finas e a bunda …). Desfilo fatos, esqueço as datas, penso nas causas, conseqüências e comparações.
Então chego um dia atrasada (ops!) e explico a Física pura que é a vida. Ai, ai… meu sono ainda não percebeu espaço-tempo-velocidade que meu carro e o trânsito insistem em me lembrar. Leio logo depois um poema e vou escrevendo no tempo da memória a possibilidade de um futuro melhor. Sou agricultora e planto em cada sala-terra-fértil um pouco de esperança, muita autonomia e fé em si e no outro. Como atriz, visto a roupa de guerra e no palco da sala combato a covardia, a delação e a mentira.
Incentivo ao grito, embora muitos se mantenham em silêncio atento. Se a questão é o Imperialismo, ensino que The book on the table. Verdes e amarelos, alunos vão amadurecendo, ensinando e aprendendo. A mesa é minha, mas também deles e o livro está lá, aqui e acolá… A química da profissão é essa, entretanto digo a todos que a neurótica ex-psicóloga sabe que seu shampoo é um estrangeirismo, mas não só porque tem lauril éter sulfato de sódio na composição.
Outra química é particular e está na biologia: pele para abraçar e sentir, que é preciso tato para lidar com pessoas; visão para enxergar e "reparar" (não é Saramago?), prestando atenção e consertando o que puder; audição para ouvir o alter, o ego e o super ego… ouvir os gritos e os silêncios de cada um, mas principalmente os nossos, pessoais; olfato para entender o cheiro bom daquele perfume que passa no corredor e o quanto fedem a injustiça e a corrupção; paladar para degustar o estar com o outro, o conviver, para entender o sabor amargo de tantas coisas e também para não confundir os dissabores com as gentilezas ou doçuras.
Ponho então um chapéu de mestre cuca e nheco nheco com a barriga multicolorida do monstro do sítio, balanço os cabelos para um lado e para o outro, jogando o pó de Pirlimpimpim que peguei da Emília no meu caldeirão, que não é o do incrível, aquele Hulk. Faço uma poção, mas não obrigo a beber. Meus alunos sorvem se quiserem, bebem se sentirem tesão, se acreditarem.
Quando acreditam, o faz-de-conta passa a ser da nossa conta, e a realidade fica pequena, restrita. Então juntos sonhamos com outras eras, outras Heras e Dianas, outras heras e gramas. E na grama que é relva imaginada, deitamos e pensamos na grana que tanto limita, mas que também possibilita.
É neste momento que a arte que não nos deixou em momento algum na sala, logo soa como música em nossos ouvidos, embevece como poemas, pinta novos quadros, arquiteta outros espaços, rejuvenesce as esculturas e as faz maravilhosamente dançar… Aí, pegamos carona naquela cauda de cometa e descobrimos que a Via-láctea não é feita de leite, mas parece o leite em pó com sua poeira cósmica. Do leite, chegamos ao Ninho e aconchegados no berço do princípio de todas as coisas, descobrimos o que realmente importa: que somos seres. Seres Vivos, portanto devemos Viver mais. Seres Vertebrados , portanto a espinha deve estar ereta face às arbitrariedades do poder, senão o coração não pode estar tranqüilo. Seres Mamíferos que precisam de mãe, de pai e de filhos. Seres racionais, portanto pensamos, sabemos e acreditamos que , acima de tudo, somos humanos.
Alena Cairo 30/05/2006
(Nunca brinquei de escola quando era criança. Sempre achei que escola era coisa séria, não uma brincadeira. Era trabalho, não diversão. Hoje me divirto e brinco trabalhando.)
Menina de quem eu gosto tanto, fui beber em Neruda (Canto Geral - XXV Apesar da ira ) as palavras para ti:
"(…)
Um vôo
de pombal saiu da pintura
com arrebol e azul ultramarinho.
E as línguas do homem se juntaram
na primeira ira, antes do canto.
Assim, com o sangrento
titã de pedra,
falcão encarniçado,
não só chegou o sangue, mas o trigo.
A luz veio apesar dos punhais."
Pablo Neruda
Este vídeo e a receita para solteirice.
Da série : estes pretendentes eu não pretendo!
Protagonista número 01: divorciado, pai solteiro, mora com o baby. Está doido para arranjar uma mãe para o seu filho (eu , hein! Vá parir pra lá!). Advogado, professor e dono de um cachorro. Toca violão (uia!).
Ato falho / papo:
- Oi, moça… Blá , blá bláblá…
- Blá, blá, blá…etc e tal.
- Ah, você sabia que eu gasto R$250 a 256 reais no French Quartier toda semana ?
Fecham-se as cortinas: DELETE!
Confesso que eu li!
Acabaram hoje as apresentações de meus alunos de jornalismo sobre os Ensaios de Risco de Otávio Frias Filho. Confesso que estou satisfeita com os trabalhos deles.
Ah, um grupinho ainda inventou de 'importunar' o autor e foi o maior barato terem recebido a resposta à mini entrevista que fizeram. Se vocês vissem a carinha de alegria, o brilho nos olhos da molecada e a importância que é para eles um autor responder às questões que fazem… Fora isso, o ineditismo de estarem trabalhando com autores vivos, já que os cânones já foram há muito.
Outros cânones virão, outra época chegou. Eles se sentiram valorizados. Estimulados a fazer sempre mais. Isso é o meu salário e por estas questões, durmo feliz com a minha profissão.
Minha irmã ganhou o prêmio pelo artigo que fez. Melhor texto.
Estou toda orgulhosa.
Muita coisa boa aconteceu desde sexta.
Mega tarefa do absurdo cumprida! Revisão e redação de um texto gigantesco… Ai, ai, ai, ai… minhas pobres costas.
