Dia Internacional da Mulher

Sei não, mas o apanhado de baboseiras que tenho visto na internet sobre o Dia Internacional da Mulher me deixa cansada. A luta é perpétua? Parece que sim.

Piadas de mau gosto, burrices coletivas e desmerecimento da luta bem como banalização do movimento me deixam meio angustiada e reflexiva ao pensar na estupidez de seres humanos que parecem demonstrar não ter se livrado dos ecos patriarcais medievos.

A violência contra a mulher existe. Está clara nos índices da imprensa e também nos reunidos por blogs como o Machismo mata. Está aqui, na minha família, e na sua também. Na minha vida e na sua.

Dia internacional da mulher não é o dia de ficar comercializando bombons ou distribuindo rosas apenas – embora perfuminhos e presentinhos também possam existir.  É o dia de parar para relembrar, descobrir, conhecer, conscientizar-se da luta das mulheres que desde a Idade Média, especialmente, se viram acuadas, desprezadas e vilipendiadas por uma cultura que sobremaneira validou o  olhar masculino e instituiu o patriarcado, desprezando culturas matriarcais e esmagando qualquer importância feminina, ou melhor, restringindo-a a uma “culpa” absurda do “pecado original” , limitando-a a recipiente reprodutório perpetuador da espécie e assim desconstituindo-a de sua identidade.

continua

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