Pingüins são mais inteligentes porque não pensam como humanos.
Mas a gente não tem mesmo o que fazer , não é?
Agora parem e pensem: será que os pinguins ficam a admirar os icebergs e a pensar que o "mar é derretido" (sessão besteira) porque o gelo entrou em contato com a água? E que a montanha gelada é sólida porque demorará mais a derreter em contato com o ar?
ahahahha… Estou imaginando agora que o iceberg é uma montanha que derreteu porque entrou em contato com a água…
Quem come aspargos às quatro e vinte da manhã é normal ?

Li sobre o tema e gostei no Zero Hora.
Solteirice minha
Neste fim-de-semana, estava pensando em postar sobre solteirice. Descobri, maravilhada, o quanto é gostoso usar aquele salto 20 cm agulha sem me preocupar com o tamanho do namorado… Descobri, feliz, a delícia de ouvir comentários das bem-casadas que me disseram com olhinhos brilhantes: poxa, eu admiro você pela garra e beleza (uia! a vaidade foi no céu) … Descobri que há outras não tão bem casadas assim ( mas que eu gostaria de que estivessem!) que morreram de ciúmes do love me olhar e conversar comigo.
Descobri, feliz, que aquele cara, de quem eu gostava quando tinha 13 anos, está lindo, bem casado e bem sucedido… mas me olhou a festa inteira, de soslaio(mulheres têm visão periférica, baby!). Ah, ele fez questão de chegar perto de quem conversava comigo e olhou meu corpo com desejo (sim, mulheres enxergam pelas costas!). E eu, inocente como-quem-não-quer-nada, passei umas trinta vezes perto dele só para que sentisse o cheiro do meu perfume (ahahahahaahhahahaa…pô, são 17 anos desde os treze, e ele é lindo!).
Eu descobri, genial !, sozinha, que não preciso comer aquele doce maravilhoso com educação, dividindo em pelo menos três pedaços: poderia enfiá-lo com gula na boca porque não tinha que manter aparência para ninguém. (sim , eu fiz isso!)
Eu percebi que poderia andar o gigantesco salão da festa, altiva (na expressão e na altura – risos: 1,72 m + 20 cm de salto), sorridente, maquiada, feliz (aparecendo para todos, andando com aquela graça que só as mulheres têm) e SEM TER QUE SUPORTAR A CARA FEIA DE CIÚMES.
Eu descobri que poderia beber só champagne a noite toda, depois resolver misturar com um pouquinho de uísque, sentar com todas as pessoas queridas, papear à vontade, rir no meio das solteiras, gargalhar com as crianças, dançar I love survive como uma bicha louca. Ah, 'de quebra' descobri que os sites de festa só publicam as solteiras bem resolvidas (em breve o link).
Descobri que não precisava da ginástica de carregar o celular naquelas minúsculas bolsas de festa porque, simplesmente, não esperava ninguém ligar. Pude ir e voltar de carona, fiquei até às 5 da matina, tirei todas as fotos que quis…
Descobri que dava pra fazer a amizade que quisesse e surgiram mil contatos interessantes. Escolhi a turma com quem queria ficar. E fiquei com várias turmas.
Descobri, por fim, que as velhinhas têm medo de que eu case com os netos delas (risos).

Ontem: mãe emocionada, pai radiante em sorrisos.
A menina virou moça, virou mulher. 15 anos.
Hoje: 9 anos de amizade, 9 anos de amor.
Tay e Ruy dizem sim.
Amanhã: as famílias dizem mais sim.
A festa continua, o almoço para celebrar.
Segunda-feira: eu prometo
que começo a academia e a dieta.
Eu odeio segunda-feira!
Socorro!

Confesso que sou muito feliz!
Se, por acaso, a vida não ajuda, a serotonina é provocada pela super Nestlè.
Hoje cometi o pecado mortal para qualquer mulher: pedi para minha empregada fazer 30 brigadeiros que estão aqui na caixinha para me atender…
(Lembro logo a Cam dizendo que não é fã deles!!! )
Dead Love
Transcrevo a Folha de ontem:
" CASA DO SABER
E um dado curioso sobre as rebeliões em presídios paulistas: na penitenciária de Hortolândia, o quebra-quebra destruiu os móveis de todos os espaços do presídio a que os presos tiveram acesso.

Mas a sala em que funciona a escola ficou intacta."
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Em tempo de violência generalizada, de 'governo' do PCC na maior capital do país, considero indicial os presos não macularem a escola. Sinto então a necessidade de comentar o círculo vicioso que o caos escolar gera entre as populações marginalizadas: a falta de acesso à educação de qualidade mantém o desnível social, o abismo entre as classes, aumenta o banditismo e a agressão que explode sobre as grandes capitais atualmente.
Ninguém é ingênuo de achar que a violência decorre deste ou daquele fator apenas, mas sabemos que é um sistema de aspectos convergentes que concorrem para que a agressividade das classes em desvantagem surja como resposta à falta dos direitos mais elementares.
Se os presos demonstram respeito pela escola é porque alguém andou lhes dizendo que a educação é sim um fator de transformação social e que é possível crer em melhores condições para todos. Talvez saibam que é uma possibilidade de reinserção no meio social. Não destruir a escola significa manter a ferramenta, o instrumento.
Quando é que a sociedade vai acordar com mais força de reivindicação para exigir dos dirigentes a seriedade para investir na educação e manter os programas que podem transformar o quadro social em que nos achamos? Este ano, as paralisações de professores já fizeram barulho. Mas na própria SP, em manifesto na Paulista, parece que os professores não conseguiram muita coisa. A classe incomoda pouco. Os salários envergonham. Em Salvador, os docentes das escolas particulares pararam hoje. A questão da data-base é motivo de piada entre os donos de escola. Já foi proposto 0% de aumento aqui em Salvador, nos últimos anos. Ouçam a incoerência da frase. Isso mesmo: ZERO por cento de AUMENTO.
Leio também no mesmo jornal, que custaria ao estado de SP um novo presídio por mês para abrigar todos os 840 novos "fora-da-lei" mensais. E visito o arquivo em que Dimenstein em 1999 já anunciava este dado. Eles, os dirigentes, tenho a certeza de que sabem soluções e formas de amenizar o problema além de quais são os vetores de crescimento para o país. Pensar no interesse real que têm em mudar é uma outra questão.
Boa notícia para quem trabalha em fast food : um precedente no estado de SP . O TRT-SP reconheceu que lanche não é refeição. Confiram !

Alguém consegue comer pipoca sem que caia alguma no chão?

Ouvindo 11 professoras de escolas diferentes conversarem sobre sexualidade nas classes infantis (leia-se: educação sexual), cheguei à conclusão de que:
ainda bem que as crianças pensam (apesar da escola!).
Um metro e oitenta e oito de altura e músculos bem distribuídos. Tríceps, bíceps e barriga definidos. Coxas e bunda torneadas. Testosterona pura.
Usá-lo bem demoradamente.
Ex-namorado Parte I
Nome do fulano: pseudo eu-não-te-ligo ou eu-não-ligo-para-você
Fim do relacionamento. Mercedes emprestada do amigo milionário dele para passear na porta da casa da melhor amiga Dela.
Ex-namorado Parte II
Paquera uma colega de trabalho Dela. Namora a fulana. Ele liga para Ela e conta-Lhe. Tudo. Detalhes íntimos. Disponibiliza "por acaso" todas as cartas de amor da ex-colega Dela. Via messenger: foto da colega para provocar a ex. Diz ele que a colega Dela é a mulher que procurara por toda a vida. Que o fará feliz para sempre. E que, finalmente, A esqueceu. A ex dá de ombros e deseja-lhes felicidade. O namoro para sempre dura 15 dias.
Ex-namorado Parte III
Ele volta para uma ex anterior à ex atual. Ele vai conversar com o tio Dela para contar a novidade. Conta como está feliz. Que reatou com o "amor da sua vida". Freqüenta todos os amigos em comum. Põe a mulher para morar consigo . Mas pede à nova ex-antiga-agora-atual-namorada que seja como Ela fôra. No jantar: spaguetti al dente. A nova ex-antiga quebra todo o macarrão pequenininho, picota o fio do spaguetti italiano e serve à mesa aquela profusão de pedaços de um spaguetti perdido. Ele tem um colapso. Acabou de novo o amor que já não dera certo no passado. Por causa do macarrão?
Ele liga para a ex(Ela) qualquer dia . Marca um encontro. Conta-lhe todo o episódio. Riem juntos. Há outro jeito? Ah, e a ex-antiga havia comprado "um litro" de vinho canção para tomar com ele.
Ex-namorado Parte IV
Diálogo:
- O quê? Você está saindo muito, agora que está solteira !!!!!!(gritando revoltado) Se a gente voltar, eu não vou deixar, não. Nem pense em ficar saindo.
- Baby, nem se iluda. É por isso também que NÃO vou voltar para você.
Ex-namorado Parte V
Cena: festa na casa do amigo dele.
Conflito: presença de um casal de amigos em comum. ( o homem, amigo dele e Dela; a mulher, amiga Dela)
Ato: O ex parte para cima da magrela com cara de avestruz a fim da amiga Dela contar-lhe em fuxico no outro dia que ele estava namorando.
Desfecho: a reportagem ocorre logo no dia seguinte. A amiga Dela diz tudinho que ocorreu, inclusive que ele simulou um sumiço, mas que ficou minutos atrás de uma pilastra sozinho. Ele não beijara a magrela em público, mas insinuara o colo e a intimidade. As amigas riem muito juntas.
Faltam exatos 30 dias para as minhas fériassssssss!!!!!!!
Nada de correções, acentos, palavras silêncios são tudo, mas nada dizem.
Outras vezes, comunicam tudo e ao niilismo nos conduzem.
Para que o ideal? Para que a utopia? Drummond já disse que o amor resultou inútil.
Meus olhos ainda choram, lavam minha alma, ensopam o travesseiro, derretem-se no nada. Ninguém ouve as lágrimas.
Ele é só silêncio, chato chato chato. Mimado e infantil. Brrlrllrlrrllrlrlrllrlrrrrrrrrrrrrrr
Eu sorrio de raiva.
Hoje faz um ano…
A vida é mesmo muito louca. Ontem, a esta hora, eu estava na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, assistindo a um amigo de infância dizer o sim a uma noiva emocionada. Há um ano, minha vida acabava de dar a maior reviravolta dos últimos cinco anos. Folheio minha agenda de 2005 e vejo minhas anotações: uma palestra que mudou minha história.
Coincidentemente, descubro uma anotação igual: em maio de 2005 e em maio de 2006, eu estive e estou às voltas com Vidas Secas. Será um sinal?
Revi a pauta do dia 21: uma aula que eu dei sem ter dormido a noite inteira, com slides e data show… Falei sobre Português Instrumental neste sábado de 2005 porque não tinha cabeça para nada que não fosse absolutamente técnico. Detalhe curioso: se não tivesse tido a noite que me pirou o juízo, que mudou minha história, a minha sala de aula teria visto naquela manhã de exatos um ano o filme Janelas da Alma. Pensem.
Consigo me lembrar do dia 22 de maio. Eu de vestidinho marrom bordado, trancinha no cabelo e sandália havaiana emprestada, comendo escondida escondidinho no Rio Vermelho. Lembro a Lua e o pedido que fiz: vá embora. Pedi e fui firme.
Lembro a aula de 23 de maio, de Fernandinha me dizendo: ei, Alena, você não é essa mulher… Seu discurso não está coerente. Vá cuidar de sua vida. Não sei se ela sabe que me deu o gás que faltava para eu me soltar de minhas próprias correntes. Passei um e-mail, olhando o cartão que até hoje está em minha carteira. Menos de uma hora depois, a resposta. Lembro Luana, agoniada, me incentivando a buscar ser feliz. às favas com o pedido de vá embora. Venha ou me leve. Foi com a bênção da santa barroca baiana que viajei. Então tremi, suei, gelei. E fui mesmo. Confiando sabe lá em que. Esperando sabe lá o que. Desejando eu sei bem o que: ele. Senti saudade e fui. Fui mesmo.
Lembro quando o avião taxiou e levantou vôo. Lembro o barulho das turbinas, o olhar as luzes vermelhas na pista e o que pensei: aqui vou euuuuuuuuuuuuuu. Seja lá o que Deus quiser. Só clichês. Lembro o quanto o coração dele batia de ansiedade também. Lembro que usava tênis azul e calça cáqui. Lembro o frio da cidade e a pista. O boa noite do porteiro. O amanhecer naquela cidade hostil para tantos, mas para nós tão quente naquele instante, tão doce. Lembro que tomei uma xícara de chá. E depois dormi como há tempo não fazia.
Se os dias que virão forem para mim só recordações, terei mais oito meses de boas lembranças. Muitos dias, muitos dias, muitos dias…
O mar estava tão lindo hoje que cheguei a pensar que era véspera de fim de mundo.
Navegando sem destino por aí, ri de me acabar agora. Veja os quadrinhos do Angeli do blog azeitona na empadalheia .
Vamos ao texto:
Alguém aí tem TPM? Não, não, não falo da tradicional, da que a maior parte das mulheres tem. Enquanto todas viram bicho, no pré-menstrual, eu, simplesmente, fico linda, me acho, não caibo em mim… sou gentil e feminina, tenho apetite sexual, alegria e o diabo a quatro. Aí vem a benedeta! Chega, não tenho cólica, não me incomoda, nem ligo… fora este ou aquele incoveniente de sentir vontade de tomar 32 banhos.
Então a fulana vai embora… Primeiro dia, tudo oba! No segundo ou terceiro depois que ela zarpa… ETA! Começa o problem. Eu tenho Tensão PÓS-MENSTRUAL. Alguém já estudou isso? Definho, definho, definho… como 25 chocolates, encho de espinhas uns três dias, fico intolerante, me dá uma megahiperinconsolável depressão…Choro, me sinto feia, a pior de todas, nenhuma roupa presta, olho-me no espelho e me dá vontade de fazer uma plástica para mudar tudinho… até o crânio pra outro formato. Olhar a barriga nem se fala, as coxas? Piorou. Se pudesse, não saía, me intocava para sempre pelos 4 dias do processo. Às vezes, dura seis ou sete. Uia!
Nem amiga, nem aluno, nem love, nada… fico incomunicável…e já percebi que ainda tem mais: se for na Lua cheia, sai de baixo, aí eu provoco só para brigar.
Demorei anos a perceber… pensava ser temperamental apenas, não havia associado aos hormônios e às fases lunares. Neste período, só uma coisa ameniza o processo: caminhar na orla ou fazer ginástica. O diabo é eu em TPM(pós) entender isso…
____________
Tive uma idéia: vou incluir no lattes a minha segunda pós: pós-menstrual. Sou doutora já. Quase PhD.
Da série… madrugada!
Uia! percebi que vai fazer um ano que minha vida deu um looping total (que bom!) Chamei uma amiga inteligente para sair depois da faculdade hoje. Pretendia a deliciosa saladinha de polvo com vinho branco. Inteligente, ela resolveu ir para casa porque estava sem din din, com ressaca da última gripe e cansada. Então, às 23h, estava eu aqui, sentada, todamega arrumada.
Bem, vamos, então, ao post:
Uma mulher que mora só resolve a questão da companhia lendo uns bons blogs pela net… Uma mulher que mora só tem vontade de tomar vinho, percebe que está só, não há "ceromanos" normais acordados e não dá para ligar para nenhum dos amigos sem que eles interpretem: ela quer trepar.
Neste caso, uma mulher que mora só escolhe um francês ordinário, saca o saca-rolha e saca a rolha sacando como é saca sacar a questão. É Bordeaux, tinto… a taça tem um desenho interessante, gosto da haste longa… a borda tine singular…legal… Viajo na recordação e vejo o campo de cortiças em Portugal. Ah, jamais serei pró-rolha sintética. Dane-se!
Ela, a mulher que mora só, abre então o armário, descobre os pratinhos bonitinhos que comprou quando estava apaixonada, ri deles e pega a faca de cabo longo para fatiar o salame hamburguês( preciso de jamón). Tem um brie ainda na geladeira e umas castanhas frescas… Ri das tâmaras que descobriu… é capaz de não ter feijão ou farinha nesta casa… Mas ela atende a seus mimos pessoais… já que não há príncipes, nem pai, quiçá ogro do pântano!
A mulher que mora só sorve o vin de france e descobre p#%* da vida que a empregada dela impregnou o cabo da faca com o cheiro típico do alho… Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Adoro alho,mas na comida!
Lava, lava, lava a mão e volta a se embriagar do torpor típico de Dionísio. Pega no forno a torrada de pão de linhaça com queijo e presunto: canapé. (Preciso ir à Perini domani)
A mulher que mora só confirma o que já sabia há tempo: o prazer está em si. Ela é que sabe viver. ________________________________________________
Depois de rir da amiga blogueira que quer comprar um toca cd, lembro que tenho som!!! Ligo, mais uma noite, a imbecil da música Viva Forever, mas me alenta a alma, fico com aquela cara de sessão da tarde apaixonada. E vou dormir com meus quatro 'trabisseilos'.
Feliz.
Na cadeia brasileira…
- Olha só, meu chapa, nem vem com esta de colarinho… Vocês não vão inrolar a gente
- Mas, mas, mas…
- Não tem mas, não, malandro, isso é coisa de boiola, a gente queremos é mais…
- Mas vocês não podem ter uma lista tão grande, a gente assim vai ficar mal na imprensa
- Pá cima de mim, malandro? Tá pensano que eu num vejo tevê , não? Vocês e os cara aí , lá de cima, tudo macomunado, basta dar uma gaitinha que a coisa fica boa… e tem mais, povo tem memória curta, depois vocês se elege tudo de novo… tem jeito não… vão votá em quem? Em nóis?
- Mas celular na cadeia, televisão… até frigobar vocês querem! Só falta me pedir queijo brie…
- Tu não leu a lista toda, não foi, malandro? E já viu alguém aí, meu chapa, vivê sem celulá (alguns podem ler cerulá) ou sem televisão hoje im dia? É isso aí, e pronto. Iscolhe logo: ou é isso e mais aqueles bagulhos que nem aqui a gente pode publicar … ou São Paulo vai bombá de novo. A gente tá de brincadeira não…
- Tá certo, tá certo, mas vocês prometem que dizem pra imprensa que a gente só deixou poucas coisas? Por causa dos direitos humanos e tal?
- Fechado… Tu sabe nigociar, cara. Assim é que se manda. Vamu suspendê os ataque.
A minha ira: ser injustiçada ou ver alguém cometendo a outrem uma injustiça.
A gula: essa pula…são tantas…
Inveja: não me recordo de ter sentido.
Preguiça: de corrigir prova… sempre!
Luxúria: só entre quatro paredes para saberem… segredo.
Soberba: entendi de verdade o que era soberba na hora que entrei no Vaticano pela primeira vez e vi tanta riqueza, tanto luxo em tantos detalhes.
Avareza:gosto do meu namorado só para mim… hahahaha!!!
Mulher, mulher… Eta raça divertida!!! Garotas, confesso que adorei o programa de mulheres analisadas, independentes, bem sucedidas e … solteiras! Uma homenagem à professora, à doutora, à funcionária pública e engenheira e ao trio de arquitetas.
Muitos risos, muita história… Felizes porque não precisamos dar satisfação a ninguém, não dependemos de nenhum super homem para ser felizes e, principalmente, porque podemos ficar à vontade em casa (kkkkkkkkk…)

Mas também confessamos que, vez ou outra (ou quase todo dia a depender do desespero – mais risos), entramos em neura… Dá uma vontade neste friozinho de dormir agarradinha…

Lembram a minha teoria dos quatro travesseiros? É tiro e queda! Salvem-se… mas tem um detalhe: mulheres resolvidas precisam de pena de ganso!

Mas também não estamos dispostas à falta de qualidade…
E também não queremos os machistas de plantão, os insensíveis, os pobretões, os mal educados, os ignorantes, os horrorosos… ai, ai … nem os casados, galinhas, mal resolvidos…



Sobrou algum aí, garotas?????
A próxima postagem será a crônica das meninas que vão casar (risos)… Bem-vindas à blogosfera!!
Alena
São 6h20, nenhum jornal on line da cidade noticiou ainda, mas os ônibus estão paralisados até às 10 h da manhã. Transtorno em Salvador, caos. Como a população vai trabalhar com esta chuva e sem transporte?
P.S.1: embora todo transtorno causado, sou a favor da reivindicação popular, da manifestação, da luta, de manifestos pacíficos.
P.S.2: Daí a bandido, traficante, assassino ter "direito" a reivindicar é outra coisa… Não aprovo a violência, nem a guerrilha urbana, como em SP neste final de semana. Dar ao bandido o status de dirigente da nação é demais… Não é possível que a rebelião do PCC sitie cidadãos comuns, atemorize escolas e repartições e impeça uma cidade de funcionar… Quantos erros há na gestão deste país?
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.Carlos Drummond de Andrade
"Roubei o poema e a declamação de Drummond acima desta página: clique aqui.
Esta música é também um lamento… Clique na canção POEMA, leia sua letra e ouça a canção. Basta seguir o link.
Poema
Cazuza
FrejatEu hoje tive um pesadelo / E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo / E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho /E lembrei de um tempo Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço, um consoloHoje eu acordei com medo / Mas não chorei nem reclamei abrigo / Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro /
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim / E que não tem fimDe repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado / Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás
Tenho a dizer que AS FLORES DE PLÁSTICO NÃO MORREM.
Esta é minha amada terrinha… Acho incrível o busdoor que está circulando aqui:
Para quem não conseguiu ler:
"Venha com fé que aqui tem axé!
Centro Olwô Ifá Búzios e Tarô
Trabalhos fortes com resultados imediatos para todos os fins"
Ao anúncio, acrescenta-se telefone e endereço etc. A foto é de um índio guerreiro, caboclo…
Inacreditável, não?
Coisas de primeiro amor. Adolescentes: um garoto e uma menina pretendendo-se mulher. Os hormônios ensandecidos agigantavam um desejo que os consumia irracionalmente. E ela descobria sua porção fêmea entre as coxas.
Na ruazinha tranversal à Leovigildo Figueiras, a noite acobertava as histórias que, paralelas ao corre-corre urbano, languidamente aconteciam. A copa da grande árvore abraçava o casal, protegendo-o de qualquer curioso que de um dos apartamentos pudesse invadir aquele espaço tão-só-deles como o tempo que outrora passou. Deslizar de dedos pelas costas, apertos d’alma e roçar de corpos. Uma mecha caía no rosto e as mãos eróticas carinhosamente venciam a insistência capilar.
Um farol desavisado dilatava as pupilas que, cegas de sentimentos, se assustavam ao miar de cada gato vadio. Língua, roçar de lábios, promessas, sonhos, fantasias e eternidade. O efêmero corpo eterniza a memória. As unhas que arranhavam as costas másculas, embora quase infantis, exploravam também as sensações de um dormir no tempo que hoje se faz necessário para sonhar. Muito ocorreu.
Vez ou outra, um carro despontava na escuridão. Às quintas-feiras, o Centro Espírita lotava de crenças, fé e esperança: os homens e as mulheres que buscavam consolo. Um senhor carregava as compras e com dificuldade abria os gradis de ferro para refugiar-se da noite no lar que o esperava. Morcegos balançavam-se de árvore em árvore. Baratas desconfiadas espreitavam dos bueiros e, sem sentir perigo, lançavam-se nas calçadas em sua aventura de existir. Um bebê chorava o desconsolo de ter nascido, quiçá uma cólica qualquer. Uma senhora, conforme os padrões, inconformava-se com a sem-vergonhice dos ‘tempos modernos’: os meninos pareciam um só.
Alheios a tudo, os amantes tão jovens subjetivavam o viver, centrados que estavam no ponto que se estende além da neurastenia fugaz da adultescência indecente dos centros urbanos. Estresse, corre-corre, tráfego, pressa, tempo, úlcera, miocárdio, AVC. Físicos, cientistas e filósofos gastaram a sua existência inteira em busca da substância maior, do sentido real, da explicação para todas as coisas. Só eles, menino homem e mulher menina, naquele tempo-espaço hoje amarelo de lembranças, tudo alcançaram porque nada precisavam entender. Existiram apenas.
Hoje, meia vida depois, no debutar de tantas histórias, vez ou outra as avenidas me levam ao Garcia. Subo a ladeira e de leve sinto o músculo cardíaco repuxar. E sempre, sempre que a sinaleira permite a passagem, encontro os segundos necessários para virar rapidamente e olhar à direita. E sorrio sozinha.
09/03/2005
Ahahahahaaaaaaa… O personare (fui lá conferir) me disse:
"Daí a importância de, neste momento, conhecer gente nova, permitir-se trocar emoções com os outros, fazer coisas que lhe dão prazer. É um bom momento para o intercâmbio de sentimentos, para a expressão das emoções, sobretudo com as pessoas mais íntimas, da família, os amigos mais chegados, ou os amores. "
Gostei desta parte (risos).
Ah, tardia coisa nenhuma! Só porque nasci há três décadas (psiuuuuu, segredo) querem me oprimir?
Nem conhecia o personare, mas li As Duas Fridas agora há pouco e resolvi postar. O meu inferno astral dos Balzac redondinhos me conduziram à auto-análise freqüente … ou talvez os livros, quiçá o ócio, o vácuo mental ou o inferno pessoal das horas solitárias, a piração… ah, sei lá!
O fato, Fridas, é que EU ME LIBERTEI!!!
E tenho a dizer: é um proceeeeeeeeeeeeeeeeesssooooooooo.
De quê? Vamos lá:
Libertei-me de culpas cristãs disseminadas na sociedade pela Igreja C. (juro que eu pirava ainda achando que tinha que ser cordata e boazinha) – há cerca de 1 ano;
da censura de minha mãe, que, mesmo após morrer, continuava a me olhar pela minha consciência com olhos inquisidores e castradores – desde 23 de dezembro de 2005;
da necessidade de agradar ao mundo(isto era o pior), de parecer legal, boazinha, inocente – foi processual, percebi em março de 2006;
de seqüenciados (ou seriam seqüelados) namorados que se apaixonavam por mim ao me conhecerem guerreira, alegre e mulher, mas insistiam em tentar me transformar em uma obediente mocinha anulada – isto há 12 anos vem ocorrendo, mas houve um gap maior em 2005;
de uma empresa que não me fazia feliz – em 2005;
do arrependimento de ter mandado meu último love pastar ao notar que ele estava me dando menos importância do que eu merecia – há uma semana;
do medo besta que surgiu em 2006 de ter torrado uma grana na Europa nos últimos 5 anos – libertei-me ao olhar as fotos de novo;
da opressão das necessidades alheias (minha amiga acha que só casada se pode ser feliz, meu colega que só quem tem mestrado, meu ex que só quem fala inglês, minha família que só quem fica embaixo da saia ou dos padrões…). Se não sou eu que quero ou priorizo, então fd-s! – ah, esta liberdade foi ainda que tardia mesmo, só ocorreu há pouco… de dezembro ao fim de fevereiro é que me dei conta de que estava assumindo parâmetros alheios que me angustiavam;
ah, esta é demais: me liberteeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii do meu ex velhusquinho, cheio de manias, egoísta, e de toda a família complicada que ele tinha!!!! Lá lá lála laálla laáaa laaaááá Uhu!!! – 2005 !;
da convivência esporádica, mas forçada com ARGH de Mir , um adv. pra lá de inescrupuloso e baixo!- ano passado;
de dívidas pós-morte de minha mãe – em 2003!!;
de dúvidas quanto ao ato de assumir sozinha e de vez os cuidados com uma criança adotiva – em 2004;
da utópica idéia que eu tinha da formação que o colégio oferecia – não me serve mais de modelo desde terça desta semana, as máscaras caíram;
do medo do que os outros vão pensar de mim… esta foi a melhor!!!
Fridas, Fridas, penso nisto toda vez que me sinto insatisfeita: de que eu preciso me libertar?
Precisei balzaquiar para descobrir: EU JÁ SOU LIVRE.
Valeu o tema! E você, de que precisa se libertar?

Vale o texto da Nalu.
Teseu, aquele cara que é o maior tesão, precisava de uma certa Ariadne para vencer a labiríntica estada no Knossos caótico urbano da monstrópole de Pindorama e enfrentar o Minotauro de suas desilusões passadas. A bela Ariadne nem sequer sonhava que o herói a deixaria em Naxos (ou seria Veneza ou Santorini ? Não, não. Foi Salvador mesmo.)
Acontece que o plano de Teseu vazou telepaticafonicamente e ela pressentiu que Naxos estava próxima. Pretendia ele a doce noite de amor e o colo da mulher para embalsamar suas feridas provocadas pelas baixas recentes no exército. Logo, partiria para o Império, o trabalho (juro que estou ouvindo Zorba aqui) e, quiçá, para tantas outras mulheres… Talvez passasse na ilha de Calipso e suas ninfas, a convite de seu poderoso amigo Ulisses, aquele das folhas homéricas.
Ariadne já conhecia a planta de Dédalo e tratou de retornar ao seu próprio Knossos, cuidou de si, curou as feridas – estas na alma. Mas não sem antes puxar o fio*.
Com o novelo? Fez artesanato, trancinha no carnaval, uma blusa para o inverno… Depois, amarrou um anzol na ponta da linha e tratou de içar o peixe de cada dia.
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*Nota explicativa: Do telefone.
Ariadne puxou o fio.
O post abaixo só pôde acontecer porque o fio já fôra puxado há uns dias. Já chega de love lamento. Vida nova, não é, Tesão? Ops, ou seria Teseu?
Gastei uma hora me arrumando hoje: saia nova, blusa moderninha, cachos impecáveis, batom desenhando a boca, leve sombra e, para arrematar, o perfume. Salto alto, claro.
A caminho do trabalho, love music. O celular tocou:
- Diga, querido… (voz entusiasmada e doce)
- Oi, não vamos poder nos reunir hoje. Tive um contratempo e estou indo para casa.
- ah, tá, ok. Amanhã a gente se vê.
tu…tu…tu…tu…tu…
Estou pensando até agora por que isto virou notícia. Descobri, entretanto, que Madonna é normal.Veja suas declarações à rede de televisão "E! Entertainment Television":
"(…) a rainha do pop admite que é difícil conciliar a vida profissional e a familiar, o que às vezes provoca um distanciamento entre as duas."É uma luta encontrar um ponto de equilíbrio entre minha carreira e seus filhos", disse a cantora."Sempre digo a mim mesma: meu Deus, sou um desastre de mãe. E me dá vontade de ir para casa ninar meus filhos", acrescenta."Mas, outras vezes, quando passo muito tempo com meus filhos, penso: meu Deus, só quero ser artista".
Moral da história: Os humanos são humanos!!!
p.s.:houve um erro- "seus filhos" - na tradução feita pela repórter e acima transcrita.
Eu amooooo ser professora !!!!!
Tem jeito não…
Dia 03 de maio, Marcelo Coelho publicou "Auto-ajuda em negativo" na Folha. Senti vontade na hora e rabisquei-lhe estas palavras:
Marcelo,
penso nesta "auto-ajuda" que, realmente, tem nos impelido à "ideologia" massacrante "da felicidade". A gente tem tanto que "dar certo" que se nega ao ser humano o sentimento básico do sofrer. A intolerância generalizada às lágrimas alheias talvez decorra da vida "celebridade" imposta como parâmetro no mundo contemporâneo: sucesso, risos, dinheiro, taças, flashes, mansões, poder e cabelos femininos com chapinha povoam o imaginário da população.
É preciso " dar certo" e este imperativo tem conduzido à rejeição de todo e qualquer humano que se mostre feio, choroso, sofrido, abatido, com problemas etc. Após o fim de uma longa relação amorosa, a qual me fez feliz em alguns momentos, ouvi estupefacta os comentários superficiais daqueles que iam sabendo da separação: "ah, que pena! Não deu certo, não é?" A superficialidade se revela assim, comenta-se pouco, fala-se o básico e livra-se do outro com o clichê-consolo: "é assim mesmo", "é natural", "hoje em dia…"
Fiquei, então, a pensar nisso e descobri que não, deu certo sim. Dizia o poeta que durou o tempo necessário e "deu certo" , portanto, enquanto durou. Recorrendo a outro lugar comum: "o que passou passou". Foi bom, foi ruim,; talvez como tudo o mais nesta vida. Das dores aos momentos de encanto, do choro aos risos de pura felicidade, da beleza e do companheirismo à solidão a dois e ao egoísmo.
Então, aprendi que a minha vida me pertence, "todos os dias são meus" (F. Pessoa). Em face dos acontecimentos em minha vida pessoal e diante da insensibilidade umbilical dos tempos modernos, tenho optado pela companhia "de mim mesma": se quero chorar, faço-o copiosamente. se quero esquecer, permito-me.
Seu texto de 3 de maio me faz refletir sobre o "excedente de sentido" e penso também no que acumulamos por "sobra de significado". Sem necessariamente cultuar a memória dos que se foram desta vida ou da nossa história, vejo-me a guardar as roupas deixadas e minha casa pelo último namorado, já ex. Não as dei às vítimas da chuva, nem as joguei fora. Estavam passadas a ferro no armário e limpas, como se a, inconscientemente, esperar que ele voltasse. Já é hora de os Correios e Telégrafos funcionarem ou de fazer a caridade talvez. É hora de levá-las ao seu destino porque não há mais excedente de significado, nem resquício algum. Passou como tudo mais.
Há horas sim, em que ninguém pode nos ajudar, entretanto tenho visto estupefacta como perdermos o direito a um colo básico de amigo, no qual vamos apenas deitar e deixar que as nossas dores se traduzam em lágrimas. Isso me faz lembrar, em oposição a este individualismo patente hoje, uma história. É a história de uma tribo cujas mulheres, quando uma de suas companheiras perde o filho, num ritual de cura e dor, reúnem-se àquela que sofre e gritam e choram todas juntas, como a extirpar a dor individual, humana, coletiva e social. Choram por si, pela companheira e por toda e qualquer pessoa que passe por situação semelhante.
A vida é cíclica (outro clichê!), há para todos sucessos e fracassos. É preciso no mundo contemporâneo, saber apagar as luzes do palco em que representamos socialmente o papel sorridente de eternos vencedores e poder, no escuro de si mesmo, permitir-se a lágrima, o desalento, a tristeza. Faz bem.
Alena
Gente, olha só a torta que eu fiz hoje!!! Ah, as fotos foram minhas também… kkkk Quem quer casar com D. Baratinha?
Quinta-feira. Às 7h10 da matina, eu estava subindo a velha escada de madeira antiga em caracol que une a sala dos professores ao pavimento superior da colégio. Freiras passavam com seus hábitos cinzas, o ladrilho do chão ainda era o mesmo.
Fazia 16 anos que eu os pisara pela primeira vez… Do alto do meu salto, agora percebia o corre-corre e a barulheira infernal que as crianças faziam. Entrei na sala, estavam todas quietinhas, tinham 11 anos, estudavam em colégio religioso e sabiam o que é hierarquia e respeito. A coordenadora rapidamente me apresentou à turma: a professora substituta. A prof. regente adotara um bebê e gozaria então de sua licença-maternidade, assegurada por lei.
Uma música ambiente ecoava por todo o colégio, era uma instrumental da Ave Maria. Uma mestra de classe, irmã da Congregação, falou as palavras do dia a todos, com voz melodiosa e uma calma tão inédita para mim que parecia perdida no tempo e absolutamente alheia ao estresse e à loucura urbana. Experimentei, então, a serenidade e, aos poucos, fui sentindo o frio na espinha que me trouxe lágrimas aos olhos.
Ansiosos para saberem se eu era bruxa ou fada, monstro ou anjo, heroína ou vilã, os meninos e as meninas platonicamente educados aguardavam a apresentação: eu sou Alena, “a nova professora”. Meu Deus!!! Nesta hora, mais do que nunca, vislumbrei na prática a responsabilidade que venho teorizando há anos: educar.
Estive nos últimos 12 anos em sala de aula, professei saberes e embandeirei verdades, mas lidei especialmente com adolescentes e adultos. Hoje, já há quatro anos na Faculdade, convocava sempre meus alunos e minhas alunas a serem o jovem ou a jovem do presente, do agora… a ter responsabilidade social, civil, cidadã e humana. A pensarem a si mesmos e pensarem o mundo e pensarem o outro. Sei de cor a importância de educar, por isso escolhi ser professora, mas confesso, fiquei pequena nesse momento e de repente eram eles os gigantes.
Da grandeza de seus 10/11 anos, cabelinhos partidinhos de lado, carinha de que "mamãe me beija sem parar", os olhos me espiavam à espreita de quem seria eu.
ENTÃO ENTENDI.
Vi que eu era pequena então. Eles são muitos e estão atentos, embora baste um segundo para se dispersarem completamente. Passam as gerações, contudo eles estão sempre ali a saber o que este ou aquele adulto tem a lhes dizer… O universo de carinho e aconchego do qual saem hoje não é mais o único parâmetro para estes meninos e estas meninas do terceiro milênio: a tv, a internet e as revistas e os jornais lhes mostram também que o sonho não é o mundo real. Confesso minha emoção e a partilho com os meus amigos e leitores, porque eu senti o peso de uma responsabilidade gigantesca, que é não destruir os sonhos e as fantasias destas crianças sem deixar que elas fiquem alienadas. Educar, conscientizar, instruir… projetando sempre o possível mundo que poderá, sim, nascer da utopia de cada um.
Da minha, está brotando algo.
Diante deles, honestamente me curvo e aguardo as coisas lindas que eles têm a me ensinar.
Estou aqui dourando uma taça de cristal, um bom vinho…
E hoje me deu saudade.
Juro que me lembrei das farras homéricas que fizemos, das 14 caipiroscas na Cely (todas de umbu-cajá ou caju ou umbu), dos 17 caranguejos vez ou outra, dos três ou quatro pratos de pirão.
Juro que me lembrei de quando sua fumaça me inebriava… de quando o chá na xícara de louça fina exalava o pêssego ou as frutas vermelhas…
Juro que me lembrei do frio da terra de que ninguém gosta, a qual todos fingem odiar pela poluição e pelo trânsito e pelo medo impessoal… Lembrei-me do frio e me lembrei de que eu estava de meias. Havia abraços na noite escura e certezas de café da manhã.
Neste tempo então, tudo era promessas, não percebíamos a certeza do instante: só ele, fugaz, instável e meteórico. Passou.
Havia poesia e eu não percebia.